Atenante

Normann

Com seu jeito calmo e carismático, Atenante Normann conta sobre sua passagem pela Albarus com muita gratidão e ressaltando que a empresa foi uma boa escola para ele, com algumas boas lições aprendidas.

Atenante tem muita experiência profissional em processos de Segurança do Trabalho e, em 1986, abriu seu escritório de consultoria neste tema e começou a fazer perícias judiciais. Quase dez anos depois, em 1995, Atenante estava na Albarus fazendo uma análise de riscos de um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais, quando o engenheiro Paulo Regner lhe chamou para conversar. Sua companheira, na época, era Cristina Morche, que já estava aposentada pela Albarus.

Paulo Regner convidou-o, então, para integrar o time da empresa – não como prestador de serviços, mas como contratado. “Eu pedi, então, 60 dias para fechar meu escritório porque eu tinha muitos processos correndo ainda, mas abracei o convite para trabalhar com Gestão de Pessoas”, conta.

Em julho de 1995, começou então a trabalhar na Dana, onde já conhecia muita gente. “Eu era o príncipe consorte – como ia sempre àquelas viagens de final de ano com a Cristina, fiz muitas amizades dentro da companhia antes mesmo de ser funcionário”, afirma. Atenante entrou na empresa já numa posição de gerência, o que sempre gera algum desconforto, e para trabalhar com Segurança do Trabalho e também cuidar do Treinamento e Desenvolvimento de Pessoas. “O início foi difícil, mas tive a ajuda de muita gente, como por exemplo, a engenheira Rita Rutigliano e uma excelente equipe de Segurança do Trabalho”, relata.

Atentante ajudou a implantar algumas iniciativas das quais se orgulha muito, como o projeto Kumon para funcionários e filhos de funcionários. O Kumon é um método de ensino que visa desenvolver o auto didatismo nos alunos de forma individualizada através das disciplinas de matemática, português, japonês e inglês. Atentante também ajudou na implantação da academia para funcionários e até turma de yoga foi formada, com a professora Zélia Festa.

Na época, o gerente de Recursos Humanos da Dana era o César Alves – “um negociador fantástico, sereno e muito bom profissional” – e, nesta área de Treinamento e Desenvolvimento, começaram juntos a desenvolver estas iniciativas, e também a ginástica laboral, ginástica, yoga… “Com a saída do Cesar Alves, quem assumiu o RH foi o Euclécio Zanetti, outra pessoa extremamente eficiente, um estimulador de vocações com quem trabalhei bastante”, conta.

Atentante ainda se orgulha também de parcerias da Dana com o Grupo de Apoio à Prevenção da Aids (Gapa/RS), com o SENAI, que formava Jovens Aprendizes e também o projeto do Guia Mirim, que previa a inclusão de jovens servindo como guias para as pessoas que visitavam a empresa. E o coral da empresa. “Quando eu fiz minha entrevista com o Regner, eu estava saindo da sala dele, e ele me chamou de volta e disse: ‘monte um coral’”, relembra.

Atentante o fez com muita alegria e dedicação. Na década de 80, a empresa tinha um coral, mas ele encerrou as atividades em 94 e Regner gostaria de retomar a iniciativa. “Em julho de 1995, recrutamos cinco funcionários para cantar conosco no coral e, no final do mesmo ano, já contávamos com 18 integrantes”, comemora. Outra iniciativa que marcou seu trabalho na Dana foi o apoio à Fundação Casa dos Sonhos, uma instituição que acolhe menores no turno inverso da escola no Rincão da Madalena, em Gravataí. “Com apoio total do engenheiro Regner, faz a mágica de juntar idosos cheios de sabedoria com crianças cheias de energia”, explica.

Sobre sua experiência na Albarus, Atenante fala com carinho e respeito. “Eu acredito que a Albarus e, especialmente, a Albarus Transmissões Homocinéticas, me trouxe muita riqueza – eu saí por uma contingência profissional muito forte, mas tenho muitas boas lembranças. Foram muitos os aprendizados. As visões do engenheiro americano, alemão e japonês com que tive contato na Albarus mudaram minha forma de trabalhar”, relata. Ele ressalta que levou para sua vida profissional fora da empresa “uma verdadeira sopa de letrinhas”: o Kanban, QT, Seis Sigma, TPM, JIT, Kaizen.

Casado com Suzana Nabinger, ele tem 3 filhos do primeiro casamento – Carlos Augusto, Eduardo e Anelise e quatro netos Sophia, Clara, Kim e Paz. Hoje, Atentante mantém seu escritório e segue trabalhando e tem como hobby cantar e andar de moto – ele tem uma Harley Davidson – e também adora cavalos – que o ajudaram a fundar a Escola Especial de Hipismo, atendendo 17 jovens com necessidades especiais. Também criou o projeto Escola da Acessibilidade, voltado para a qualificação de PCDs.

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“Eu acredito que a Albarus e, especialmente, a Albarus Transmissões Homocinéticas, me trouxe muita riqueza – eu saí por uma contingência profissional muito forte, mas tenho muitas boas lembranças. Foram muitos os aprendizados. As visões do engenheiro americano, alemão e japonês com que tive contato na Albarus mudaram minha forma de trabalhar”.

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