As parcerias e alianças de montadoras

Jornal do Carro

 

A mais recente parceria de montadoras anunciada foi entre Volkswagen e Ford. Nesse caso, não há troca de ação, nem administração em comum.

 

A aliança foi costurada para troca de tecnologia. Basicamente, a Ford usará a experiência da Volkswagen no desenvolvimento de carros elétricos. Já a alemã terá à disposição o conhecimento da Ford no segmento de picapes na hora de criar a próxima Amarok.

 

Parceria para trocar experiências sobre elétricos, híbridos e picapes também foi feita entre a Daimler, dona da Mercedes-Benz, e a Renault-Nissan. A alemã vai se beneficiar da experiência da aliança em picapes.

 

Seu modelo do segmento, a Classe X, usa base da Nissan Frontier. A versão feita no Brasil será produzida na Argentina, na fábrica da Renault-Nissan.

 

Enquanto isso, as montadoras estão erguendo uma fábrica conjunta no México. A planta fará carros da Mercedes e da Infiniti, marca de luxo da Nissan.

 

Alianças de montadoras

 

As alianças de montadoras têm como principal exemplo a  Renault-Nissan, agora Renault-Nissan-Mitsubishi Renault e Nissan não são donas uma das outras.

 

Porém, não se trata de uma simples parceria, como a entre Volkswagen e Ford. Há trocas de ação entre as duas empresas.

 

Elas também interagem em algumas áreas (não apenas fornecimento de tecnologia uma para a outra). Há departamentos de engenharia em comum, além de muitas fábricas.

 

Muitos produtos usam a mesma plataforma. Exemplos são as picapes Nissan Frontier e Renault Alaskan, além do Nissan Sentra e o Renault Fluence (já descontinuado).

 

Já a Mitsubishi entrou na aliança por meio da Nissan, que comprou 34% da marca em 2016.

 

Outros exemplos

 

Fiat-Chrysler está entre os casos de alianças de montadoras. Nem mesmo uma parceria. Nesse caso, a Fiat comprou a Chrysler. Com isso, foi criado o Grupo FCA, que significa Fiat-Chrysler Automobiles.

 

Antes disso, a Chrysler pertencia à Daimler. Na época, o grupo era chamado de Daimler-Chrysler.

 

A PSA Peugeot Citroën segue a mesma receita. Ela surgiu em 1979, após a Peugeot assumir o controle acionário da Citroën.

 

O Grupo PSA comprou recentemente a alemã Opel, que antes era parte do Grupo GM.

 

Foi a partir dos modelos da Opel que surgiram alguns dos modelos da Chevrolet de maior sucesso no Brasil, como Corsa, Astra e Vectra, além de Zafira e Meriva. (Jornal do Carro)