Consórcio tem desempenho positivo em veículos pesados

AutoIndústria

 

O segmento de veículos pesados foi destaque positivo no balanço do sistema de consórcio no primeiro quadrimestre deste ano. Na contramão dos veículos leves e motocicletas, que tiveram queda no número de adesões e créditos comercializados, os pesados registram alta de 16,2% na venda de novas cotas, com 32 mil transações, e de 18,6% nos créditos negociados, que passaram de R$ 4,41 bilhões para R$ 5,23 bilhões no comparativo com o mesmo período de 2019.

 

Também cresceu no segmento de caminhões, ônibus e implementos o número de participantes ativos. Eram 359,8 mil no final de abril, 13,9% a mais do que os 316 mil do mesmo mês do ano passado. O tíquete médio no segmento teve expansão de 1,2%, atingindo R$ 165,30 mil. As contemplações também tiveram alta, de 26,1 mil, chegando a 15 mil no período de janeiro a abril deste ano.

 

Já no segmento de automóveis e comerciais leves, a venda de novas cotas caiu 10,6% no quadrimestre, de 410 mil para 366,6 mil, e o volume de créditos comercializados baixou 13,9%, de R$ 18,2 bilhões para R$ 15,6 bilhões. O tíquete médio no segmento recuou 4,2%, passando de R$ 45,4 mil para 43,5 mil.

 

O presidente executivo da Abac, Paulo Roberto Rossi, destaca, porém, um dado positivo no segmento de leves, que é o aumento de 18,7% no volume de crédito concedidos – R$ 9,2 bilhões este ano, contra os R$ 7,8 bilhões de janeiro a abril de 2019. “Para os mais de 216 mil contemplados em veículos leves no período, os correspondentes créditos concedidos foram possivelmente injetados no mercado interno, propiciando a expressiva participação de 41,8% nas vendas no mercado interno”.

 

O executivo admite que, no geral, o consórcio de veículos foi atingido pelo isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19 e o fechamento de diversas atividades nos últimos 45 dias do primeiro quadrimestre deste ano. Considerando todos os segmentos veiculares, houve retração de 15,6% na venda de notas cotas, com 674,6 mil adesões, ante as 799,6 mil do mesmo período de 2019, e de 4,7% no montante de créditos comercializados – respectivamente R$ 24,6 bilhões e R$ 25,8 bilhões.

 

O segmento mais afetado em termos de adesões foi de motos, com recuo de 23,8% na venda de novas cotas – 275,9 mil no primeiro quadrimestre deste ano contra 362,00 em igual período de 2019. Já o volume de créditos comercializados cresceu 15,5%, passando de R$ 3,2 bilhões para R$ 3,7 bilhões no comparativo interanual. (AutoIndústria)