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Carlos Carneiro
Imagem: Lucas Martins de Mello

Carlos Carneiro é vocalista da banda Bidê ou Balde; lidera o vasto e impetuoso Império da Lã, um coletivo de músicos de diversas bandas; brinca com projetos paralelos como o Bife Simples e Carlos Carneiro III e ainda arranja tempo para discotecar em casas noturnas e dar entrevistas antológicas entre uma troca e outra de fraldas da Sofia, sua recém-chegada ovelhinha de três meses.

Em 2011, sua prioridade são os trabalhos com sua banda mais conhecida – a Bidê – e fazer uma série de shows Brasil afora. Mas o melhor mesmo é saber o que ele tem a dizer sobre tudo isso.

Carlos, desenha-me um Carneiro.

[Risos, Carlinhos alcança uma garrafa vazia de água] Toma, a garrafinha é pra ti. Está dentro dela.

Eu sou o terceiro dos Carlos Carneiro da minha família, assim como meu vô, meu pai, só que todos tivemos os sobrenomes diferentes, os maternos. Meu vô era Carlos Torre Carneiro, meu pai Carlos Martins Carneiro, e eu sou Carlos de Mascarenhas Carneiro. Mas a gente vem dessa pilha forte. Meu vô trabalhava com lã, em Bagé. Era presidente por muito tempo da Cooperativa Bageense de Lã – Coobagelã. Era formado como Guarda-Livros, essa coisa bem antiga. Trabalhou muito tempo administrando fazendas de grandes pecuaristas de Bagé e da campanha.

Então o Carneiro é uma espécie de Senhor dos Anéis, o sobrenome prevê a profissão da pessoa…

É! Essa é a viagem! Exatamente. Tanto que quando eu era piá o pessoal fazia piada com meu nome e eu pirava justamente com isso: “Bah! O pior é que o meu vô trabalha com isso! Eu vivo ao redor de ovelhas, carneiros, cordeirinhos, que é a melhor carne do mundo”. Contando essa brincadeira que um amigo meu começou a história de que eu era um Imperador da Lã. De uma família que tinha um Império da Lã na campanha. Uma mentira, não tinha nada a ver, mas o meu vô trabalhava realmente com isso.

Um pouco sobre a trajetória da Bidê ou Balde. O que mudou nos processos de composição da banda?

Mudou muito recentemente o processo de composição. No começo da banda a gente fazia música brincando: se reunia no estúdio, fazia umas bases e eu saía cantando em cima. De lá pra cá eu fui aprendendo a tocar dois acordes no violão, o pessoal foi cada vez se soltando mais, então hoje a Bidê está compondo de um jeito bem diferente. Eu apareço com uma ideia tosca de músicas, daí os guris deixam a música um pouco melhorada. E a gente está fazendo esse modelo mais “canção”. E agora também tem rolado de o Pilla trazer música e letra inteira, pronta, ou com algumas partes faltando pra eu completar. E rolou também de termos feito umas parcerias com o Frank Jorge como letrista. O Sá mostrou pra ele umas músicas sem letra que tínhamos e ele deu umas ideias, algumas dessas ideias já completamente prontas, e outras eu completei. A gente ainda continua cantando umas coisas na hora do ensaio, mas realmente isso diminuiu bastante. Agora ficamos inventando outras coisas usando mais o violão.

magem: Lucas Martins de Mello

magem: Lucas Martins de Mello

Vocês escrevem pensando no público que tem hoje?

Não. Não pensando no público. Às vezes a gente até pensa o quanto a coisa é Bidê ou não. Às vezes falar de uma certa coisa, falar de um certo jeito e pensar “Ah, isso é tri Bidê!”. Claro que ser Bidê é falar para esse determinado público, reconhecemos. Mas a gente evita fazer algumas coisas que são muito Bidê, tanto que fomos mudando o que era a Bidê com o tempo, pelo menos pra nós. Antigamente, a Bidê era uma outra coisa e agora é de um outro jeito. Seguem as mesmas premissas, mas é de um outro modo.
E acho que o público tem a ver. Tem vezes que a gente se inspira no público, a gente vê quem são essas pessoas, então a nossa composição continua sendo como no começo. Continuamos vendo essas pessoas e se inspirando nelas e nas suas histórias, ou nas histórias que elas poderiam ter, e fazendo músicas sobre elas. Nós temos uma música nova que se chama “Gordinha Indie”.

