Nem sempre apenas a substituição de uma junta homocinética ou da coifa é a melhor opção para um reparo na transmissão. Existem casos em que trocar o semieixo completo pode ser mais vantajoso para o cliente e para a oficina. Confira!

Pode parecer uma “pegadinha” da oficina mecânica, mas é um fato comprovado e já ocorrido em empresas de reparação por todo o território brasileiro. O cliente entra com o carro e reclama do barulho na parte inferior do veículo, um estalo ao virar o volante com o veículo em movimento.
Inspeção e testes feitos, o mecânico decreta: “É só trocar a junta homocinética” ou “vamos substituir a coifa por um kit de reparo da junta homocinética”.
Essa solução pode até dar certo, mas também pode gerar novos problemas em um futuro bem próximo, com retrabalho e mais despesas para oficina e cliente.
A explicação dessa solução que não “soluciona” é simples.

O sistema de transmissão de torque do motor para as rodas depende diretamente do bom funcionamento de todo o conjunto do semieixo, da junta homocinética (lado roda e lado câmbio/trizeta) e das coifas protetoras.
A decisão entre substituir apenas componentes individuais ou o conjunto completo pode afetar diretamente a segurança do veículo, a durabilidade do reparo e o custo-benefício para o cliente.
Dana apresenta três bons motivos para auxiliar nessa decisão:
- Segurança e durabilidade
Trocar apenas o kit de reparo (coifa de borracha) só é viável se a rasgadura ou ressecamento for recente e a junta homocinética não apresentar folgas ou ruídos (estalos) durante os testes de rodagem.
A troca da junta homocinética individual (geralmente a fixa, do lado da roda) é tecnicamente correta quando o defeito é estritamente localizado e a barra do semieixo e a junta deslizante (lado câmbio) estão em perfeitas condições, sem folgas ou oxidação.
A substituição do conjunto completo (barra do semieixo, junta fixa, junta deslizante/trizeta e coifas) deixa de ser uma opção, e passa a ser uma necessidade técnica ou econômica, quando existem danos estruturais e desgaste geral em todo o conjunto.
A substituição do conjunto inteiro elimina desgastes acumulados em outros componentes internos, como rolamentos, juntas e coifas, evitando que uma peça velha comprometa o funcionamento geral.
- Financeiro
Existem veículos onde a junta homocinética é vendida separadamente e possui um valor significativamente menor do que o semieixo completo. Entretanto, deve-se fazer uma inspeção detalhada de todo o semieixo para assegurar sua integridade e evitar retrabalho.
Muitas vezes, a substituição preventiva de todo o conjunto evita o retorno do cliente à oficina em um curto prazo.
Desmontar o semieixo, remover as duas juntas velhas, limpar, instalar componentes novos, lubrificar e remontar exige alto tempo de mão de obra, onerando a oficina e o cliente. E mais: frequentemente, o valor de um semieixo completo novo pode ser menor ou equivalente à soma das duas juntas individuais somadas ao tempo extra de oficina.
- Dana oferece a maior cobertura de semieixos homocinéticos
A linha de semieixos homocinéticos Spicer (marca Dana) oferece uma cobertura de frota de mais de 5,7 milhões de veículos circulantes no Brasil, tendo quase que triplicada sua abrangência com lançamento de novos códigos de aplicação e ampliação de cobertura de itens já existentes no catálogo da marca.
Recentemente, a Spicer anunciou um aumento de 152% na cobertura de mercado para esse componente específico, passando a atender uma fatia significativamente maior dos modelos das principais montadoras nacionais.
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