Além de GNV, Scania terá caminhão movido a gás liquefeito

AutoIndústria

 

A partir desta segunda-feira (14) a Scania começa a receber encomenda para seus caminhões movidos a GNV e ou biometano e também integralmente a GNL, gás natural liquefeito. Silvio Munhoz, diretor comercial da montadora, revelou que o início da produção desses veículos, contudo, está previsto apenas para março do ano que vem e que as primeiras unidades vendidas chegarão aos clientes já no mês seguinte.

 

A Scania escolheu a 22º edição da Fenatran, Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga, que acontece de 14 a 18 de outubro no São Paulo Expo, em São Paulo, para apresentar o modelo movido a GNL, que, calcula a empresa, pode rodar até 1,2 mil quilômetros, três vezes mais do que o similar a GNV, apresentado no mês passado.

 

Para ser a primeira fabricante de caminhões a ter produção regular de caminhões movidos com esses combustíveis, a empresa investiu R$ 21 milhões na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Os preços não foram revelados, mas Munhoz calcula que devem ser até 30% maiores do que os convencionais a diesel.

 

Os modelos a gás – R 410 6×2 , a GNV e/ou biometano, e R 410 6×2, a GNL – são os grandes destaques do estande da marca sueca, que reúne 13 veículos, sendo duas séries especiais, além de dois motores, um de 7 litros da linha urbana e regional, de semipesados, e outro V8 a gás para grupos geradores de energia.

 

As duas opções de combustível já estão sendo testados em clientes com, segundo a Scania, resultados até acima do esperado.  Desde dezembro, um modelo a GNV vem sendo utilizado pela Citrosuco na rota entre Matão e o Porto de Santos, em São Paulo.  A empresa assegura ter comprovado a diminuição de 15% no gasto do quilômetro rodado proveniente da redução do combustível e igual porcentagem na redução de CO2 emitido.

 

Os visitantes poderão conhecer ainda no espaço da montadora, além dos novos recursos de segurança e conforto, planos de manutenção que utilizam a conectividade para  determinar custos ainda menores e a cabine S da nova geração de caminhões, a primeira da marca com piso plano. (AutoIndústria/George Guimarães)