Elke Eva

Bercht

Ela trabalhou por 16 anos na Dana, sempre como Secretária Executiva Bilíngue. Deixou sua marca na empresa por ser uma profissional extremamente eficiente e com uma discrição germânica, além de ter o carinho de todos seus ex-chefes.

Hoje ainda morando em São Leopoldo, Elke conta que começou sua carreira na Dana ao procurar vaga após uma demissão. “Eu havia saído do Pólo Petroquímico, que sofreu uma fusão e isso resultou na demissão de muitas pessoas – o Diretor Superintendente que era meu chefe foi uma destas pessoas, então saí de lá também”, lembra. Elke não perdeu tempo: logo foi à luta buscar uma nova vaga de trabalho e telefonei para a Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. “Foi quando me informaram que havia uma vaga na Albarus – enviei meu currículo e em seguida me chamaram, foi tudo muito rápido”, lembra.

O ano era 1996, e Elke foi chamada para fazer uma entrevista com Paulo Regner, em Porto Alegre. “Ele estava numa correria, com alguns gerentes na sala dele, parei na porta e conversamos rapidamente sobre minhas experiências profissionais anteriores – acho que a gente simpatizou de cara e ele me pediu quando eu poderia começar”, ri ela.

Elke começou sua carreira na Dana poucos dias depois desta conversa, e passou uma semana fazendo estágio com a secretária de Paulo Regner, Irene. Na época, Regner era Diretor e, na Presidência, trabalhavam suas colegas Marta e Silvana. “O Regner estava de férias marcadas, e ele me pediu para fazer a mudança dele para Gravataí. Naquela época, a Dana estava em reforma e lembro que eu colocava as coisas dele no meu Passat e ia para Gravataí, era muito engraçado”, conta, aos risos. Antes disso, Elke conta que viu uma foto da fábrica de Gravataí em alguma parede da fábrica de Porto Alegre e se apaixonou pela natureza que havia lá. “Aquela foto me impressionou e, quando cheguei em Gravataí, era tudo aquilo mesmo, aquele verde, uma fábrica muito bonita”, diz Elke, com sua delicadeza costumeira.

Ela conta que Regner se estabeleceu na Divisão de Cardans – na época, ele era o Diretor Geral da Planta de Gravataí. “Fui apresentada aos gerentes pela Cida e me familiarizei com todos e com a rotina com a Fabiana, que trabalhava na época por ali como estagiária”, afirma. Elke diz que seu começo na Dana foi bem tranquilo – ela trabalhava com Paulo Regner, José Domingos Miotti e Edgar Bertinger, e atendia os três diretores com facilidade. “O Bertinger se aposentou logo depois, mas o Miotti ficou por ali bastante tempo e era como um ‘paizão’, me deu muito apoio logo no início, me senti bem acolhida”, diz.

Com a saída de Bertinger, Benedito Santoro veio para a sala que era dele então Elke passou a atendê-lo também. “Sempre tive muito apoio do Santoro, do Miotti e do Regner, e a Carmen Piccini também estava sempre por perto, então era um time bom de se trabalhar”, explica. Em seguida, Paulo Regner resolveu sair da Dana depois de muitos anos de trabalho, e Elke conta que quem assumiu a fábrica de Gravataí foi Gilberto Ceratti. “Ele sempre foi uma pessoa muito simples e acho que tinha receio em assumir um cargo desta importância, ele não era dado a status, posição… Então eu fiquei meses trabalhando só com o Miotti enquanto o Ceratti não assumia sua nova sala”, conta.

Elke diz que, meses depois, quando Ceratti veio a ser seu chefe, começaria outra boa fase da sua carreira na Dana. “Ele é um chefe muito humano, trabalhava sempre de portas abertas, foi uma época excelente, nos acertamos muito”, afirma. Ela lembra desta como uma época de bastante mudanças na fábrica do Cardan mas que, devido à confiança que sua chefia lhe dava, ela trabalhava sempre com serenidade. “Foi uma época em que estávamos todos na mesma sintonia. Pra mim, essa fase representou um grande alívio pois eu havia vivido muito tempo na tensão quando estava no Pólo Petroquímico – durante a fusão, vivíamos cuidando o que falávamos, os diretores trabalhavam cheios de segredos… Era delicado”, desabafa.

