{"id":54782,"date":"2024-01-31T18:35:47","date_gmt":"2024-01-31T21:35:47","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/?p=54782"},"modified":"2024-02-01T10:36:42","modified_gmt":"2024-02-01T13:36:42","slug":"osvaldo-dias-costa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/osvaldo-dias-costa\/","title":{"rendered":"Osvaldo Dias Costa"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><strong><em>Foram 16 anos na Dana. E agora est\u00e1 numa fase de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova realidade,\u00a0 recente, uma nova nova rotina. Que outros tantos colegas j\u00e1 passaram. Acostumado a levantar cedinho e partir para o dia de trabalho na Dana em Jundia\u00ed, ele continua pulando da cama antes do sol. Agora est\u00e1 longe do corre-corre da ind\u00fastria. Ainda bem que sua aposentadoria foi planejada. <\/em><\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>H\u00e1 alguns anos ele juntou as economias e investiu em um terreno na \u00e1rea rural de Atibaia, interior de S\u00e3o Paulo, onde fez uma casinha para usufruir de uma vida simples no meio do mato. Ali, envolvido com a horta org\u00e2nica e os p\u00e9s de jaboticaba, pitaia, manga e laranja-pera, ele tem trabalho para o dia todo. \u00c9 cuidar de alimentar os sanha\u00e7os, jo\u00f5es-de-barro, canarinhos e esperar os visitantes mais festivos do dia, os beija-flores. E ainda tem que preparar a terra, semear, colher&#8230; \u00e9 trabalho que n\u00e3o acaba mais.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim, com uma lista de atividades para preencher o dia todo, Osvaldo \u00e9 capaz de se sentir inteiro, saud\u00e1vel e realizado. Coisas de um homem forjado no trabalho, que saiu sozinho da pequena Santana, no oeste baiano, para tentar a vida na cidade grande. Isso, 45 anos atr\u00e1s, quando Jundia\u00ed dava os primeiros passos em seu parque industrial. Chegou aos 19 anos para morar com a madrinha e se viu perdido quando saltou do \u00f4nibus em algum ponto descampado \u00e0s margens da rodovia Anhanguera. <em>\u201cFoi bem assustador ver a imensid\u00e3o das coisas, pensei que jamais conseguiria andar sozinho por ali<\/em>\u201d, relembra.<\/p>\n<p>Em poucos dias Osvaldo j\u00e1 estava atr\u00e1s do balc\u00e3o de um restaurante famoso na cidade. Foram cinco anos criando rela\u00e7\u00f5es, servindo pessoas com diferentes hist\u00f3rias e trajet\u00f3rias, at\u00e9 que surgiu a oportunidade para entrar para a ind\u00fastria, na antiga empresa Oscar, hoje Plascar. Ali teve o primeiro contato com m\u00e1quinas e com o mundo automobil\u00edstico. Aprendeu a produzir pain\u00e9is injetados para o Chevette e Corcel 2.\u00a0 Nascia a paix\u00e3o pela fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos. Quando veio a oportunidade de trabalhar na antiga SIFCO, em 1987, sentiu que pertenceria, enfim, a uma categoria de elite entre os trabalhadores: seria metal\u00fargico. Naqueles anos 1980, isso importava. E muito. Come\u00e7ou como operador de m\u00e1quina, primeiro na furadeira e depois na fresadora, ajudando a dar forma ao eixo dianteiro dos pesados.<\/p>\n<p><u>Viver e aprender<\/u><\/p>\n<p>Apesar de ser criado no interior baiano desde os 4 anos de idade, Osvaldo \u00e9 paulistano. Foi batizado na igreja S\u00e3o Jos\u00e9, no Belenzinho, mas a fam\u00edlia n\u00e3o se adaptou ao ritmo fren\u00e9tico da cidade grande e decidiu voltar ao lugar de origem. J\u00e1 homem feito, ele decidiu fazer uma nova investida mais ao sul do pa\u00eds e se ambientou r\u00e1pido ao agito de uma regi\u00e3o que despontava como polo industrial. Teve a oportunidade de adquirir novos conhecimentos, fez curso de medida, leitura e interpreta\u00e7\u00e3o de desenho, depois de mecatr\u00f4nica e continuou aperfei\u00e7oando conhecimentos para, mais tarde, assumir o controle da CNC, uma m\u00e1quina robotizada com comando num\u00e9rico computadorizado.