Creta lidera entre os SUVs e evita tombo ainda maior da Hyundai

AutoIndústria

 

O Creta liderou as vendas de utilitários esportivos no Brasil no primeiro bimestre. Com as quase 5 mil unidades negociadas em fevereiro, o modelo da Hyundai acumulou 9,6 mil emplacamentos no ano e ultrapassou o Chevrolet Tracker (9,1 mil), líder no mês anterior e também em 2022.

 

Fabricado em Piracicaba, SP, desde 2016, o Creta está em sua segunda geração e foi o segundo SUV mais vendido em 2018, sua melhor colocação até agora. Sozinho, respondeu por praticamente a metade dos licenciamentos da Hyundai nos dois primeiros meses deste ano.

 

Não fosse pelo bom desempenho do SUV no maior segmento do mercado brasileiro, responsável por 47% das vendas de automóveis em 2023, a marca estaria diante de números bem mais amargos.

 

Os 20,2 mil veículos entregues aos consumidores no bimestre indicam recuo de 22% diante de igual período do ano passado, enquanto o mercado de automóveis e comerciais leves colheu crescimento médio acima de 4%.

 

Contribuíram decisivamente para isso os abruptos declínios de vendas do compacto HB20 desde janeiro e, em bem menor proporção, do SUV médio New Tucson.

 

Desde meados de 2022, o modelo fabricado pela Caoa em Anápolis, GO, praticamente deixou de ser ofertado nas concessionárias. Foram negociadas somente 160 unidades de julho a dezembro.

 

O Grupo Caoa diz se tratar de questão pontual e que a pouca oferta se deve a “atualizações necessárias com a mudança de legislação (Proconve)”, mas que o Tucson seguirá em produção.

 

Não fosse pela ausência de um outro produto, a Hyundai estaria ocupando a terceira colocação no ranking de marcas do segmento. No primeiro bimestre, enquanto sozinho o Creta deteve 10,14% de participação, a GM conquistou 10,38%, mas com vendas somadas dos nacionais Tracker e Trailblazer, e do importado Equinox.

 

A liderança do segmento segue nas mãos da Jeep, que negociou 17,6 mil SUVs, 18,5% de participação. Mas sem vida fácil, já que a Volkswagen acumulou 16,8 mil licenciamentos, 17,8%. Em fevereiro, a diferença entre as líderes foi da ordem de 1 mil veículos. (AutoIndústria/George Guimarães)