Volvo CE exporta 50 caminhões articulados para a Europa durante pandemia

Revista Torque

 

Com a interrupção temporária de produção na Suécia em março, no início da pandemia Covid19, a fábrica brasileira de equipamentos de construção da Volvo ficou responsável por complementar as entregas de caminhões articulados modelo A30G para o continente Europeu em 2020. As primeiras unidades já estão sendo embarcadas no porto de Santos (SP) e as entregas seguem até setembro.

 

Integrada ao sistema de produção global da marca e com forte perfil exportador, a unidade da Volvo em Pederneiras (SP), mais uma vez foi acionada para suprir a demanda de mercados fora de sua região de fornecimento habitual. No momento da eclosão da pandemia Covid19 na Europa, a Volvo Construction Equipment optou pela fabricação de 50 caminhões articulados no Brasil, diante da impossibilidade temporária de produzir essas unidades em sua matriz na Suécia. “Somos reconhecidos por nossa flexibilidade industrial e alta qualidade. Estamos totalmente preparados para atender às necessidades de qualquer mercado Volvo no mundo”, afirma Wladimir Garcia, vice-presidente de operações industriais da Volvo CE na América Latina.

 

As unidades do A30G brasileiro seguirão para a Noruega, Inglaterra, Polônia, Alemanha, Bélgica, França e também Israel, no oriente médio. “Devido ao alto valor agregado deste tipo de máquina, esse volume de 50 caminhões articulados é bastante expressivo”, argumenta Massami Murakami, diretor de planejamento estratégico da Volvo CE na América Latina. Além desse lote para a Europa, os articulados fabricados no Brasil são exportados para os Estados Unidos, Canadá, África do Sul, Oceania, para diversos países da América Latina e também distribuídos no próprio mercado brasileiro. A Volvo é a única marca a fabricar caminhões articulados no Brasil, sendo esse produto homologado pelo Finame.

 

Exportações regulares

 

Não é a primeira vez que a fábrica brasileira é acionada para atender mercados não habituais. “Em 2017 já havíamos exportado caminhões articulados para a Europa. A excelente qualidade dos nossos produtos, apontado por auditorias globais da Volvo, tem sido também reconhecida pelos clientes do mundo todo”, assegura Garcia. Atualmente cerca de 50% dos equipamentos de construção fabricados pela Volvo no Brasil seguem para o exterior. Além de caminhões articulados, a planta do interior de São Paulo produz também pás-carregadeiras, escavadeiras e rolos compactadores.

 

A unidade da Volvo em Pederneiras é referência pelo pioneirismo na incorporação de conceitos de manufatura enxuta na indústria de equipamentos, o que traz grande flexibilidade para otimizar processos na planta. Como exemplo, há alguns anos a fábrica inovou ao criar uma linha de produção única para pás-carregadeiras e caminhões articulados. A mudança reduziu o tempo de montagem em 12%, com ganhos de logística industrial e melhor aproveitamento da capacidade instalada.

 

Fundada em 1975 como uma planta Clark Equipamentos, a fábrica passou por diversas fusões e incorporações até tornar-se uma unidade Volvo em 1995. Atualmente emprega 375 funcionários diretos.

 

Invenção revolucionária

 

O caminhão articulado é uma invenção Volvo que há mais de cinco décadas vem revolucionando as grandes obras de construção em todo o mundo. O primeiro modelo, introduzido na Suécia em 1966, tinha capacidade para 10 toneladas. A grande flexibilidade para operação em terrenos acidentados já era a principal característica do modelo. A partir da popularização dos articulados tornou-se possível chegar onde nenhum caminhão convencional chegava.

 

Devido às suas qualidades de extrema robustez e grande eficiência operacional, rapidamente os caminhões articulados tornaram-se essenciais para a construção de grandes obras como barragens, hidrelétricas, complexos industriais, mineração, rodovias de alto tráfego etc.

 

Pioneira no segmento, a Volvo é referência mundial nesse tipo de produto e hoje oferece modelos de 25 a 60 toneladas, produzidos parte na fábrica da matriz da marca em Braås (Suécia) e parte em Pederneiras. (Revista Torque)