Nelson

Führmeister Roessler

Uma longa carreira atuando como médico da Albarus e Dana e incontáveis amizades: o saldo da carreira de Nelson Führmeister Roessler na empresa é mais do que positivo. Sua maior motivação era atender os funcionários e seus familiares com atenção e respeito, e honrar sempre a confiança que tinham nele.

Sua trajetória iniciou em 1973, quando trabalhava como residente de medicina interna na Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre. Dr. Nelson formou em 1972 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, depois do fim da residência, seguiu trabalhando na Santa Casa, no setor de Cardiologia. “Um dia, acredito que para buscar informações sobre alguma pessoa, tive que ir ao SESI, e quem me recebeu lá foi o Dr. Luiz Manoel Rodrigues, com quem tive uma empatia instantânea. Ele perguntou o que eu fazia, e me ofereceu vaga na Albarus”, relata.

O ano era 1975, entre outubro e novembro, e Dr. Nelson aceitou a oportunidade para trabalhar na Albarus como clínico. Ele explica que, naquela época, o ambulatório era geral – atendida-se os funcionários, familiares e crianças, e o atendimento acontecia em uma casa, separada da fábrica mas no mesmo terreno, onde haviam três consultórios médicos – inclusive, um de pediatria, enfermaria, consultório dentário e farmácia. “Naquela época, a medicina do trabalho era mesclada com a medicina normal, do dia-a-dia. Uma política mais dirigida para a medicina do trabalho seria estebelecida no final dos anos 80,” diz.

O médico conta que, no início, estabelecer uma cultura de segurança do trabalho foi bem trabalhoso. “Com o tempo, e a exigência de Ensino Médio pra trabalhar na fábrica, as coisas foram mudando”, diz. Dr. Nelson conta que isso reflete até nas demandas do departamento de medicina da empresa: antes, haviam mais acidentes de trabalho e, hoje, a maior incidência é de doenças ocupacionais. Com o desenvolvimento do Departamento de Segurança e uma preocupação com ergonomia, as coisas mudaram bastante dentro da companhia.

O médico lembra também de como foi que a Albarus começou a pensar em parar de atender as famílias dos colaboradores, já que a demanda de atendimentos era imensa naquele tempo. Foi em 1983, quando a companhia firmou um acordo com um plano de saúde chamado Hospitalidade, que fazia parte do Hospital Lazarotto, que ficava próximo à empresa e era do Dr. Milton Zuckermann, médico filiado ao Danamed até hoje. “Começou-se, então, a pensar na alternativa dos familiares serem atendidos pelo plano de saúde da empresa já que, por dia, atendíamos de 28 a 32 consultas por dia, cada médico”, explica.

Poucos anos antes, em 1979, Dr. Nelson assumiu o Ambulatório da empresa, com a saída de Iseu Millman. “Três anos antes, a empresa tinha me encaminhado para o curso de Medicina no Trabalho promovido pela Universidade Federal dentro da PUC, mas eu ainda acreditava que minha passagem pela Albarus seria breve”, ri ele. Dr. Nelson afirma que, hoje, o médico do trabalho precisa ter um grande conhecimento de Administração – tão grande quanto o conhecimento sobre medicina. “Precisamos conhecer muito sobre Legislação hoje em dia, devido às grandes ocorrências de doença ocupacional, encaminhamentos também ao benefício… São questões muito mais complexas do que eram antigamente”, relata.

Em 1994, Nelson abriu sua empresa, a NR Serviços Médicos (“foi tão rápido que nem tive tempo de pensar num nome melhor”, ri ele, bem-humorado), e seguiu prestando serviços para a Dana e outras empresas, bem como trabalhando no Hospital Conceição, onde até hoje tem cargo diretivo. Sobre sua trajetória na Albarus e Dana, Dr. Nelson afirma: “Foram anos muito bons, acredito que o Dr. Luiz colocou um ‘olho comprido’ em mim, pois me apeguei muito à empresa e às pessoas de lá”, brinca ele. Para Dr. Nelson, essa longevidade de sua carreira tem a ver com o respeito com que sempre atendeu os colaboradores e suas famílias. “Criei vínculos lá dentro, as pessoas que atendia sabiam que tinha uma preocupação com elas, e eu estava ali para ajudar – é uma relação bem diferente da estabelecida num consultório, por exemplo”, afirma.

Hoje, Dr. Nelson trabalha na GKN Driveline e no Hospital Conceição, mas mora num sítio na divisa de Porto Alegre com Viamão, junto da esposa, Bogumila. Ele é pai de Cristopher, Günther e Nicholas, e avô de duas netas: Vitória, de 19 anos, e Valentina, de 11 – a terceira neta está a caminho. Seu maior hobby? Ler. “Sou um devorador de livros – gosto do Umberto Eco, Ken Follet, vários estilos de literatura”.

IMG_22521-315x250

“Criei vínculos lá dentro, as pessoas que atendia sabiam que tinha uma preocupação com elas, e eu estava ali para ajudar – é uma relação bem diferente da estabelecida num consultório, por exemplo”.

Nelson Führmeister Roessler