Furgão elétrico BYD eT3 e-delivery se destaca no transporte de carga

Estradão

 

O eT3 e-delivery, furgão de carga da BYD com motor elétrico, está chamando a atenção dos gestores de frota. A rentabilidade em relação a veículos similares a combustão chega a 20%, segundo informações da KWfleet Mobilidade Urbana. A empresa paulista é especializada na locação de veículos 100% elétricos.

 

A locadora oferece o e-T3 e-delivery em parceria com a BYD. O foco é a locação para frotistas. O serviço engloba desde a geração da energia à instalação da infraestrutura de abastecimento, capacitação dos motoristas e manutenção dos veículos.

 

Segundo informações da KWfleet, outra vantagem é a maior precisão na previsão de custos. Isso porque o preço da energia elétrica não está tão sujeito à bruscas variações, como ocorre com os combustíveis em geral.

 

Além disso, modelos elétricos têm custo de manutenção menor. Não há fluídos, como óleo de motor, e peças como polias, por exemplo. E o desgaste do sistema de freios é muito menor, uma vez que basta tirar o pé do acelerador para que a velocidade do veículo seja reduzida.

 

Também pesa a favor dos veículos elétricos a dispensa do rodízio municipal em São Paulo. Na capital paulista, automóveis e comerciais leves não podem circular uma vez por semana no chamado centro expandido. A área tem de cerca de 19 km² e inclui as marginais dos rios Tietê e Pinheiros.

 

A KWfleet tem uma frota de 150 furgões eT3 e-delivery para locação. O prazo mínimo para a locação de um veículo é de 60 meses. A eletricidade utilizada nas recargas das baterias tem origem solar. A produção vem de uma fazenda de geração de energia fotovoltaica da GD Solar, que também é parceira da locadora.

 

O custo de recarga das baterias equivale a 18% do gasto com combustível de uma frota equivalente com motor a combustão. O principal ponto negativo dos modelos elétricos é a baixa autonomia. Outra desvantagem é o tempo necessário para recarregar as baterias.

 

O eT3 e-delivery tem motor de cerca de 109 cv de potência e 18,4 mkgf. A capacidade de carga é de 720 kg e a autonomia, de até 300 km. Isso com as baterias completas, processo que leva uma hora e meia para ser feito. Com recarregador rápido, é possível repor de 20% a 80% da carga em 30 minutos. Nesse caso, a autonomia cai para 180 km.

 

Para comparação há o Fiorino, cujo motor 1.4 flexível gera até 88 cv e 12,5 mkgf. O Fiat tem 650 kg de capacidade de carga e roda mais de 600 km com um tanque de gasolina. Isso em uso urbano. Na estrada, o furgãozinho percorre mais de 700 km antes de reabastecer.

 

Encher o tanque de um carro com motor a combustível leva menos de dez minutos. Além disso, estima-se que haja menos de mil pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil. E 38.500 postos de combustível, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

 

Ainda assim, os veículos elétricos serão cada vez mais vistos nas ruas. A BYD estima que a KWfleet comprará mais 400 unidades do eT3 e-delivery neste ano para atender a alta na demanda por locação.

 

Novidade no Brasil, os veículos elétricos já estão consolidados em várias partes do mundo. Na Indonésia, por exemplo, a Blue Bird Tbk, que tem uma frota de mais de 30 mil táxis, acaba de comprar 200 unidades do eT3 e-delivery. No país asiático as vans serão utilizadas para transporte de passageiros.

 

As vans podem levar sete passageiros cada e irão operar na capital, Jacarta, e na ilha de Bali. Com a nova frota, a empresa espera deixar de queimar mais de 3,5 milhões de litros de combustível por ano. Com isso, cerca de 8,3 toneladas de dióxido de carbono deixarão de ser lançadas na atmosfera.

 

A Blue Bird Tbk tem 25 táxis BYD e6 operando em Jacarta. Esses veículos já percorreram mais de 2 milhões de quilômetros, de acordo com informações da empresa.

 

Na Índia, a ETO Motors, encomendou 50 unidades da eT3 e-delivery. A empresa oferece serviços de transporte com versões elétricas dos famosos Tuk-Tuk, aqueles triciclos com teto de lona. A companhia informa que pretende adquirir mais 4 mil vans elétricas da BYD até o fim deste ano. (Estradão)