Ela ficou durante 3 anos trabalhando com Ceratti, até que ele foi convidado a se mudar para os Estados Unidos pela empresa. Houve um período que o Ceratti também respondia por São Paulo. Quem assumiu o posto dele interinamente foi Paulo Granja, com quem Elke passou a trabalhar. “Vivi, então, uma época de transição, pois o o Granja acumulava as funções do Ceratti juntamente com as atividades da Divisão de Embreagem, da qual era o Gerente”, lembra. Elke diz que foi bastante tranquilo porque Granja também era bem calmo e, de cara, já se deu bem com ele e seu estilo de trabalho. Nesse tempo, José Domingos Miotti e Benedito Santoro já haviam se aposentado e passei a trabalhar também com Carmen, que se mudou para a sala que era de Miotti.

Com a transferência de Gilberto Ceratti, Jader Hilzendeger (que até então era o Gerente da fábrica de Anéis) passou a ser o responsável pela Planta de Gravataí. “Trabalhei com ele apenas por alguns meses, quando, com a transferência do Julio para os Estados Unidos, a Carmen foi nomeada Gerente do Cardan”, relata.

Depois disso, Carmen Piccini convidou Elke a assumir, junto dela, o Departamento de Comunidade, que envolvia os colaboradores da Dana em trabalhos voluntários para beneficiar a comunidade em que a empresa estava inserida. Entre os trabalhos que desenvolviam, estava o grupo de doadores de sangue da Dana que, uma vez por mês, fazia esta ação voluntariamente pela empresa, entre outras iniciativas sociais. “Eu não tinha formação em Assistência Social, mas sempre gostei muito deste tipo de trabalho”, afirma.

Em seguida, Elke conta que foi designada para trabalhar com Erni Koppe, que havia acabado de voltar da Alemanha e, agora, assumiria a área de Exportação da Dana. “Foi uma outra época marcante de minha trajetória na Dana, eu estava ali para assessorá-lo e tinha contato com pessoas de várias filiais da Dana. Ele viajava bastante devido ao seu cargo mas, quando estava em Gravataí, sempre tinha uma história ou uma piada pra contar”, lembra Elke, aos risos, “ele era muito alegre, começava a contar uma piada às 7h da manhã e terminava perto do final do expediente”.

Quando se aproximava a aposentadoria de Erni Koppe, Elke foi designada para voltar a trabalhar com Paulo Granja, que havia se tornado Diretor do Cardan, e também atendendo Jorge Delgado, que ainda era Controller nessa época. “O presidente da Dana, na época era o Harro Burmann, e ele nos convidou a trabalhar no prédio administrativo, perto de onde funciona a parte de Financeiro da Dana, e ali permaneci até o final de 2012, trabalhando com Juarez Costa, quando saí da companhia”, diz.

Ela lembra que, quando saiu da Dana, os amigos e ex-chefes fizeram um churrasco de despedida. “Todos eram pessoas boas de se trabalhar, e isso me fez ficar todo esse tempo na Dana. Eu me sentia parte desta família Albarus – embora o nome da empresa já fosse Dana, ainda existia essa união, essa parte humana da Dana, uma empresa que fazia várias ações para fazer com que o funcionário se sentisse parte da empresa”, conclui.

Hoje, ela segue morando em São Leopoldo, gosta de fazer atividade física para manter a saúde e é uma estudiosa da doutrina espírita, que lhe ajudou a encontrar respostas e uma filosofia profunda de vida.

Elke Eva Bercht

“Todos eram pessoas boas de se trabalhar, e isso me fez ficar todo esse tempo na Dana. Eu me sentia parte desta família Albarus – embora o nome da empresa já fosse Dana, ainda existia essa união, essa parte humana da Dana, uma empresa que fazia várias ações para fazer com que o funcionário se sentisse parte da empresa”.

Elke Eva Bercht