VWCO retoma ritmo de produção de dois turnos

AutoIndústria

 

A Volkswagen Caminhões e Ônibus trouxe de volta a força de trabalho que se encontrava afastada por acordo de suspensão temporária de contrato de trabalho previsto, até então, de 2 de maio a 31 de dezembro. O retorno dos trabalhadores, ocorrido em 6 de novembro, incorpora novamente o segundo turno na fábrica de Resende (RJ) com quadro de 5,2 mil trabalhadores.

 

De acordo com Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO, a decisão de voltar ao ritmo de dois turnos se sustenta na expectativa de mais velocidade na produção de caminhões e na programação de entregas de ônibus para o Caminho da Escola.

 

“Conquistamos o maior lote da história da marca: 5,6 mil unidades licitadas. Isso nos torna o maior produtor de ônibus escolar do Hemisfério Sul, com mais de 30 mil unidades fornecidas para o programa.”

 

Em encontro com a imprensa especializada, na segunda-feira, 27, o executivo fez breve balanço de 2023 e perspectivas para 2024, embora não tenha mencionado números. Para Cortes, os últimos meses foram desafiadores, mas com realizações.

 

“Renovamos toda a nossa linha para o Euro 6 com 30 novos produtos. Reforçamos a internacionalização do elétrico e-Delivery, já presente na Argentina, Chile, Paraguai e Guatemala, além de conquistar novos mercados exportação no Oriente Médio e na África. Também apresentamos o e-Volksbus”, resumiu.

 

Para 2024, o dirigente espera um ano de recuperação depois de uma queda na produção de caminhões perto de 37% até outubro. “Ainda é muito cedo dizer quanto irá melhorar. Mas certamente será melhor que 2023. Espero continuidade na redução de juros, fundamental para o setor de transporte, bem como há projeção de crescimento do PIB de 1,5% a 2%.”

 

No ano que vem ainda, em algum momento do segundo semestre, Cortes lembra que a VWCO iniciará montagem de veículos em Córdoba, na Argentina. A fabricante aproveitar parte de instalações do Grupo VW para localizar operação, incialmente, em CKD. “É mais um passo no processo de internacionalização da marca, previsto no ciclo de R$ 2 bilhões para o período de 2021 a 2025”. (AutoIndústria/Décio Costa)