Vai graxa aí, doutor?

Derivada do petróleo, a graxa é necessária para evitar o desgaste de componentes onde o atrito acontece frequentemente, seja nas máquinas ou também nos veículos automotores. Nas juntas homocinéticas sua principal função é a redução de desgaste das peças, do atrito e das vibrações, além de proteger contra a corrosão e diminuir ruídos. Mas, todas as graxas são iguais? Quanto usar?

Pode ser em uma lata, sachê ou bisnaga. Aquela coisa pastosa que pode ser preta, marrom clara ou escura e até branca, é a chamada graxa, uma substância viscosa gerada por meio da mistura de aditivos, óleos e agentes engrossadores à base de bário, sódio, lítio e cálcio, além dos chamados sabões metálicos.

Essa mistura se transforma num composto que tem a função de lubrificar máquinas e equipamentos. Suas características são propícias para auxiliar qualquer processo de lubrificação, como:

  • Textura: possibilita que as aplicações sejam feitas controladamente;
  • Consistência: permite que exista uma alta capacidade de alcançar resultados excelentes em relação ao desempenho da graxa e da sua durabilidade;
  • Ponto de fusão: permite que a graxa seja manipulada em diversas temperaturas;
  • Filamentação: permite que a graxa seja aplicada facilmente em diversos pontos a serem lubrificados;
  • Aderência: possibilita uma ótima relação entre a graxa e os equipamentos que serão lubrificados.

Por conta de todas essas características, a graxa traz vários benefícios, principalmente pelo seu poder lubrificante. Com isso, ela também se torna essencial para o processo fabril. Alguns de seus benefícios são:

  • Proteção contra a contaminação pela água e corrosão;
  • Redução do desgaste entre os materiais envolvidos;
  • Redução da fricção;
  • Minimização da quantidade de sujeira ou poeira produzida pela máquina em questão.

Apesar da graxa ser um material de fácil entendimento e utilização, é necessário prestar bastante atenção quando o assunto é sua aplicação, isso porque existem diversos pontos distintos de lubrificação, aplicações, roteiros e tipos de graxa.

As graxas lubrificantes são classificadas conforme o agente espessante utilizado em sua composição. Os principais tipos de graxa são as com base de cálcio, sódio, lítio, bário, cobre, silicone, vaselina, grafite, glicerol e alumínio. As mais usadas nos veículos são as grafitadas, branca ou a de múltiplas aplicações.

A graxa e a junta homocinética

As juntas homocinéticas são as responsáveis pela transmissão da força do motor para as rodas de tração, fazendo com que elas girem corretamente, independentemente das condições da via ou de direção.

A junta homocinética liga o semieixo da transmissão ao cubo da roda. Ela é responsável por fazer com que haja tração mesmo em condições diferenciadas. Isso porque ela é composta por um sistema de rolamentos esféricos que permitem a variação da posição do eixo da roda.

Sem as juntas homocinéticas, as rodas travariam ou perderiam a tração ao esterçar, em elevações, buracos ou declives na via, que fazem com que os eixos das rodas assumam ângulos diferentes em relação ao semieixo da transmissão.

Se na hora de lavar o carro você perceber graxa grudada às rodas dianteiras ou nos paralamas, é sinal de que a coifa da junta homocinética rasgou. A coifa é uma sanfona de borracha fácil de ser trocada, mas caso não esteja danificada, mesmo que levemente, pode comprometer toda a junta e causar um prejuízo bem maior ao bolso do cliente. Uma vez cortada, haverá a infiltração de abrasivos para o interior da coifa e perda de graxa.

A recomendação é fazer uma avaliação da junta homocinética e da coifa a cada 5 ou 10 mil quilômetros.

Em caso da coifa rasgada, o profissional da reparação deverá retirar a junta, fazer a limpeza, colocar graxa novamente e uma nova coifa, preservando a junta homocinética.

As juntas homocinéticas usam lubrificação permanente. Após sua montagem sobre o semieixo, a coifa cônica de borracha é preenchida com graxa resistente as altas temperaturas e montada entre a junta e o semieixo.

Nunca reutilize a graxa ou a coifa, Além de ser uma economia desnecessária (afinal, todos os kits já vêm com coifas e graxas novas), a graxa usada contém terra e outros detritos que diminuirão a vida útil da peça.

Use toda a bisnaga, sempre.

Atenção: A graxa grafitada não deve nunca ser utilizada nas juntas homocinéticas. Existe uma graxa específica para lubrificação de juntas homocinéticas: a graxa à base de lítio, com aditivos anticorrisivos, antidegaste e Bissulfeto de Molibdênio, que um lubrificante sólido de excepcional resistência a cargas elevadas e altas temperaturas, e excelente aderência às superfícies a serem lubrificadas. Como a coloração do Bissulfeto de Molibdênio é escura, muitos reparadores acreditam que a graxa grafitada é igual a graxa para homocinéticas. Errado.

Diferenciais das graxas Albarus e Spicer

As graxas utilizadas pelas marcas Dana foram desenvolvidas especialmente para a perfeita lubrificação das juntas homocinéticas. São produzidas á base de bissulfeto de molibdênio e sabão de lítio e já vêm em embalagens com a quantidade necessária, sendo adequadas para as mais rígidas condições de trabalho e temperatura.

Recomendamos não utilizar outra graxa na junta, mesmo que contenha bissulfeto de molibdênio e sabão de lítio.

A formulação correta dos vários componentes é que garantem o desempenho superior das graxas Albarus e Spicer.

Use sempre toda a graxa da bisnaga, e não use graxas antigas.

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