<\/p>\n<p>Aproveitando a abund\u00e2ncia de oportunidades em um momento de crescimento da ind\u00fastria, resolveu \u201cpedir as contas\u201d para levantar o FGTS e realizar o sonho da casa pr\u00f3pria. Deu certo. Comprou o terreno, se envolveu na constru\u00e7\u00e3o, sempre com o apoio da mulher, Isabel, e garantiu seu endere\u00e7o definitivo no mundo. Ali criou os filhos Rafael e Gabriel. Quando a fam\u00edlia j\u00e1 podia se instalar com conforto, correu atr\u00e1s de um novo emprego. Passou pela EBFVAZ, fabricante de correntes, onde chegou a l\u00edder de produ\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que, em 2006, surgiu uma nova oportunidade na SIFCO, desta vez na montagem de eixos dianteiros. Abria-se um novo cap\u00edtulo na vida de Osvaldo.<\/p>\n<p>Ironicamente um percal\u00e7o no trabalho em 2008 acabou por abrir caminho para uma das fases mais felizes de sua vida profissional. Impedido de atuar na Usinagem ou em qualquer em servi\u00e7o que exigisse muitas horas em p\u00e9, ele foi ent\u00e3o encaminhado para a Vigil\u00e2ncia, ajudando a controlar a portaria industrial. Ali, checava a pesagem dos caminh\u00f5es, o entra e sai de insumos e equipamentos e assim foi estreitando relacionamento com a \u00e1rea de RH e ganhando novas atribui\u00e7\u00f5es. Quando a Dana adquiriu formalmente as opera\u00e7\u00f5es no final de 2016, \u00a0ficou ainda melhor. Aprendeu a lidar com planilhas e ganhou acesso ao administrativo e contato direto com muitos gestores.<\/p>\n<p>Hoje, fazendo um balan\u00e7o de toda uma carreira, Osvaldo, que entrou com pedido de aposentadoria no mesmo ano de 2017, considera que sua melhor fase profissional come\u00e7ou justamente a\u00ed, sob os efeitos do que ela chama de \u201ccultura Dana\u201d.<\/p>\n<p><em>\u201c- A Dana me abriu as portas para um mundo novo, \u00e9 uma empresa que enxerga o lado social, a vida do funcion\u00e1rio na f\u00e1brica. Quando chegaram as primeiras pessoas de Gravata\u00ed para tratar da transi\u00e7\u00e3o, a gente j\u00e1 percebia a o poder do \u201csangue novo\u201d e das novas pr\u00e1ticas.<\/em> Em termos da seguran\u00e7a foi um verdadeiro salto e tamb\u00e9m em tecnologia\u201d.<\/p>\n<p>Maior proximidade com o ch\u00e3o de f\u00e1brica, um processo de transi\u00e7\u00e3o bem conduzido e um fluxo de comunica\u00e7\u00e3o intensa aumentaram o sentimento de pertencimento de Osvaldo. O foco na melhoria cont\u00ednua, um controle obstinado com a seguran\u00e7a no trabalho e atitudes simp\u00e1ticas, como o almo\u00e7o reunindo os aniversariantes do m\u00eas representaram uma jornada de valoriza\u00e7\u00e3o do elemento humano. \u00c9 o pr\u00f3prio Osvaldo quem conta:<\/p>\n<p><em>\u201c- <\/em>A comunica\u00e7\u00e3o ajudou a gente e entender o movimento, recebemos muitas cartilhas, livros informativos preparando para as mudan\u00e7as. Uma das coisas que eu vou levar para sempre eram os almo\u00e7os com os aniversariantes do m\u00eas, reunindo na mesma mesa gente do ch\u00e3o de f\u00e1brica, chefes e diretores para uma conversa animada e comida de primeira\u201d.<\/p>\n<p>Sucesso na nova fase da vida, Osvaldo! Os amigos torcem por voc\u00ea e lhe esperam nos encontros dos veteranos para matar as saudades, que s\u00e3o m\u00fatuas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram 16 anos na Dana. E agora est\u00e1 numa fase de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 nova realidade,\u00a0 recente, uma nova nova rotina, longe do corre-corre da ind\u00fastria. 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