Diário do Transporte
Em meio à crise no setor de transportes, causada pela pandemia de Covid-19, a Scania informou que está reforçando aos clientes a importância de ônibus eficientes para redução do custo operacional.
Em entrevista exclusiva ao Diário do Transporte, o gerente de Vendas de Ônibus da Scania no Brasil, Fábio D´Angelo, afirmou que a linha de comunicação tradicional da empresa fica ainda mais forte neste período.
“A abordagem ganha mais força no cenário em que vivemos atualmente. As empresas, em geral, estão sendo levadas a aumentar sua eficiência. Antes da crise, a pressão se dava pelo aumento da concorrência. Nessa fase de transição é uma condição básica para sobrevivência das empresas”, afirmou o executivo.
De acordo com o gerente de Vendas de Ônibus, o investimento em ônibus com maior eficiência em consumo de combustível pode ser maior, contudo, o custo se paga “com tranquilidade”. Isso porque, segundo Fábio, ao longo da vida útil do produto as soluções da fabricante permitem minimizar os custos que o empresário tem com a operação.
“Muitas vezes as empresas colocavam em segundo plano o custo operacional, alegando ser pouca a diferença ou bom relacionamento com um fornecedor. Antes, muitas privilegiavam tradição em detrimento de maximizar a economia de combustível. Agora cada centavo conta. Vai fazer cada vez mais sentido o operador economizar em custo operacional”, completou o Fábio.
Suporte ao cliente
O executivo afirmou ainda que a equipe de vendas mantém contato com os clientes, mesmo que a distância em alguns casos por conta da pandemia. A fabricante atua tanto no suporte técnico quanto na negociação de soluções financeiras em meio à crise.
Apesar de as condições de crédito variarem de acordo com as condições de cada cliente, Fábio afirmou que atualmente o Finame apresenta-se como a principal solução financeira para os empresários.
Contudo, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) também é procurando pelos clientes, assim como as opções apresentadas por meio do Consórcio Scania, em que cotas são convertidas em chassis de ônibus.
“A verdadeira parceria com o cliente ocorre no momento bom e no momento ruim também, sempre pensando em soluções. Apesar de nós não estarmos viajando e fisicamente presentes com os clientes, temos uma rotina semanal em que todos os representantes e gerentes de negócios têm contato constante com nossa carteira de clientes”, contou Fábio.
Perspectivas
O executivo afirmou ainda que o mercado, de modo geral, poderá baixo volume de emplacamentos nos próximos três meses. Isso porque os veículos emplacados no momento são referentes a vendas realizadas em meados de março.
De janeiro a maio de 2020, o mercado de ônibus de oito toneladas, do qual a Scania participa, apresentou uma queda de 45%, segundo Fábio. Apesar de não detalhar projeções específicas para a empresa, o gerente de vendas afirmou que a retomada deve ocorrer de forma lenta, de modo geral, com recuperação prevista para 2022 no setor. (Diário do Transporte/Jessica Marques)