Mercedes-Benz cresce em carros-fortes

DCI

 

A Mercedes-Benz está crescendo no mercado de carros-fortes. No acumulado do ano, a montadora elevou para 65% a sua participação no segmento e já trabalha para o aumento das exportações.

 

“Além do transporte de valores, cargas valiosas têm exigido grande capacidade volumétrica e soluções customizadas, o que eleva o potencial do mercado de blindados”, explica o vice-presidente de vendas e marketing da Mercedes, Roberto Leoncini.

 

Com uma frota circulante estimada em cerca de 6,5 mil unidades, o mercado de carros-fortes tem vendas médias de 300 veículos por ano. Em 2016, o segmento emplacou 242 unidades. No acumulado até junho de 2017, foram vendidos 239 carros-fortes no Brasil. “A expectativa é que o mercado neste ano supere o de 2016”, avalia o gerente de produto caminhão da Mercedes, Marcos Andrade.

 

No ano passado, a participação da montadora foi de 40%. Até junho de 2017, já ultrapassa 65%. “Retomamos a liderança no País”, destaca o executivo. Ele acrescenta que a marca está oferecendo o maior caminhão blindado da América Latina, o extrapesado Axor.

 

A Mercedes acaba de anunciar a venda de um lote de 134 carros-fortes para a Prosegur, além de 7 unidades do Axor.

 

A montadora negociou ainda com a Prosegur no Chile a exportação de 40 carros-fortes. “Estes veículos foram implementados no Brasil para serem enviados para lá”, esclarece Andrade, acrescentando que o aumento dos embarques está na mira da Mercedes.

 

Segmentos

 

Hoje, os principais tipos de produtos transportados em veículos blindados são eletrônicos, medicamentos, joias e até ingressos de espetáculos.

 

Leoncini destaca que, apesar do potencial, o mercado de transporte de valores não cresce por falta de capacidade dos implementadores. “Como temos apenas quatro empresas habilitadas no segmento, se a demanda desse um salto não teríamos como atender.”

 

Neste sentido, ele garante que a Mercedes trabalha para desenvolver projetos customizados que reduzam o tempo de implementação dos carros-fortes.

 

Além disso, Leoncini observa que a demanda vem crescendo devido à falta de segurança do País. “O potencial de renovação da frota existe”. (DCI/Juliana Estigarríbia)