Para o país, Brasil é ‘parceiro estratégico’

O Estado de S. Paulo

 

As Câmaras de Comércio Brasil-Alemanha em São Paulo e no Rio de Janeiro têm organizado diversos debates sobre o tema desde 2020, parte deles com apoio do hoje chamado Ministério para Assuntos Econômicos e Proteção Climática da Alemanha, além de empresas alemãs como Thyssenkrupp e Siemens Energy. A câmara em São Paulo, em parceria com a Giz – uma agência de cooperação técnica alemã –, ainda desenvolveu um programa para acelerar 24 startups no Brasil que tivessem soluções para o hidrogênio verde.

 

Vice-presidente executiva da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, Barbara Konner afirma que a Alemanha está mapeando países que podem ajudá-la a cumprir suas metas climáticas e frisa que o Brasil é uma “potência

 

única” em energia renovável. Segundo ela, na América Latina, Argentina e Chile também chamam atenção como possíveis fornecedores, mas o fato de o Brasil ser o único “parceiro estratégico” da Alemanha na região o favorece.

 

A Alemanha classifica como “parceiros estratégicos” países com os quais tenha firmado acordos de cooperação em diferentes campos, como sustentabilidade, energia, economia, comércio, trabalho, assuntos sociais e direitos humanos.

 

Barbara lembra que as indústrias química e siderúrgica são muito fortes na Alemanha e ambas precisam de um grande volume de energia para operar. Como o país – assim como o restante do mundo – precisa transformar sua matriz energética, ele passou a buscar em todo o mundo fontes para tornar essa transição possível, diz. (O Estado de S. Paulo/Luciana Dyniewicz)