{"id":53746,"date":"2023-01-10T18:11:27","date_gmt":"2023-01-10T21:11:27","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/?p=53746"},"modified":"2024-01-31T19:01:52","modified_gmt":"2024-01-31T22:01:52","slug":"roberto-azevedo-de-borba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/roberto-azevedo-de-borba\/","title":{"rendered":"Roberto Azevedo de Borba"},"content":{"rendered":"<blockquote><p><strong>Borba, como \u00e9 conhecido pelos tantos colegas e amigos, trabalhou 43\u00a0 anos na Dana. Passou por diversas \u00e1reas, mas no RH fez hist\u00f3ria. Leva consigo boas mem\u00f3rias e gratid\u00e3o. S\u00e3o rec\u00edprocas.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Nascido em Porto Alegre, ele conta que foi uma vizinha que trabalhava na recep\u00e7\u00e3o da empresa que o avisou de uma poss\u00edvel vaga. \u201cEu estava iniciando o Ensino M\u00e9dio e era uma \u00e9poca em que queria come\u00e7ar a ajudar financeiramente em casa, ent\u00e3o foi uma grande oportunidade pra eu come\u00e7ar como office-boy na ent\u00e3o Racine no turno inverso da escola\u201d, diz. O ano era 1979 e Borba lembra de se adaptar rapidamente \u00e0 sua nova rotina. \u201cComo era tudo novo em minha vida, ia empolgado trabalhar, queria aprender tudo o que pudesse sobre a empresa e n\u00e3o via a hora de entrar na empresa todos os dias\u201d, lembra, aos risos.<\/p>\n<p>Durante 1 ano, essa foi sua fun\u00e7\u00e3o na empresa, at\u00e9 que ele teve que fazer uma cirurgia de ap\u00eandice. Mas esse per\u00edodo foi suficiente para que ele deixasse uma marca duradoura na empresa: logo depois, Borba foi convidado a retornar ao trabalho. Dessa vez, em uma nova fun\u00e7\u00e3o: no Almoxarifado de material de expediente. \u201cEu cuidava dos formul\u00e1rios internos, das c\u00f3pias, do estoque de material\u2026 Lembrando que, nessa \u00e9poca, era tudo feito manualmente, uma outra realidade\u201d, diz.<\/p>\n<p>Borba ficou cerca de 1 ano nessa fun\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ser realocado para o Recebimento, onde emitia as notas fiscais de entrada de toda a empresa. Tudo para ele era aprendizado. Como ele j\u00e1 havia terminado o Ensino M\u00e9dio nesta \u00e9poca \u2013 cursava o T\u00e9cnico em Contabilidade \u2013 somava mais habilidades ao seu curr\u00edculo. \u201cNo final de 1982 surgiu, ent\u00e3o, um convite para ir trabalhar no Departamento de Recursos Humanos para fazer o controle do cart\u00e3o ponto, outro sistema que era absolutamente manual e muito diferente do que usamos hoje. Eu fazia esse controle da apura\u00e7\u00e3o das horas di\u00e1rias e tamb\u00e9m os lan\u00e7amentos para pagamentos de acordo com isso\u201d, diz. Cheio de disposi\u00e7\u00e3o e movido a desafios, come\u00e7ou a aprender tamb\u00e9m sobre rescis\u00f5es, fundo de garantia e tudo que dizia respeito ao departamento. Come\u00e7ou tamb\u00e9m a se familiarizar com a digita\u00e7\u00e3o feita no antigo Centro de Processamento de Dados \u2013 mais conhecido como CPD.<\/p>\n<p>Logo tornou-se respons\u00e1vel por recrutamento e sele\u00e7\u00e3o para todas as vagas da Albarus na unidade de Cachoeirinha, fossem elas administrativas ou operacionais. \u201cTodo o time foi maravilhoso comigo, me acolheram e ensinaram muito para que eu pudesse entender a espinha dorsal do funcionamento de um departamento de recursos humanos, que \u00e9 o di\u00e1logo entre as partes envolvidas\u201d, conta. Um pouco depois, a matriz da Dana, que funcionava ainda em Porto Alegre, tra\u00e7ou uma nova pol\u00edtica de cargos e sal\u00e1rios e Borba foi o respons\u00e1vel pela sua implanta\u00e7\u00e3o na Unidade de Cachoeirinha. \u201cFiquei cerca de 3 anos nessa fun\u00e7\u00e3o e assumi a parte de treinamento e desenvolvimento de toda a f\u00e1brica por mais 1 ano e meio, um per\u00edodo de trabalho intenso em que fazia toda a aprova\u00e7\u00e3o do plano de treinamento dos colaboradores e, depois, fazia o acompanhamento mensal deste plano\u201d.<\/p>\n<p>Em 1988, um novo desafio o esperava: Borba foi convidado a mudar-se com a fam\u00edlia para S\u00e3o Paulo. A rec\u00e9m-adquirida f\u00e1brica em Piracicaba, que fabricava Cilindros Hidr\u00e1ulicos, precisava ser montada. \u201cEu tinha apenas 24 anos, j\u00e1 era casado com Nara e tinha meu filho Rafael, ent\u00e3o, representava uma mudan\u00e7a grande em minha vida \u2013 al\u00e9m do que, agora, eu seria oficialmente respons\u00e1vel por toda a gest\u00e3o do RH em uma unidade de aproximadamente 220 pessoas\u201d, afirma.