Antonio Filosa: trajetória bem-sucedida e um até breve

AutoIndústria

 

De malas prontas para os Estados Unidos para comandar o negócio global da Jeep, Antonio Filosa entrega a operação da Stellantis na América do Sul ao sucessor Emanuele Cappellano fortalecida por uma trajetória de sucesso.

 

Ao longo dos cinco anos em que esteve à frente da companhia na região, inicialmente na FCA, em 2018, e a partir de 2021, com a constituição da Stellantis, Filosa não apenas conduziu o processo de estruturação e sinergias das marcas, mas também a trajetória de crescimento.

 

No período, a participação da fabricante na América do Sul saltou de 16,7% para 24%. A empresa lidera as vendas no Brasil, Argentina e Chile, mercados que, se somados, representam 75% das vendas na região.

 

“O crescimento beneficiou todas as marcas. A Fiat tinha 9,6%, agora tem 14,5%, ocupava a terceira posição e, hoje, lidera. Peugeot e Citroën saltaram de volumes em torno de 5 mil unidades para 15 mil”, exemplifica o CEO.

 

Filosa atribui aos resultados robustos um plano estratégico baseado na modernização das fábricas, investimento nas marcas, novos produtos e tecnologia. Sob seu comando na região, ocorreram 47 lançamentos, dentre modelos inéditos e versões.

 

Mais recentemente, o executivo colocou em andamento os planos de eletrificação da Stellantis na região sobre a plataforma Bio-Hybrid. O projeto tem o desenvolvimento e produção local como aspectos fundamentais. “Serão cinco possibilidades de powertrain e o Made in Brazil é o mais importante. Buscamos gerar aqui mais empregos, mais engenheiros, mais fornecedores.”

 

Agora, como CEO global da Jeep, a partir de 1º de novembro, Filosa já tem como horizonte agregar valor a uma marca já icônica e crescer em volume no mundo. Na operação da marca, a fábrica de Goiana (PE), outro projeto marcante na carreira do executivo, tem papel estratégico. Afinal, o Brasil é o segundo maior mercado da Jeep.

 

Por isso, Filosa prefere deixar um até breve, pois estima estar por aqui a cada dois meses. “Vou estar ligado a Pernambuco. Faz parte da estratégia. Mais de 90% do que a Jeep vendo no Brasil, sai de Goiana”. (AutoIndústria/Décio Costa)