Celso Antônio Pedroso

Celso Antônio

Pedroso

Com 32 anos de atividades e passagem por todas as áreas da produção, o engenheiro mecânico Celso Antônio Pedroso guarda com carinho as memórias de sua carreira de sucesso e os bons amigos que fez pelo caminho.

A vida dá muitas voltas. Mudam-se os cenários, os personagens com quem dividimos nossa trajetória, o rosto no espelho. Velhos hábitos são substituídos por novos interesses. Tudo passa, menos os princípios de berço e os ensinamentos dos pais, agora tantas vezes repetidos inconscientemente. Só os anos para transformar os intempestivos questionamentos da adolescência em sentimentos de orgulho ao compreender todo o esforço e sacrifício dedicados para fazer dos filhos pessoas melhores do que eles mesmos. Essa conexão com o passado e os fortes laços familiares são a essência de vida do engenheiro mecânico Celso Antônio Pedroso. Ao traçar a retrospectiva de sua carreira, a primeira imagem que vem à mente é o empenho do pai Sebastião em fazê-lo estudar, mesmo diante de inúmeras dificuldades financeiras. “Se hoje eu tenho uma bela história para contar, devo tudo a ele”, diz.

Os esforços do patriarca não foram em vão. Das salas de aula na Unicamp, em Campinas, Celso rapidamente arrumou o primeiro emprego em uma metalúrgica fabricante de radiadores, em São Paulo. Para quem nasceu e cresceu na pacata Bom Jesus dos Perdões (SP), a vida na agitada capital paulista era um desconforto. Com a intenção de encontrar um lugar mais tranquilo para viver e constituir família, o engenheiro buscou uma vaga na metalúrgica de Jundiaí, cuja parte das operações foi adquirida pela Dana, em 2016.

“Minha contratação foi um tanto inusitada. Na época fui entrevistado por um reconhecido engenheiro da empresa, expert em forjaria e com livros publicados, o que já foi bastante intimidador”, lembra. E para piorar a situação, Celso vestiu o melhor traje do guarda-roupa, um terno com gravata, justamente para causar uma boa impressão, mas o entrevistador achou o candidato um tanto engomadinho para encarar o tórrido ambiente da forjaria. “Depois de perguntar se eu tinha alguma experiência na área, me deu um capacete e fomos para a fábrica. Não tive dúvidas, comecei a olhar as máquinas, mexer com os martelos. Aí ele disse que eu levava jeito, mas pensou que eu iria desistir por conta da roupa que não combinava em nada com aquele ambiente”, diverte-se.

A avaliação do gerente estava certa. Contratado em outubro de 1978 como engenheiro trainee da forjaria, o jovem de 24 anos deu conta do recado e um ano depois já assumia a supervisão da área. A rápida promoção e o aumento salarial ajudaram nas despesas do casamento com a Maria Aparecida e na montagem do primeiro apartamento do casal.

Apaixonado pelos desafios do chão de fábrica, Celso manteve sua carreira sempre ligada à produção, porém nos mais diversos setores. A primeira mudança de área aconteceu ainda no começo da década de 1980, quando assumiu a supervisão do acabamento. Primeiramente cuidando da finalização de peças de menor porte e depois dos itens maiores. Teve época também em que ficou responsável pelas duas divisões.

Cinco anos depois, Celso foi transferido para a área de assistência técnica e em vez de cuidar da produção interna, passou a acompanhar o processo fabril das montadoras, vendo in loco o desempenho dos produtos da marca. “Sempre gostei de novidades, então esse período foi muito rico em termos de aprendizado. Eu visitava todas as montadoras, checava como estava a qualidade das nossas peças, se era necessário fazer alguma adaptação. Foi uma mudança de ares bem radical, porém me fez entender a visão do cliente, suas necessidades de operação e o caos gerado por uma linha de montagem parada por falta de peça ou itens com defeito”, relata.

