Clairton José

Paz Maciel

Foram vinte e seis anos de sua vida passados dentro da Albarus – e, apesar de ter saído de lá em 1988, ainda sonha com a rotina da empresa e os desafios gigantescos que superou ao lado da equipe. Clairton Maciel  sorri ao falar da melhor experiência profissional que teve: “quando penso na Albarus, sinto muitas saudades – éramos como uma família e vivemos grandes momentos juntos – a empresa sempre foi muito boa para mim”, conta.

Foram vinte e seis anos de sua vida passados dentro da Albarus – e, apesar de ter saído de lá em 1988, ainda sonha com a rotina da empresa e os desafios gigantescos que superou ao lado da equipe. Clairton Maciel sorri ao falar da melhor experiência profissional que teve: “quando penso na Albarus, sinto muitas saudades – éramos como uma família e vivemos grandes momentos juntos – a empresa sempre foi muito boa para mim”, conta.

Clairton iniciou sua jornada profissional na Albarus quando tinha apenas 18 anos – antes, ele havia trabalhado até como padeiro e como ajudante de seu pai – mas foi a Albarus que abriu as portas para que ele começasse uma carreira consistente. “Naquela época, não precisava de muita coisa para ser contratado – eu tinha apenas o Ensino Médio e curso de datilografia, estava me preparando para prestar concurso. O Nelson Malmann, gerente de Recursos Humanos da Albarus, era conhecido da minha mãe, que me indicou para começar como auxiliar no escritório da empresa”, relata. O ano? 1962. Clairton fez o exame médico e começou na empresa no dia 9 de setembro. De saída, já conquistou um apelido que o perseguiu durante toda a trajetória na empresa: ‘Padreco’, porque usava sempre roupas pretas com uma camisa branca, abotada até o pescoço.

Começou fazendo serviços gerais, como office-boy, exatamente como seu cunhado, Hairson Figueiredo, que até hoje trabalha na Dana. Ficava dentro do setor de Recursos Humanos e, logo, foi acumulando tarefas e crescendo dentro da empresa. “Eu fazia de tudo – comecei criando a Folha de Pagamento, depois aprendi a fechá-la semanalmente, envelopava os pagamentos, que inicialmente eram semanais”, conta.

Logo, cuidaria das admissões, demissões, horas extras, férias, entrega de vales-refeição e controle da portaria. “Era tudo manual, naquela época – eu falava com os guardas todo início de turno, anotava as numerações indicadas, hoje deve parecer até ficção, mas era assim que funcionava antigamente”, conta, sem esconder a emoção. “Eu comprei minha primeira lambreta na Albarus, e lembro também que era uma briga entre os colaboradores que tinham lambreta e os que tinham bicicleta, já que disputavam o mesmo espaço. Somente mais tarde é que as bicicletas começaram a ser penduradas – até lá, a peleia era braba”, conta, sorrindo.

Seu próximo desafio foi atuar no Faturamento, quando ficaria responsável pelas notas fiscais emitidas – por todas as divisões e materiais que usavam: cardans, embreagem e junta homocinética. Seu chefe, na época, era Flávio Möller. “A gente dava o sangue por ele, que era um excelente gestor – ele merecia toda nossa dedicação e o trabalho era muito puxado, já que tínhamos que fazer o fechamento até o dia 5 de cada mês – em se tratando de várias fábricas e suas demandas, não era nada simples”, relata.

Época de balancete era outra luta para ele: vale lembrar que estamos falando das décadas de 60 e 70, muito antes da popularização da internet. “Precisávamos fechar o faturamento da Dana de São Paulo e Santo Amaro – imagine como era lenta a transmissão destes dados e informações. E se os números não fechassem, o problema seria maior ainda, com toda aquela dificuldade de comunicação”, explica. Clairton conta que, em diversas ocasiões, os engenheiros Marcelino Perlott e Levi Brum batiam na porta de sua casa durante a noite para pedir que ele emitisse notas fiscais para protótipos que precisavam ser enviados para outros estados do Brasil. “Eu emitia a nota em caráter de urgência, eles levavam ao aeroporto, onde alguém esperava com a peça que seria levada para algum cliente, e ela era entregue em mãos. Você consegue imaginar isso acontecendo hoje em dia, com toda a facilidade de comunicação e transporte que vocês têm?”, instiga.

Clairton trabalhou também na Contabilidade, fazendo relatórios mensais das duplicatas que as empresas deviam para a Albarus nas máquinas National – temidas pela complexidade de operar e por serem gigantescas – e, nesta época, também trabalhava com cobranças. “Foi a pior fase da minha carreira na Albarus, sendo bem sincero – o Mario Gralha me avisava para quais empresas era preciso enviar as cobranças e assim eu seguia”, relata, completando: “Cobrar nunca é fácil”.

Clairton saiu da empresa em abril de 1988 e era responsável pelo Departamento Fiscal. Ficava em Porto Alegre, mas era responsável pela destinação dos incentivos fiscais da empresa de todo o Brasil. Logo depois de sair da Albarus, abriu sua loja de antenas, que mantém até hoje, no Centro de Porto Alegre.

Clairton é casado com Cida desde 1969 e, com ela, teve três filhos: Eduardo, Maurício e André, e três netas: Isabele, Rafaela e Julia. Maurício trabalha há vinte anos na GKN. A mãe de Cida, dona Francisca, trabalhou na Albarus também, no setor de Cruzetas. O irmão de Cida, Hairson, ainda está escrevendo sua história na Dana. “A nossa história e a trajetória da nossa família é permeada pela história de crescimento da Albarus e da Dana, isso é fato. Sinto-me muito orgulhoso e realmente parte de tudo o que a empresa representa – e mais feliz ainda quando penso que, em todos estes anos, fiz muitos amigos e tenho muita história para contar”, conclui Clairton.

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“A nossa história e a trajetória da nossa família é permeada pela história de crescimento da Albarus e da Dana, isso é fato. Sinto-me muito orgulhoso e realmente parte de tudo o que a empresa representa – e mais feliz ainda quando penso que, em todos estes anos, fiz muitos amigos e tenho muita história para contar.”