Seguindo uma linha Roberto Carlos, democrática, escrevendo pra todo mundo.

Exatamente. Se a gente tem uma música nova que se chama “Gordinha Indie”, é lógico que tem ”uma” gordinha indie no nosso público, então é pra ela que a gente está falando.

A Bidê é conhecida como uma das primeiras bandas que usou a internet como suporte para divulgação do trabalho. Como isso funciona pra vocês e o que mudou de lá pra cá? Gasta menos dinheiro?

É, nem existia muito como usar antes da nossa época. A forma que divulgamos mudou bastante. Nem sei falar em dinheiro, mas hoje é mais difícil. Bah, uma boa pergunta essa!
Antes a gente mandava e-mail pras pessoas…

Listas de discussão…

É, ia pras listas de discussão, pras caixas das pessoas, todo mundo lia e a participação era direta com uma galera. Agora, tu usar esse lance de redes sociais hoje, por mais que tu atinja diretamente alguém, tu está meio que também atirando pra geral. Tu não sabe exatamente o quanto essas respostas são de verdade. Nessa área, com a quantidade de gente que se mexe, eu ainda não sei como quantificar. Por isso, tudo é mais difícil, hoje a gente gasta mais, eu acho. Antes a gente não gastava com distribuição e divulgação, fazíamos tudo nós mesmos – até porque a proporção da coisa era menor.

E as felipetas?

Não! A gente não gastava, a casa sempre pagava, sempre fomos bons negociadores. Quando tinha o Rossato, claro que éramos bons negociadores, tanto que ele agora é o empresário da Mallu Magalhães, do Marcelo Camelo – ele é um ótimo negociador. Com o Rossato era óbvio que a gente conseguia tudo. Até porque ele trabalhava na empresa que fazia os ingressos pra todos os shows do mundo [risos], e o André trabalhava numa gráfica também. Então eu não me lembro disso ser muito difícil.

Mas eu realmente não sou a pessoa certa pra se falar do livro das contas. Não presto atenção no quanto se gastou nessa brincadeira até hoje. Mas sei que a gente já gastou um caminhão de grana nossa, das nossas famílias no começo, pra gravar demos, essas coisas. Talvez pra isso se deva falar com o Sá, que é formado em contabilidade e desde o início teve pra si essa função de ”cuidar das contas”. Mas a gente conseguiu muita coisa de graça fazendo parceria com as gravadoras e com outras diversas parcerias de estúdio, de gráfica e coisa e tal… Então nunca tivemos muito esse pepino. Acho que hoje em dia é mais fácil ser obrigado a pagar do que conseguir as parcerias porque rola um “Pô, não vai pagar nem a gráfica?”. Daí a gente tem que pagar.

Imagem: Lucas Martins de Mello

Imagem: Lucas Martins de Mello

Por que lançar uma série de EPs ao invés de um disco inteiro? É tendência? É ironia? É subversão? 

Não, na verdade não vamos mais fazer isso. A gente vai lançar só um EP e o disco inteiro. Mas era porque a gente estava a fim. A gente achava que era mais fácil pra lançar rápido, só que teve tanta burocracia pra mandar prensar na fábrica, que acabou não chegando no tempo que a gente esperava, que era em dezembro, e só vai chegar em fevereiro ou março (de 2011). A nossa vontade era de lançar o segundo em março. Isso nos quebrou e a gente meio que desistiu da ideia de uma série de EPs. Vamos lançar um EP, que já está gravado, agora, e depois o disco inteiro, que começamos a gravar em janeiro o que está faltando.

Você é chegado em versões, certo? Você já se pegou cantando a versão original de “Buddy Holy” no meio de um show?

