Gari

da Silva Machado

Durante 23 anos, Gari da Silva Machado trabalhou como Operador de Máquina na Divisão de Cardans, em diferentes linhas e setores da fábrica, mas uma coisa não mudou: sua dedicação inabalável e o amor que sente pela empresa.

Nascido na cidade de São Gabriel, que fica a 325 km da capital Porto Alegre, trabalhou até os 25 anos como agricultor. “Aquilo sim era trabalho difícil, sempre dizia isso quando via alguém se queixando por ser metalúrgico – eu dava muito valor ao meu trabalho na Dana também por isso, trabalhar como agricultor era sofrido demais”, diz.

Como muitos, deixou sua cidade natal para buscar uma vida melhor – começou trabalhando na construção civil e, no começo da década de 80, conseguiu migrar para a indústria. Gari passou pelas empresas Zivi Hércules, Tintas Renner, Taurus e acabou encontrando na Albarus o lugar onde trabalhou durante mais tempo (23 anos no total) e acabaria por se aposentar ali.

Ele encontrou a Albarus andando pelo Distrito Industrial de Gravataí, em busca de uma oportunidade de trabalho em 1992. “Nunca esqueço que saí a pé aqui de casa e caminhei bastante pra chegar até lá. Quem fazia o recrutamento naquele dia era a Maria Fortes, a Cida, que fez minha ficha e pediu se eu tinha o Ensino Fundamental, que era o ensino requerido para trabalhar como operador”, diz.

Gari diz ter saído de lá otimista e, em 15 dias, recebeu uma carta na sua casa pedindo para que se apresentasse na empresa. “Fui no dia seguinte e me levaram para conhecer a fábrica onde eu ia trabalhar, a Divisão de Cardans – só não imaginei que trabalharia ali até me aposentar”, ri. Ele diz que, nos primeiros dias de fábrica, foi acompanhado por um colega mais experiente mas logo aprendeu o trabalho – começou a carreira na Montagem de Coluna de Direção.

Em todos estes anos de vivência de fábrica, ele diz ‘só ter feito amigos’ e que ainda mantém contato com os colegas mais chegados. “Sempre me dei bem com todos e, como estávamos dentro da fábrica, o clima era de seriedade e comprometimento mas também haviam algumas brincadeiras saudáveis entre colegas, nada que comprometesse o resultado final do nosso trabalho”, lembra, divertindo-se.

Depois das Colunas de Direção, Gari foi designado para trabalhar na Montagem das Juntas de Cardan. “Naquele tempo, tínhamos as orientações de como montar estas peças em livros e cadernos de anotações que ficavam disponíveis para os operadores consultarem. Contando assim, nestes tempos em que tudo é informatizado, parece até mentira…”

Depois, ainda trabalharia na Montagem de Cardans, onde diz ter aprendido muita coisa, e na Usinagem do Garfo e Flange. “Em todos estes anos, acabei passando por diversos setores da fábrica, o que fazia com que a gurizada mais jovem viesse me pedir conselhos e ajuda sempre que se sentiam mais inseguros – isso me dava muito orgulho e ficava feliz demais por poder ajudar”, diz. Gari se aposentou em 2013, mas ainda seguiu trabalhando por mais 2 anos antes de parar. Envolveu-se nos grupos de Melhoria Contínua (SOPE) e fazia questão de participar do Programa de Ideias da empresa. “Nunca entendi quem pensava que era só ir trabalhar em pronto – a Dana era uma empresa tão boa e fez tanto por mim e pela minha família que sempre achei um prazer ajudar com melhorias na empresa, mesmo que pequenas”, emociona-se. “Gostava tanto disso que ganhei vários prêmios no programa Ideias Imediatas e estava sempre de olho em sugestões que podia dar para melhorar os processos na fábrica”.

Casado com Maria Iracema há 32 anos, é pai de Jonas, 28 anos, e Franciele, 20 – para seu orgulho, os dois são universitários e estão lutando por seus objetivos, exatamente como ensinado pelos pais, dois lutadores. Os dois ainda não tem netos e seu Gari segue trabalhando com pequenos reparos e obras. “Sempre trabalhei no segundo turno na Dana – quem gosta do turno normal é quem trabalha em escritório, eu gostava deste horário porque, até o meio-dia, conseguia fazer meus bicos e ganhar um dinheirinho a mais”, conta. Aponta com orgulho para a casa onde vive, dizendo que ergueu-a sozinho. “Tenho uma saúde de guri e muita vontade de fazer acontecer – as memórias da Dana são as melhores que tenho. Uma empresa maravilhosa, onde existia sim a cobrança mas com bom senso e respeito sempre. Os encarregados da produção sempre foram meus amigos e, juntos, trabalhamos em harmonia pelo bem da empresa que, conforme aprendi, era o meu crescimento também”, conclui.

Gari da Silva Machado

“As memórias da Dana são as melhores que tenho. Uma empresa maravilhosa, onde existia sim a cobrança mas com bom senso e respeito sempre. Os encarregados da produção sempre foram meus amigos e, juntos, trabalhamos em harmonia pelo bem da empresa que, conforme aprendi, era o meu crescimento também”.