Libério Correa

Libério

Correa

Cheio de energia, Libério deseja agora aproveitar o tempo livre para ficar próximo à família. Traz ótimas lembranças dos 35 anos que passou na Dana e sempre a recomenda para amigos e parentes como um ótimo lugar para trabalhar.

Precisa-se de auxiliar de fábrica. A pequena placa com a descrição da vaga na entrada da então Albarus, em Sorocaba, chamou a atenção do técnico em eletrônica Libério Correa e mudou completamente seus planos profissionais. O passeio pela avenida Fernando Stecca, no fim de 1984, tinha como único objetivo achar um ponto comercial para instalar sua loja de reparos de eletrodomésticos, mas o que ele encontrou foi o emprego da sua vida.

Vindo de São Paulo e recém-casado com a sorocabense Vilma, o rapaz, de 24 anos, precisava rapidamente de uma fonte de renda para sustentar a nova família. Aberto a novidades, preencheu a ficha na empresa sem muita expectativa. Dois dias depois já estava pintando cardans. “Nunca imaginei que seria tão rápido, era fim de ano e a maioria das fábricas estava entrando em férias coletivas. Eu que sempre trabalhei na área de serviços não tinha a menor ideia de como era uma autopeças”, conta. A destreza manual de quem estava acostumado a lidar com pequenos circuitos eletrônicos, foi extremamente útil na nova função. Em pouco tempo, Libério criou uma técnica de pintura, rapidamente incorporada no setor, que não sujava as “franjas” dos cardans, facilitando o processo de limpeza. Além da fama, a façanha lhe trouxe oportunidades de crescimento.

A primeira delas foi a promoção para o cargo de operador de máquina, na área de pré-montagem e, posteriormente, a transferência para o setor de soldagem de cardans do Opala e do Chevette, veículos com grande volume de produção na época. Para ganhar um dinheirinho extra, nas horas vagas Libério consertava em casa os equipamentos domésticos trazidos pelos colegas de trabalho. A popularidade chegou até os ouvidos de Darci Ramin, gerente de manutenção, que o convidou, em 1987, a assumir o cargo de meio oficial eletricista. Ali “sentiu-se em casa” e foi onde conquistou os maiores avanços da sua carreira.

As novas atividades eram extremamente dinâmicas e abrangiam tanto a manutenção predial quanto a manutenção de máquinas e equipamentos. A própria história da Dana é a prova cabal de que não havia tédio por ali. “Quando fui contratado, a empresa era pequena. 35 anos depois transformou-se em enorme complexo fabril”, destaca. Ao longo dos anos, a Dana foi incorporando outras empresas do setor e a cada nova aquisição era preciso reformular as instalações e, consequentemente, atualizar as tecnologias.

Para dar conta das exigências da nova função, Libério voltou à escola em 1992. Completou o ensino fundamental, fez o técnico em eletrônica e, em 2000, um curso de longa duração em Mecatrônica no Senai. “A manutenção é uma área que precisa de treinamento, a eletrônica muda todo dia e toda hora. Você incorpora um equipamento hoje e amanhã vem outro totalmente diferente. Por isso, a Dana sempre nos incentivou a estudar, inclusive financiando os cursos”, observa.

Dos trabalhos mais memoráveis, Libério gosta de elencar as inúmeras mudanças de linha de montagem das quais participou. A primeira foi a transferência da unidade de eixo diferencial de São Paulo para Sorocaba, em 1989. “Levamos três anos para implantar a linha inteira”, lembra. Em 1996, a empresa comprou parte das operações da Rockwell, que ficava em Osasco, e também deslocou a produção para o interior de São Paulo. Depois, em 2011, a unidade recebeu a linha de montagem de eixo dianteiro, vinda da Sifco, recém-adquirida pela Dana em Jundiaí. Mas a experiência mais marcante foi a implantação de uma linha de produção de housings para eixos pesados em 2013, a serem instalados em caminhões da Mercedes-Benz, MAN, Ford e Photon. Para aprender o processo produtivo e implantar a linha de montagem no Brasil, Libério passou uma semana na fábrica da Dana em Pamplona, na Espanha. “Quando falamos em mudanças de equipamentos ou de linha tudo parece muito simples, mas o processo é extremamente complexo. Ao mesmo tempo que as tecnologias trazem inúmeras facilidades, como detectar uma falha no equipamento rapidamente porque o software já acusa o tipo de problema, também incorporou inúmeras restrições para assegurar a qualidade na produção”, declara.