Já! Eu canto nos shows às vezes. Eu tenho uma relação meio de amor e ódio com essa música. Não curto muito às vezes, não gosto, não posso nem ouvir minha voz na gravação, eu odeio, acho bizarro, mas é legal igual. Não era pra ela estar no disco, o cara da gravadora gostava, daí caiu do céu a liberação do Rivers Cuomo. Do céu não, do Will (Prestes), da banda Wonkavision, daí não tinha como não botar no disco. Mas por mim nem estaria, e agora tem que estar no nosso show sempre! Mas eu canto – quando eu estou de mal com a versão em português eu canto a versão em inglês. Eu consigo cantar bem melhor em inglês. Às vezes eu estou de boa com a versão em português, atualmente eu ando de boa.

“Mesmo que mude”, além de já ser um grande hino, ganhou uma versão de uma torcida do Sport Club Internacional. Como foi isso? Os torcedores contataram a banda ou foi espontâneo?

Quando eu vou aos jogos a gente faz um aquece perto de onde a galera da Guarda Popular Colorada fazia também. Faz ainda, aliás, é a Popular. Eles já tinham falado comigo que queriam fazer uma versão de uma música nossa pra cantar, e eles queriam fazer “E por que não?”. Eu achei fantástico. Eu disse: “Cara, por favor, façam isso! Eu preciso disso!”, porque é justamente uma música que eu não posso mais cantar, que eu sou proibido. Há um acordo que me proíbe de cantar a música. Seria muito lindo ver a torcida cantando e falando do seu amor pelo Inter, seria demais. Aí eu ajudei a fazer alguns versos. Era: “Sou Campeão! Sou Inter desde que eu nasci!”, coisas assim. Dizem que eles cantavam nos ônibus, indo pros jogos, mas acho que não pegou.

Agora eu fui surpreendido com essa história e com a versão de “Mesmo que mude”, que é feita sobre o lance do Mundial porque ela tem um clima como o da música original. Fala pouco do Inter e ficou bastante da música, é engraçado, sinal que o cara curte a música a ponto de não conseguir nem achar outras palavras pra dizer aquilo. Muito massa, estou louco pra ouvir, agora vai começar o Gauchão, será que vão cantar, hein? Se cantarem vai ser tipo o tri da Libertadores pra mim!

O Grêmio podia cantar pro Ronaldinho também…

É verdade [risos]. O mais massa dessa história toda é que o Rodrigo Pilla (guitarrista) é gremista e o autor de “Mesmo que Mude” comigo, e se amarrou na ideia do Inter cantando, e inclusive falou “Pô, quem se ligou nisso antes usou”. Os gremistas não se ligaram, mas ele ficou tri feliz! Massa.

Para quem está ouvindo agora, “Tudo é preza” é uma música do novo EP, mas a frase-título tem uma história própria e ganhou até um verbete do Luis Augusto Fischer. Conta pra gente.

Só a palavra “preza”. Vai ter o verbete na arte do EP, tu abre a capa e vai estar escrito “preza” com o verbete em seguida. Eu escrevi pra ele, pensei nele e no Prof. Claudio Moreno também. Eu queria que, de repente, os dois escrevessem. Mas aí o Fischer escreveu um texto tão bonito que eu pensei: “Bah, vou botar só esse”. E também ele tem o Dicionário de Porto Alegrês. Eu coloquei pra ele: “eu uso dessa forma, uso como verbo, de presença, prezar”, mas acho que a forma que eu uso é mais aproximada do verbo do que do presença. E aí eu escrevi isso pra ele e ele transformou num texto. Na real, o que eu tinha escrito era tri “dicionaresco”, o que ele escreveu é um conto! E pirando na música, na letra, porque eu mandei junto, e ele misturou tudo, aí ficou muito legal. Ele curtiu a letra de um jeito que a gente ficou muito feliz. Honrados.

É a segunda vez que ele faz isso, inclusive foi por isso que eu o procurei. Ele já tinha falado, acho que no texto da introdução do prefácio do Dicionário de Porto Alegrês, que ele havia percebido que Porto Alegre era incomum no seu jeito de falar, e ele percebeu isso ouvindo “Melissa”. O refrão dela é “Se tu quiser que eu te leve eu aprendo a dirigir”, com essa concordância toda errada. Ele disse: “Bah, isso é muito Porto Alegre”. Foi a primeira vez que ele falou e eu achei muito massa o jeito que ele falou. Então fui procurá-lo, pedi que ele desse uma olhada crítica e semântica a respeito da nossa “preza”.

