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Inclusão e conforto e segurança para Pessoas com Deficiência

Para além da questão legal, a Dana tem a inclusão social como um compromisso. Seu Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência Intelectual emprega 23 colaboradores em quatro das cinco fábricas no Complexo dana Gravataí (RS). Seu propósito é garantir a essas pessoas um ambiente saudável e inclusivo, onde possam desenvolver seus conhecimentos, habilidades e atitudes.

Entre abril de 2015 a 2016, a empresa empreendeu um Programa de Gestão de Riscos Ergonômicos para todas as unidades, e este grupo foi priorizado. Para a chegada dos colaboradores em 2014, já tinham sido feitas adequações nas máquinas e alguns acessos, mas essa avaliação inicial não poderia prever a interferência de características físicas pessoais, nem algumas demandas muito específicas que surgiram no decorrer do processo.

O processo de inclusão de pessoas com deficiência intelectual exige muito critério na avaliação dos postos de trabalho compatíveis, considerando o risco, mas também as características das deficiências que são muito diferentes. A Dana tem um sistema de operadores reserva, fazendo atividades em mais de uma célula.

Como os postos, ocupados por colaboradores com deficiência, não oferecem riscos o foco foi identificar possíveis pontos de desconforto e promover melhorias que tornassem o espaço de trabalho um ambiente mais confortável.

Entre as principais mudanças estão iluminação, substituição de cadeiras, adequação do mobiliário e organização de bancadas e adaptações em máquinas. A sinalização é um item bastante relevante para os colaboradores com deficiência intelectual, por isso as mudanças passam por melhorar displays de instruções por cores e imagens. Embora sutis esses incrementos se revertam em redução de fadiga e da carga mental.

Alguns dos colaboradores têm deficiência múltipla, intelectual e física, ainda que leves, como certa dificuldade de locomoção ou visão, são muito relevantes para o trabalho diário. Toda avaliação ergonômica é personalizada a partir das características físicas de cada operador e sua deficiência. São avaliados os gestos advindos de determinada deficiência física, assim como os movimentos funcionais e como o colaborador se comporta nesse ambiente.

Todos os 18 postos de trabalho onde atuam colaboradores com deficiência, foram avaliados e receberam algum tipo de melhoria. Com os estudos disponíveis no âmbito da ergonomia e avaliações técnicas reconhecidas, foi possível implementar mudanças aumentam a organização das tarefas. Três servem de referência:

  1. Pessoas com deficiência intelectual, em geral, são colaboradores com grande senso de cumprimento das regras e atenção aos detalhes. Uma caixa de recepção das peças revisadas estava colocada próxima do colaborador, contudo, naquela posição, a caixa ficava fora da linha demarcada pelo layout, pintado no chão. Incomodado, o operador mudava a caixa de lugar para acompanhar a demarcação do piso. Com isso seu braço não alcançava a caixa e ele arremessava as peças. Essa situação gerava um movimento repetitivo para o ombro. A solução para mudar o comportamento foi reposicionar a caixa e repintar as demarcações de layout.
  2. Em outro posto foi projetada uma nova bancada, definindo as medidas físicas do mobiliário a partir das medidas corporais do colaborador para dar suporte aos membros inferiores (segurança em apoiar os pés), assim como anteparo para os membros superiores (braços). Com isto foi respeitado o apoio correto dos pés, braços, além de melhoria do acesso e acomodação dos membros inferiores. Além disso, o posto proporciona a possibilidade de alternância postural (em pé e sentado).
  3. Outro exemplo são as cadeiras personalizadas, identificadas por nomes, para cada operador quando o mesmo posto de trabalho é compartilhado por dois ou três colaboradores. As adequações para o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência Intelectual não havia chegado a esse nível de personalização. A avaliação ergonômica permitiu corrigir isso, considerando as diferenças de estatura entre os operadores, além de ajustes que permitem a alternância postural, para que o colaborador trabalhe em pé ou sentado, de acordo com sua própria necessidade de conforto.

Premiações

Esta iniciativa conquistou o Capacete de Ouro no Prêmio Proteção Brasil 2017, na categoria Ergonomia, pela vitória entre os vencedores da categoria na Região Sul.