Como exemplo, cita a complexidade para mudar uma máquina de lugar, uma vez que alguns equipamentos, principalmente os japoneses, são rastreados por satélite e qualquer diferença na localização aprovada em auditoria pelo fabricante, a máquina trava e só é liberada por um profissional da assistência técnica de tal empresa. As montadoras também acompanham as transferências para terem certeza de que não haverá desabastecimento em suas linhas de montagem. “É muita responsabilidade envolvida”, alerta. Outro problema era manter um estoque de peças de reposição desses equipamentos, uma vez que alguns itens demoram cerca de 90 dias para serem entregues. “As montadoras costumam fazer auditorias regulares em nossas instalações, então temos que ter essas peças em estoque. Pode ser que nunca serão usadas, mas precisam estar lá”, completa.

A seriedade com que tratou suas tarefas foram recompensadas. Em 2004 quando a Dana terceirizou a área de manutenção e vários profissionais foram transferidos para a nova empresa, Libério passou a coordenar a pequena equipe interna e a execução dos trabalhos da contratada. Esse modelo de negócio durou até 2012 e ao incorporar as tarefas de manutenção e sua equipe, foi promovido a supervisor da manutenção. “Uma das coisas que mais admiro na Dana é que mesmo entre tantas idas e vindas, o ambiente de trabalho sempre foi saudável. Ninguém fica no seu pé porque todos sabem o que é preciso fazer. É uma empresa que dá inúmeras oportunidades, valoriza os profissionais e incentiva o crescimento. O plano de carreira é muito bem estruturado, você consegue ver onde está e onde pode chegar”, elogia.

Libério também enaltece as normas de segurança interna e os constantes treinamentos recebidos para evitar acidentes de trabalho. Antes de assumir o posto de trabalho todo funcionário precisa fazer um rigoroso check-list para ver se as máquinas estão em perfeito funcionamento. “Na manutenção é a mesma coisa, se for preciso subir em algo acima da altura máxima permitida, precisa usar cinto e instalar ponto de ancoragem. Para descer em espaço confinado, só com medidor de oxigênio, amarrado por uma corda e com dois profissionais fora da área acompanhando todo o processo. Tudo é muito sério, a Dana é uma ótima empresa para trabalhar”, assegura.

Libério acredita tanto no potencial da empresa que dois filhos trabalham no local. “A Vanessa está há 15 anos na Dana e atua na área de programação e o Thiago é funcionário da produção”, diz, orgulhoso. Já o caçula Henrique trabalha em outra empresa na região.

Apesar da satisfação que sempre teve com o trabalho, Libério planejou muito bem a sua aposentadoria. Saiu da Dana em 1º de abril 2019, após 35 anos de dedicação. Não pretende, por enquanto, voltar ao mercado de trabalho. Quer aproveitar o recente período de descanso para desacelerar, já que sua atividade exigia que estivesse alerta e a postos, mesmo nos finais de semana e feriados. “Sei que ainda tenho disposição, mas no momento ainda estou curtindo a liberdade de ter tempo para fazer o que desejo e também para ficar mais perto da família e brincar com as crianças.” Com certeza, os netos Guilherme, Rafael, Felipe e Théo estão adorando a decisão do avô.

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“Uma das coisas que mais admiro na Dana é que o ambiente de trabalho sempre foi saudável. Ninguém fica no seu pé porque todos sabem o que é preciso fazer. É uma empresa que dá inúmeras oportunidades, valoriza os profissionais e incentiva o crescimento. O plano de carreira deles é muito bem estruturado, você consegue ver onde está e onde pode chegar.”

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