Imagem: Lucas Martins de Mello

Imagem: Lucas Martins de Mello

Você acha que “Tudo é preza” substitui ou sucede “Ame o rock!”, o lema da Bidê no início de carreira?

Não. Não porque “Tudo é preza” não é uma coisa de toda a banda. É uma coisa muito minha e, claro, alguns gostam e a galera se diverte. Mas a forma que usei na letra – inclusive, eu mudei a letra com o tempo – foi justamente pra que ela tivesse esse alcance. Pra que ela abrangesse quem acha, como eu, que tudo é preza, e para os que também não acham que tudo é preza. Eu acho que é tudo preza (risos). E dentro da banda temos os dois lados, claro, o que é muito bom e fez a música crescer nesse ponto lírico.

O “Ame o Rock!” era bem mais idiota, curto, grosso e bobo, como devem ser os bons lemas e, ao mesmo tempo, tinha um significado grande para a época, porque não se falava de rock dessa forma que falávamos ao dizer ”Ame o Rock!”, com o significado abrangente que ele tinha.

Mas ele colou, não é? Ainda dá pra amar o rock?

É, né? Tinha um significado daquilo que a gente chamava de rock e que significava um monte de coisa: Chemical Brothers, Beck, The Who, AC/DC, The Cure e Sonic Youth, as coisas simples e as arrojadas (na questão do significante da expressão). Aquilo era rock. Pra mim, eu ainda vejo essas coisas assim “Ah, isso é massa, isso é rock”. É a esse rock que a expressão se referia. Mas hoje o rock tem uma outra conotação que eu não sei até que ponto é legal. Certos desses palavretes aí: pop, rock, eletro, emo, esses “títulozinhos”… eles foram se perdendo no significado. Até que ponto eles têm graça dessa forma? Daí a gente não foi mais tão “Ame o Rock”. E a gente está fechando a empresa também, então não está mais fazendo tanto sentido.

Tinha uma empresa?

Sim. A empresa da Bidê, que guarda a marca e essas coisas, é a “Ame o Rock!”. E é o nosso e-mail ameorock@bideoubalde.com.br. A gente ainda usa o termo, claro, dentro dos nossos projetos gráficos e das coisas que representam a banda. Não tem porque mudar. Vai estar lá no disco “Ame o Rock!”. E se bobear vai ser “Ame o Rock Records”, “Ame o Rock Discos”… sei lá! Mas o “Tudo é preza” não o substitui. O preza surge nesse EP, até pelo texto do Fischer, como uma variável, não é uma ordem. Esse EP não tem uma ordem, ele tem várias ordenzinhas loucas. Então a galera vai ficar meio pairando. A ideia é fechar com uma ordem só no disco inteiro, que vai ser algo do tipo ”engula os livros do Kurt Vonnegut”. E deu. É mais ou menos isso.

O que você recomenda pra escutar em 2011?

Eu acho que sempre há tempo para se ouvir Velvet Underground. Sempre tem que se ouvir pelo menos trezentas vezes o primeiro do Violent Femmes, sempre tem que se ouvir um Burt Bacharachzinho pegado. E eu vou ouvir Flaming Lips, o que quer que eles estejam fazendo. Vou ouvir alguma coisa do Beck e vou achar que é a melhor coisa do mundo, e provavelmente vai ser.

Tenho curtido também essas coisas mais dançantes, mais pop. Curto a Janelle Monáe pacas, o Cee Lo Green, eu acho legal essas coisas. Eu ando me divertindo olhando essas coisas excessivamente pop e bagaceiras, como Kesha. É bagaceiro, né?, montado, isso eu acho até massa. Eu penso: “Bah, está tão descarado, olha o cabelo dela”, chega a ser legal. Tem um vídeo na MTV que é pra ser um show, só que é dentro de um estúdio, antes de fazer um show de verdade. Bah, muito legal, é montado mesmo. Acho divertido, é o meu lado que curte aquele magrão que produzia os Backstreet Boys e tal. Mas pra continuar achando divertido, na maioria dos casos, inclusive no da Kesha, é melhor nem ouvir. Vejo no mute. É como o Ricky Martin, quando saiu ”Livin’ la vida loca”. Eu achei muito massa, mas preferi não ouvir muito, nem mais nada, pra não me desapontar…

Do mainstream para o underground, para quem ainda não conhece. Onde fica o Império da Lã?