Mesmo com duas filhas pequenas, a Maria Fernanda e a Maria Eduarda, a vida estradeira nunca foi problema para o engenheiro. Mas as coisas mudaram de figura, quando Celso decidiu, em 1986, mudar para Atibaia com o intuito de ficar mais próximo dos pais e também da família da esposa. Os 75 quilômetros que separam as duas cidades, acabaram triplicados por conta das visitas aos clientes. “Além de as montadoras na Grande São Paulo, eu ia muito para Betim e essa logística acabou ficando muito cansativa para mim. Aí pedi para voltar para a fábrica e virei supervisor da matrizaria”, afirma.

Após um processo de reestruturação na empresa, em 1993, Celso foi transferido para a área de materiais. “A nova gerência propôs uma espécie de rodízio entre os profissionais, atividade conhecida no mercado como job rotation. Fiquei quase três anos nessa posição e não gostei, então pedi para sair.” A convite de um colega dos tempos da faculdade, ingressou no mestrado na Unicamp. Com a bolsa de estudo oferecida pelo CNP, virou pesquisador. “A coincidência foi que a pesquisa desenvolvida na universidade era sobre aço microligado, justamente o material que estávamos desenvolvendo para a Scania na época em eu pedi demissão”, observa. Quase no fim do curso, em 1989, Celso recebeu uma proposta para retornar à empresa, dessa vez no setor de usinagem. “O salário era muito bom, o que tornou a oferta irrecusável. Não terminei o curso, mas não me arrependo. Acho que não seria um bom professor.”

Com conhecimentos atualizados, Celso pode colocar em prática o aprendizado dos três anos anteriores. Em 1990, um novo contrato de trabalho com a Ford, o levou para a exportação. “Me envolvi praticamente em todas as fases do processo, da aprovação das amostras ao carregamento dos contêineres no porto. Era uma operação minuciosa, com metas e objetivos a serem cumpridos, prazos apertados e nada podia sair do cronograma, caso contrário a gente perdia o embarque do navio e precisava enviar a carga por via aérea, o que era um prejuízo para a empresa.” A exportação foi a área em que Celso ficou por mais tempo, foram 23 anos até sua saída em dezembro de 2013.

De todos os setores pelo qual passou, o preferido foi a forjaria. Mesmo com o ambiente rústico e o maior desgaste físico em função dos vários deslocamentos ao longo do dia, Celso gostava do dinamismo das atividades e do fato do trabalho ser mais próximo de sua formação técnica. “A exportação também era bacana porque a gente tinha muito contato externo, sempre convivendo com pessoas novas”, destaca.

Inclusive, a capacidade de lidar com as pessoas é uma das maiores habilidades do profissional e o que fez com que desempenhasse com esmero seu papel de líder. “Algumas chefias se impõem pela cara feia, pela bronca, mas quando viram as costas os funcionários fazem tudo ao contrário. Eu sempre preferi ser transparente, explicar cada tarefa a ser executada, o que eu esperava como resultado e porque aquilo era importante para a empresa. Todos correspondiam e entregavam o que queria. Eu sinto que as pessoas gostavam de mim e até hoje quando vou lá eles vêm conversar comigo. Nunca tive problema de relacionamento.”

Aos 66 anos e morando em Atibaia, Celso pretende no momento desfrutar da planejada aposentadoria. Mas não pense vê-lo em casa assistindo televisão. Seu dia a dia é bem agitado. Gerencia os imóveis alugados da família e joga tênis no clube três vezes por semana. Procura manter os neurônios ativos aprendendo coisas novas e sempre que pode viaja com a esposa e amigos. A oportunidade de estudar recebida do pai, fez questão de repassar para as filhas. A advogada Maria Fernanda mora na Austrália, trabalha na Shell e é mãe do único neto, o Thomas, de 3 anos. Maria Eduarda, formada em farmácia, casou-se recentemente e trabalha no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. “Minha sorte foi eu ter ido trabalhar em Jundiaí. Lá cresci como pessoa e como profissional, fiz muitos amigos. Tenho orgulho ter vivido essa história e gratidão enorme pela empresa que me proporcionou tudo isso.”

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“Minha sorte foi eu ter ido trabalhar em Jundiaí. Lá cresci como pessoa e como profissional, fiz muitos amigos. Tenho orgulho ter vivido essa história e gratidão enorme pela empresa que me proporcionou tudo isso.”

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