Antônio Afonso

Plentz

Uma vida dedicada à Albarus com seriedade, dedicação e muito trabalho – Antônio fez história e deixou muitos amigos durante os mais de 30 anos trabalhando na empresa.

Nascimento 13/06/1933 Falecimento11/04/2003

1956 foi o ano em que ele começou a trabalhar na antiga Albarus – só essa informação já é suficiente pra demonstrar como ele ajudou a construir a história da empresa e como vivenciou todas as transformações que fizeram ela ser o que é hoje.

Sua companheira de toda a vida, Ana Marli Quintana Plentz, foi a responsável indireta pela admissão de Antônio. Antes de trabalhar na Albarus, ele era vendedor-viajante – uma modalidade ainda mais comum de profissional antigamente, quando os grandes centros ficavam ainda mais isolados do interior do Estado. Em uma de suas viagens de vendas, Antônio conheceu a futura esposa. Apaixonado, foi pedir a mão da futura esposa ao sogro – como se fazia em outros tempos. O sogro disse que Antônio poderia se casar com Ana contanto que parasse de viajar para ganhar a vida. Plentz, então, começou a procurar emprego em Porto Alegre e acabou na Albarus. E, 2 anos depois de ser admitido na empresa, se casou.

Do casamento, nasceram 2 filhos: Henrique Plentz, que cursou Matemática e também é um dos Veteranos da Dana, com mais de 25 anos de empresa, e Ana Elisa Plentz, Ciências da Computação.

Em entrevista ao jornal “O Pinhão”, ele contou que jamais imaginou que ficaria tanto tempo trabalhando na empresa – na época da entrevista ele já havia completado 31 anos de trajetória na empresa. “Comecei sem pretensão alguma mas, pela minha criação, sempre levei o trabalho bastante a sério e as coisas foram acontecendo naturalmente – os colegas com quem trabalhei foram essenciais para uma trajetória tão longeva e excelentes parceiros de luta para chegarmos aos resultados que alcançamos”, disse na época que a empresa comemorava 40 anos de existência.

Teve toda sua carreira na empresa fazendo o que mais gostava: estando dentro da fábrica, sua maior paixão, e trabalhando diretamente com pessoas. Em entrevista ao “Pinhão”, destacou a fase em que foi promovido a Analista da Linha em 1983, e também destacou sua fase atuando na Engenharia de Métodos e Processos na Divisão de Juntas Universais.

Quando ainda iniciava sua carreira na Albarus, dentro da fábrica, ele lembrou de uma história que o marcou. “Quando iniciamos a fabricação de luvas dentro da empresa, participei de todo o processo ativamente, de ponta a ponta. A preparação da brocha para o entalhado era feita dentro da Albarus e eu lembro de trabalhar com um colega ininterruptamente pra chegar numa solução que atendesse nossas necessidades. Fizemos muitas horas extras até atingir o resultado que queríamos – esse é o tipo de coisa que, pra mim, define os albarianos dessa época. Dedicação, empenho e amor à empresa”, disse.

Um de seus grandes orgulhos foi quando o filho, Henrique Plentz, foi contratado pela Albarus em 1982. Mais conhecido por seu apelido dentro da fábrica, “Chumbinho” contou que não pretendia inicialmente seguir os passos profissionais do pai – mas acabou trabalhando a vida toda dentro da Dana. Ele já tinha curso de técnico mecânico/desenhista mecânico quando o pai lhe avisou da vaga de estágio aberta na Albarus – o resto é história.

Entrevistado no jornal interno “O Pinhão” em 1983, Antônio disse “a Albarus é a minha vida, sou muito grato a tudo o que vivi aqui dentro e aos amigos que fiz”. Antônio se considerava um “homem simples” e tinha como hobby a caça e a pesca – além do imenso orgulho e amor pela sua família.

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“Não hesito em dizer que a Albarus é a minha vida e também que serei eternamente muito grato a tudo o que vivi aqui dentro e aos amigos que fiz na história que construí com anos de trabalho árduo”.

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