O Império da Lã não fica, ele vai indo, naturalmente, porque ele não tem uma localidade fixa, não tem formação fixa, não tem telefone fixo, não tem estilo fixo, não tem repertório fixo, não tem vocalista fixo, não tem guitarrista fixo, não tem nada fixo, muito menos localidade fixa. Mas o Império vai que vai. Tá acabando de novo, né? Mas vai voltar, a gente não está conseguindo acabar.

Vocês apresentaram alguns dos melhores Classic Albuns no ano que passou, e agora vão dar um tempo novamente após o grand finale com a reprise do sensacional Revolver (Beatles).

Vai ser no dia 27 de janeiro, num show no Beco. Vai ser a última edição, por algum tempo. A gente não sabe o que vai fazer, não combinamos nada ainda com com o Vitor (dono do Beco) sobre como ficará nossa data da segunda quinta-feira de cada mês. Passou pela minha cabeça convidar algumas bandas que já fazem alguns trabalhos, tipo a Second Hand Sublime fazer um disco do Sublime, chamar uns caras pra tocar lá. Mas isso também cansaria um pouco, e a gente não está por se cansar. Temos que voltar nossa cabeça pra Bidê. Estava eu e o Chicão fazendo tudo na produção do Império, e o Chicão também está trabalhando com a produção da Bidê, então nós estamos com um trabalho massa pra lançar agora e, infelizmente, uma coisa acaba acavalando na outra.

A gente tem que diminuir um pouco o ritmo com o Império, queríamos tentar parar, mas não estamos conseguindo porque estão surgindo bailes pra empresas, coisas assim. E isso é legal, dá uma graninha divertida, e a gente vê o pessoal da empresa feliz, dançando e curtindo a vida adoidado pelo menos naquele um dia por ano, ou então cantando com a gente alguma do Fábio Jr., é o bicho, então nós temos que seguir fazendo, mas o foco é a Bidê agora.

E os seus projetos solo? Como fica o Bife Simples, e o Carlos Carneiro III?

O Carlos Carneiro III é a mesma coisa que o Bife Simples, basicamente. Eu chamaria de Carlos Carneiro III o que eu queria chamar de Bife Simples e As Guarnições Mais Preza, mas acabei chamando de Carlos Carneiro III porque tem mais apelo comercial. Mas isso não está rolando, eu fiz um show único, a princípio não vou fazer mais coisas, tem que ver, só se surgir uma oportunidade que pareça débil mental o suficiente pra eu fazer isso acontecer. Ou de repente eu embalo tocando violão e, tocando direitinho, eu ache que realmente vale fazer. Eu estou bem nessa pilha da Bidê agora, isso é o que me dá vontade. Mas claro, sempre existe outras brincadeiras pra se fazer.

Escolha uma canção para cada mulher da sua vida:

– Sofia (filha): Baby, do Caetano. Hoje, eu ouvi o Tropicália abraçado nela, com a Gal Costa cantando.
– Bruna (esposa): a Bruna é aquela do Cut Copy. Uma que ela faz uma versão em português muito engraçada, aquela mais conhecida do Cut Copy [Carlinhos cantarola um trecho do que descobrimos ser Feel the Love].
– Beth (mãe): a Betinha. Betinha é uma do Roberto, né?, Detalhes.
– Alcione (cã): Alcione é aquela da Alcione, como é que é aquela do veneno?, não, aquela: “Mas tem que rezzzzz, tem, tem que dêdêdê, nãnãnãnãnã”, sabe essa? Bah, essa é muito boa! “Mas tem que me prender, tem que seduzir, só pra me deixar… louca de pai…”

Não é de saudade?

É, não sei. Bah, essa é muito boa!

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