Fábio

Freitas Jacques

16 anos de uma história de amor à qualidade e à gestão. Fábio Freitas Jacques não hesita em dizer que sua experiência na Dana mudou sua trajetória profissional e ajudou-o a fundamentar seu trabalho como consultor de gestão empresarial.

A trajetória de Fábio na então Albarus começou no dia 1 de março de 1972 – ele estudava na Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e um dos professores era Paulo Nelson Regner, conhecido por “pescar” estagiários dentro da universidade. “Eles vinham buscar estagiários direto na Escola de Engenharia e, quando eu soube que havia uma vaga para estagiário, me candidatei na hora!”, lembra sorrindo.

Depois de passar por um teste psicotécnico (“imenso”, conforme lembra ele aos risos) com a psicóloga Dora, Fábio foi entrevistado por Johann Wolfgang Limbacher e pelo engenheiro Pedroza, os dois responsáveis pelo Departamento de Qualidade na época. Aprovado com louvor na entrevista, ele iniciou sua trajetória de 16 anos de Dana no Controle de Qualidade, respondendo ao gerente, Limbacher, e ao sub-gerente, Pedroza. “Comecei a trabalhar no Laboratório Metalúrgico e me adaptei rapidamente às novas tarefas, apesar de eu nunca ter trabalhado em uma grande empresa antes. O trabalho era bastante técnico, então tive que aprender rapidinho pra não ficar pra trás”, conta. Ele trabalhou como estagiário somente até o final daquele ano, quando se formou no curso universitário, e foi contratado pela empresa em seguida.

Como colaborador, Fábio continuou atuando no Controle de Qualidade da Albarus e diz que, nessa época, começaram a ser incorporadas à empresa as divisões. “Foi quando foi criada a joint-venture Juntas Homocinéticas, para fornecer as juntas para a Volkswagen. A diretoria da empresa formou, então, um grupo designado à ir para a Alemanha e fui convidado a fazer parte deste time”, diz. Ele conta que este grupo fez um curso acelerado de alemão e, em 1973, partiriam todos para aquele país, buscando a tecnologia e o know-how para a Albarus produzir a junta homocinética.

Desta época, Fábio diz ter ótimas recordações. “Foi um período ótimo: fui com o Edgar Albarus, o Johann Limbacher, o Byron Matissek, o Luis Carlos Lauer… Nós fomos cada um com uma missão: aprender sobre manutenção, engenharia, controle de qualidade, tratamento térmico e todos os diferentes aspectos de fabricação deste produto – minha missão era aprender sobre controle de qualidade e tratamento térmico”, explica. Fábio lembra que ficou durante 8 meses na Alemanha, um período de muito trabalho – e também de muita festa. “Com o Limbacher conosco, não tinha como ser diferente… Viajamos um pouco, fazíamos jantares, ficamos bem próximos, foi ótimo para nossa carreira e também para o desenvolvimento de um bom relacionamento entre colegas”.

De volta ao Brasil, trouxeram na mala as novidades para produzir a junta homocinética. “A fábrica ainda estava sendo montada quando chegamos – as máquinas começaram a chegar depois da nossa volta. Eu trabalhava como Supervisor no Controle de Qualidade e também no Tratamento Térmico”, afirma. Fábio diz que o primeiro gerente da fábrica foi Vitor Pinto Vieira e que a fábrica começou a dar resultados muito antes do que o esperado. “Lembro que, na época, eu ia muito à Volkswagen, até acertarmos o passo com o fornecimento”, diz.

Depois dessa época, foi promovido a Gerente do Controle de Qualidade e Tratamentos Térmicos e, depois, assumiu também a gerência do departamento de Engenharia. Depois de anos na Junta Homocinética, em 1980, Fábio foi trabalhar na fábrica de elastômeros. “A Dana tinha comprado a Sul-Brasileira, trazido para Gravataí, e a fábrica começou a operar mas estava mal de resultados e com má fama de qualidade e alta rejeição de peças”, relembra.

O desafio era grande e havia muito trabalho a ser feito. “Pra começar, foi uma mudança de cultura, substancial: a Dana era, essencialmente, uma empresa metalúrgica e a divisão de elastômeros trabalhava com borracha. Foi preciso fazer todo um trabalho estrutural e, como resultado dele, a fábrica acabou se tornando um modelo para as outras dentro da Dana, vinha gente do mundo todo para visitar”, orgulha-se. E o que aconteceu para acontecer essa virada? Uma mudança na mentalidade de quem lá trabalhava. “Na época, era tudo compartimentado – um gerente sabia de números que não chegavam na fábrica. Para que as coisas funcionassem, tinha que haver mais comunicação e unidade. Fui franco e falei com os colaboradores da elastômeros que a Dana estava pensando em fechar a fábrica caso as coisas não mudassem. E todos se apavoraram e, no instinto de sobrevivência, começaram a reagir. O interesse da empresa passou a ser o interesse daquelas pessoas”, afirma, empolgado.

Fábio saiu da Dana em 1988 para buscar novos desafios. “Sou grato à empresa, vivi muita coisa boa ali dentro, me desenvolvi como profissional e só consegui bons feitos pois tive apoio para fazer as coisas – iniciativas como o mobral, o Controle Estatísticos de Processo, abrir os resultados da empresa para os colaboradores… Achei que eram coisas necessárias e tive abertura para realizá-las”, conclui.

Fábio é casado com Margarete há 41 anos, com quem tem 2 filhos: Fábio Daniel e Bruna, seus orgulhos. Hoje, atua com gestão e tem um livro publicado, “Quando a empresa se torna azul – O poder das grandes ideias”, que já está em sua segunda edição – ali, ele conta um pouco da sua experiência profissional em gestão e fala bastante da experiência acumulada em todos estes anos de Dana.

Fábio Freitas Jacques

“Sou grato à empresa, vivi muita coisa boa ali dentro, me desenvolvi como profissional e só consegui bons feitos pois tive apoio para fazer as coisas – iniciativas como o mobral, o Controle Estatísticos de Processo, abrir os resultados da empresa para os colaboradores… Achei que eram coisas necessárias e tive abertura para realizá-las”.