Nova Ford Ranger 2017

Jornal do Carro

 

A Ranger 2017 está chegando recheada de tecnologia e luxo. É o caso, por exemplo, do controle de velocidade adaptativo, aquele dispositivo que não apenas mantém o ritmo sem intervenção do motorista, mas também reduz se o trânsito à frente diminuir. O modelo também traz sensores que alertam para o caso de o motorista mudar de faixa inadvertidamente (sem acionar a seta) e alerta de perigo de colisão. Esses são apenas três exemplos de tecnologias presentes em automóveis de luxo, mas que não são comuns no mundo das picapes. E não para por aí. Entre as armas que a Ford pretende utilizar na luta contra Toyota Hilux e Chevrolet S10, está também a garantia de cinco anos, outra exclusividade na categoria.

 

A Ford revelou essas informações em uma pré-apresentação da versão topo de linha, a Limited, que vai custar R$ 179.900, quase R$ 16 mil a mais que a Limited 2016 (R$ 163.990). O modelo vem em sua configuração mais completa, o que inclui cabine dupla, tração 4×4, câmbio automático de seis marchas e motor 3.2 Duratorq a diesel, de 200 cavalos. Entre os itens de série estão controle de descida (pode-se soltar os pedais de freio e acelerador que o carro desce automaticamente), de subida, estabilidade, tração, etc. É o pacote que a montadora batizou de Advanced Trac. Além disso, há bancos de couro com regulagem elétrica (no do motorista), sete air bags (eram seis no modelo anterior), rodas aro 18” (antes, 17) e sistema multimídia Sync com navegador GPS e tela de 8” (antes, 5”). Também como em carrões, o farol alto tem funcionamento automático: caso o dispositivo detecte fonte de luz à frente (com carro indo ou vindo), o facho baixa automaticamente.

 

A plataforma é a mesma do modelo lançado em 2012, porém com várias mudanças visuais e estruturais. A picape produzida na Argentina traz nova frente, com grade cromada interligando os faróis (Limited) e para-choque embutido. Além disso, o capô recebeu um ressalto, para transmitir robustez: “É como se o motor estivesse querendo sair dali”, diz o designer Fábio Sandrin.

 

O chassi ganhou reforços nas longarinas, e a direção recebeu assistência elétrica (também uma exclusividade no segmento de picapes médias). Outra novidade são os pneus de baixa resistência à rodagem. Segundo o engenheiro Enéas Lamoglie, a combinação entre direção elétrica e pneus de baixa resistência resultou em redução de até 15% no consumo e 16% em emissão de poluentes.

 

Internamente, a Ranger Limited chama a atenção pelo nível de sofisticação. O novo painel traz vários elementos semelhantes aos do Fusion, incluindo o quadro de instrumentos com duas telas digitais laterais, configuráveis. Pode-se selecionar ou ocultar o conta-giros, por exemplo, entre outras opções. A grande tela central de 8 polegadas é sensível ao toque, e permite acesso aos sistema de som, ar-condicionado (com regulagens independentes) e navegador GPS. O sistema Sync tem comandos de voz, com controles no volante (que também é novo).

 

Andando, a picape mostrou as reconhecidas qualidades. Inicialmente, o roteiro da Ford incluiu um curto percurso numa fazenda, para demonstração dos recursos off-road do modelo, entre os quais a capacidade de travessia de trechos alagados (80 cm nominais), descida automática, etc. A passagem de tração 4×2 para 4×4 pode ser feita a até 120 km/h, por meio de um seletor no console.

 

Na estrada, o modelo também agrada. O motor 3.2 Duratorq a diesel tem 200 cv e torque de 47,9 mkgf a apenas 1.750 rpm. Com isso, as reações são rápidas, tanto nas acelerações como retomadas. Embora os valores não tenham mudado em relação à Ranger anterior, a Ford realizou atualizações no turbo, válvulas e injetores.

 

O modelo é agradável ao volante, mas deixa claro que continua a ser uma picape. Isso quer dizer que é confortável, mas eventualmente dá alguns solavancos, o que é perfeitamente normal em um carro dessa categoria.

 

Além da versão Limited, de topo, a Ford divulgou também o preço da versão a diesel básica, a XLS, que tem motor 2.2 de 160 cv, tração 4×4 e câmbio manual. Esse modelo, mais voltado para o trabalho, vai custar R$ 129.900.

 

De acordo com o gerente de marketing da montadora, Oswaldo Ramos, atualmente 70% das vendas da Ranger é representada pelos modelos a diesel, e a perspectiva é de crescimento. Isso porque o agronegócio é um dos poucos setores da economia imunes à crise. Além disso, a grande concentração de vendas desse tipo de produto está nas regiões agrícolas, caso de Centro-oeste, Norte e Nordeste: “No País, o segmento de picapes médias responde por cerca de 5% do total dos automóveis, mas nas regiões do agronegócio a participação chega a 30%”, afirma.

 

No início de abril, a Ford deve mostrar a Ranger com motor 2.5 flexível, além da intermediária, XLT, e divulgar a tabela completa de preços. Ainda no decorrer de abril a montadora anunciou que pretende iniciar o faturamento das picapes à rede. Oficialmente, as vendas começam em maio. (Jornal do Carro)