Sérgio

Teixeira Fraga

Com uma disposição impressionante e a alegria e otimismo costumeiros, Sérgio Teixeira de Fraga, o popular Pepe, conta um pouco das muitas histórias vividas em seus 41 anos de empresa, histórias de empenho, trabalho… e muitas amizades!

Nascido em Gravataí, ele teve na Dana seu primeiro e único emprego com carteira assinada, e ele tem muito orgulho de toda sua longa trajetória na empresa, que lhe rendeu inclusive muitos prêmios – mas vamos falar disso mais tarde. Pepe começou a trabalhar como cotista do SENAI (uma espécie de programa Jovem Aprendiz daquela época) nas Carrocerias Eliziário, uma empresa que ficava em Porto Alegre. “Todavia, a empresa não tinha uma Ferramentaria própria e eu precisava fazer um estágio nessa área. O pessoal do SENAI, então, me sugeriu procurar a Taurus ou a Albarus – sem pestanejar, escolhi a Albarus, que era mais perto da minha casa”, relata. O que ele não imaginaria é que ia ficar mais de 40 anos dentro da empresa.

Então, em 24 de julho de 1974 (“brinco que foi um presente de aniversário”), Pepe começou a estagiar na Ferramentaria da antiga Albarus, que ficava na Zona Norte de Porto Alegre. Ele tinha apenas 17 anos na época, e conta que agradou a chefia no estágio da Matrizaria, e em seguida foi convidado para ser contratado na Albarus. “Eles gostaram tanto do meu trabalho que fizeram questão de me contratar. Eu havia perdido meu pai e, com 17 anos, já ajudava em casa minha mãe e a família, então eles pediram uma autorização no Ministério Público devido ao caso especial e fui contratado, para minha grande alegria”, conta.

Pepe conta que, desde o início, lhe chamou a atenção o espírito de união e respeito que havia dentro da empresa. “Meu começo lá foi muito bom, um tempo de grande aprendizado e chefes que lideravam pelo exemplo, nos passando mais do que conhecimentos profissionais – passavam valores e tinham uma grande dedicação à empresa”, diz. Naquele tempo, as máquinas eram manuais e tudo era mais simples, mas ele sabia que uma época de grande crescimento e desenvolvimento tecnológico estava por vir.

Mas, antes disso, sua história na Dana teria uma breve pausa: depois de 4 anos em Porto Alegre, Pepe recebeu o convite para atuar na Wotan Máquinas em Gravataí e, interessado em trabalhar mais perto de casa, aceitou o convite. Mas não durou muito: algum tempo depois, a Albarus estava se mudando de Porto Alegre para Gravataí e Pepe foi convidado a voltar ao antigo trabalho e aceitou prontamente.

Essa nova etapa da carreira seria na Ferramentaria da Divisão de Elastômeros. O que ele não sabia é que pouco tempo depois estaria em Porto Alegre novamente: a companhia havia decidido unir as Ferramentarias da fábrica de Gravataí e Porto Alegre em um só departamento, chamado DEMEC, que ficaria na parte antiga da fábrica que era na capital gaúcha. “Guardo boas memórias dessa época – fui o primeiro a operar uma máquina CNC dentro da Albarus, isso nunca vou esquecer. A fábrica estava se modernizando e fizemos parte disso com grande empolgação”, afirma.

Com a venda global dos negócios de juntas homocinéticas para a GKN, a Ferramentaria voltaria para Gravataí e é ali que Pepe ficaria até o fim da sua carreira na Dana.

A Matrizaria é considerada o “coração” da Forjaria, a fábrica que sempre foi exemplo de união e empenho dentro da empresa – a amizade intensa entre os operadores, segundo Pepe, se dava devido à natureza bruta do trabalho. “É tudo manual, os processos são brutos e é necessário atenção máxima – por isso, ajudávamos muito uns aos outros. Quando algum colega passava por qualquer tipo de dificuldade, a gente se unia e fazia acontecer”, resume. Pepe também conta que os colegas adoravam jogar futebol juntos e ganharam muitos campeonatos internos e externos, sempre com espírito de equipe e união. “Já joguei campeonatos com times que eram repletos de craques, mas que não seguiam o que havíamos combinado nos treinos. E ganhamos campeonatos com times não tão bons mas de pessoas que estavam afinadas em busca do mesmo objetivo – esse aprendizado levo pra vida”, diz.

Ele também diz que os grupos de SOPE (Solução de Problemas em Equipe) marcaram profundamente sua trajetória na Dana. Durante alguns anos, Pepe fez parte da Equipe MTZ e, mais tarde, por 10 anos, foi coordenador dos grupos de melhoria. Estas equipes se empenhavam em olhar para seus processos diários e buscar aprimoramentos possíveis para melhorá-los. “Ganhamos prêmios regionais e nacionais com o SOPE da Dana, foi algo que me marcou muito e, acredito eu, marcou muita gente também”, diz, “um dos maiores orgulhos que tenho é quando nosso CEO veio visitar a Dana em Gravataí, veio me cumprimentar, falou meu nome e mencionou o trabalho do SOPE”, relata, emocionado.

Pepe também diz que tem orgulho do trabalho desenvolvido pelo Departamento de Tradições Gaúchas, conhecido como DTG, que por vários anos desenvolvia trabalhos sociais e representava a empresa em apresentações e rodeios estaduais.

Depois de muita dedicação, empenho, engajamento e esforço, Pepe deixou a Dana no final de 2018. Sua esposa e companheira de toda uma vida, Juraci Mendes Batista de Fraga, teve alguns problemas de saúde e necessitou da sua ajuda e ele dedicou-se a cuidar dela. Os dois estão casados desde que tinham 19 anos e são os pais de Simone (que faleceu ainda criança), Fernanda e Paulo Sérgio. A alegria da casa é o netinho Guilherme, de 7 anos, que é bom de bola, como o avô – segundo o próprio 🙂 . Pepe continua ministrando treinamentos na área de Melhoria Contínua e frequentando os encontros do grupo de Veteranos. “A Dana, pra mim, foi minha segunda família. Aprendi muita coisa lá dentro e espero que tenha deixado alguma coisa lá pros mais jovens como legado. Vivi muitos momentos inesquecíveis e fiz muitos amigos lá”, resume.

“A Dana, pra mim, foi minha segunda família. Aprendi muita coisa lá dentro e espero que tenha deixado alguma coisa lá pros mais jovens como legado. Vivi muitos momentos inesquecíveis e fiz muitos amigos”.