Crédito impulsiona vendas de motos

AutoIndústria

 

O mercado de motos deverá ultrapassar 1 milhão de unidades novamente em 2019, após o crescimento registrado no ano passado. Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, entidade que reúne os fabricantes do setor, apontou as razões durante palestra no Automotive Business Experience, ABX19, realizado segunda-feira, 27, no São Paulo Expo: crédito abundante e baixa inadimplência.

 

O dirigente revelou que no primeiro trimestre a oferta de crédito para financiamentos atingiu R$ 525 milhões, 14,4% a mais que em igual período do ano passado. Simultaneamente, a inadimplência no setor recuou para 3,3 pontos em março, o menor índice para o mês desde 2011, quando bateu em 6,7 pontos.

 

“Os agentes financeiros estão muito mais seguros para oferecer crédito. Nossas redes de revendedores têm sido procuradas muito mais pelas instituições bancárias”, afirma Fermanian, que agora projeta evolução de 10,7% para as vendas sobre 2018.

 

O desempenho no primeiro quadrimestre, contudo, foi superior. Foram emplacadas no período 352 mil motos, 16,8% a mais que no mesmo período de 2018.

 

Também tem contribuído para a aceleração dos negócios, diz o presidente da Abraciclo, a demanda reprimida dos últimos quatro anos, além do aumento do número de contemplações dos consórcios. “Financiamentos por CDC e consórcios já representam cerca de 70% das vendas”.

 

A produção também deve confirmar a curva ascendente em 2019. A variação, contudo, será menor: Fermanian aposta em crescimento de 6,1%. As linhas de montagem, assim, devem despejar no mercado interno e nas exportações perto de 1,1 milhão de unidades.

 

No acumulado dos quatro primeiros meses do ano foram produzidas 368 mil motocicletas no PIM, Polo Industrial de Manaus, evolução de 5,8% ante igual período de 2018.

 

O número até poderia ser maior, caso a Argentina, principal destino das motos brasileiras, não enfrentasse forte declínio nas vendas. As exportações nos primeiros quatro meses deste ano limitaram-se a 14,3 mil unidades, redução de 52,3% ante o mesmo período do ano passado. (AutoIndústria/George Guimarães)