Fiat ratifica liderança e também domínio da Stellantis no Brasil

AutoIndústria

 

A Fiat foi a marca de automóveis e comerciais leves mais vendida no Brasil em 2022. Com 430,2 mil licenciamentos, deteve 22% do mercado e praticamente repetiu número de vendas e fatia alcançados em 2021, quando também terminou como líder após seis anos longe do topo.

 

A excepcional vantagem de 138,8 mil veículos e 7 pontos porcentuais para a segunda colocada General Motors (14,9%) sublinhou o acerto das estratégias comercial e de produto adotadas pela marca, que no ano anterior, além de outros longevos modelos, tirara de linha o histórico Uno após 37 anos de produção.

 

Dentre os dez veículos mais vendidos em 2022, três representavam a Fiat: a picape Strada, que teve 112,5 mil unidades licenciadas e pelo segundo consecutivo foi o veículo mais negociado do País, o compacto Mobi, quinto lugar com 72,7 mil emplacamentos, e o hatch Argo, com 64 mil unidades, na nona posição.

 

Mais uma vez os comerciais leves tiveram papel decisivo para o segundo triunfo consecutivo da Fiat. Strada, picape Toro, furgões Fiorino, Scudo e Ducato somaram mais de 185 mil licenciamentos, nada menos do que 48,8% do total do segmento.

 

Consideradas somente as vendas de automóveis, a Fiat terminou 2022 com 244,3 mil licenciamentos e na segunda posição, com 15,5%. Foi superada pela própria General Motors, que alcançou 264,2 mil e que comemorou a primeira vez o Tracker como líder entre os SUVs, maior segmento do mercado interno.

 

A Volkswagen apareceu na terceira colocação, com 269,1 mil automóveis e comerciais leves vendidos, fatia de 13,7%, seguida pela Toyota, 9,8%. Com 191,3 mil licenciamentos, a marca japonesa por pouco não perdeu a quarta colocação para a Hyundai (9,6%), que teve o carro de passeio mais vendido do País. Dos mais de 187 mil emplacamentos da marca, 96,2 mil deveram-se ao hatch.

 

Stellantis sem concorrentes?

 

Como montadora, mais uma vez e pelo segundo ano, a Stellantis não teve concorrentes no Brasil e – tudo indica -, começa a estabelecer uma hegemonia difícil de ser quebrada no curto e médio prazos. Com produção local de modelos Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën, além de importar as picapes RAM, a empresa encerrou 2022 com 33% das vendas internas.

 

Além da líder Fiat e da Jeep, chamou a atenção no ano passado o avanço bem acima da média  de Peugeot e Citroën – respectivamente, da ordem de 40% e 37% contra queda de 1% do mercado -, marcas originárias da PSA e que começaram a se beneficiar das sinergias que propiciaram o lançamento de novas versões e produtos de forma mis célere.

 

A Peugeot, inclusive, conquistou fatia de 2,1%, com quase 41,8 mil veículos vendidos, e passou da 12ª para a 10ª posição no ranking de marcas, colocação que alcançou pela última vez em 2011. (AutoIndústria/George Guimarães)