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, como era de se esperar, nem tudo foram flores. A f\u00e1brica que foi comprada era muito antiga e os departamentos funcionavam nas casas da vizinhan\u00e7a do bairro. \u201cO principal projeto era construir uma f\u00e1brica nova no Distrito Industrial da Cidade e minha miss\u00e3o era preparar e treinar todas as pessoas que l\u00e1 atuariam. Tamb\u00e9m precis\u00e1vamos implantar o sistema 5S \u2013 e tudo isso enquanto a f\u00e1brica ainda estivesse produzindo e sendo transferida ao mesmo tempo\u201d, relata. A opera\u00e7\u00e3o foi um sucesso e contou com o empenho de um time motivado que fez acontecer no prazo certo.<\/p>\n<p>Nesse meio tempo, Borba foi pai novamente \u2013 de Rodrigo, seu segundo filho. A fam\u00edlia aumentou e, logo, viria o convite para retornar ao Sul do Brasil. \u201cEu fui convidado para retornar para f\u00e1brica de Cachoeirinha. E, em 1994, voltamos ao Sul, com uma acolhida especial\u201d, diz.<\/p>\n<p>Mas o desafio tamb\u00e9m seria em dobro: em Piracicaba, Borba cuidava da unidade que j\u00e1 contava com 300 colaboradores. Em Cachoeirinha, ia trabalhar com o dobro disso: 600 colaboradores. Foi mais um per\u00edodo com grandes oportunidades e desafios.<\/p>\n<p>Borba logo iria para uma fun\u00e7\u00e3o bastante estrat\u00e9gica da empresa: a Dana havia decidido migrar o sistema do RH saindo do Mainframe e passando a operar com o sistema na plataforma Oracle, que at\u00e9 hoje est\u00e1 em vig\u00eancia na empresa. \u201cEra preciso migrar todo o sistema de gest\u00e3o e planejamento para o novo sistema \u2013 era uma responsabilidade imensa e fizemos tudo com o maior cuidado pois poderia haver um impacto grande na folha de pagamento dos empregados. O projeto envolvia todas as unidades do Brasil, mas iniciamos com Porto Alegre, Cachoeirinha e Gravata\u00ed. Contava com uma equipe enxuta que envolvia um representante do RH de cada uma das localidades. Depois de muita prepara\u00e7\u00e3o, come\u00e7amos o projeto em 1995 e foi conclu\u00eddo com sucesso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>No ano seguinte, 1996, o mesmo processo foi implementado nas demais f\u00e1bricas da Dana no Brasil \u2013 mais notadamente, S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1. \u201cMinha vida, ent\u00e3o, era viajar, porque era um projeto bastante delicado, que requeria muito envolvimento\u201d, conta. Depois de mais uma vez vencer o desafio imposto, j\u00e1 em Porto Alegre, no time do RH da Corpora\u00e7\u00e3o que era respons\u00e1vel pela pol\u00edtica de benef\u00edcios e de cargos e sal\u00e1rios. At\u00e9 que, em 2000, uma nova virada: Borba foi convidado \u00e0 se transferir para a f\u00e1brica de Gravata\u00ed como Coordenador de Recursos Humanos sendo respons\u00e1vel pelos processos do RH Suporte e Seguran\u00e7a Patrimonial.<\/p>\n<p>O desafio era imenso \u2013 a f\u00e1brica era a maior da Dana no Brasil e Borba a assumiu em um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o bastante intenso \u2013 e tamb\u00e9m de crescimento. \u201cClaro que encontrei alguma resist\u00eancia, \u00e9 natural pois as pessoas n\u00e3o me conheciam, mas aos poucos tudo foi se acertando quando viram que trabalh\u00e1vamos pelo mesmo bem comum: o crescimento da Dana\u201d.<\/p>\n<p>Em 2005, por uma decis\u00e3o global da Dana, decidiu-se que a parte transacional de Recursos Humanos seria terceirizada. \u201cCome\u00e7amos, ent\u00e3o, o mapeamento destes processos junto \u00e0 IBM e fui convidado para ser coordenador num projeto que durou 2 anos e 3 meses. Eu respondia para a IBM e para a Dana tamb\u00e9m\u201d, explica. Com a chegada do Chapter 11, o projeto foi colocado em standby e Borba retornaria como l\u00edder de gest\u00e3o dos processos do RH Suporte, Folha de pagamento e Seguran\u00e7a Patrimonial para todas as unidades da Dana no Brasil<\/p>\n<p>Em 2015 assumiu como Gerente de Recursos Humanos do Brasil acumulando tamb\u00e9m os processos de Rela\u00e7\u00f5es Sindicais e Medicina do Trabalho.<\/p>\n<p>Borba liderava um \u201cdream team\u201d que era, como ele, motivado por desafios. \u201cA Dana sempre foi uma escola, um desejo de muita gente, quem estava fora dela queria trabalhar ali e sab\u00edamos da import\u00e2ncia de fazer nosso trabalho da melhor maneira \u2013 constru\u00edmos uma trajet\u00f3ria muito bacana juntos\u201d, resume. E, depois de 43 anos e 4 meses de muita dedica\u00e7\u00e3o, era a hora de se aposentar \u2013 mas n\u00e3o sem antes passar por um \u00faltimo grande desafio: a adapta\u00e7\u00e3o da empresa aos protocolos de seguran\u00e7a e preven\u00e7\u00e3o da COVID-19, que assolou o mundo todo. \u201cEra tudo muito desconhecido, um desafio imenso para todos n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>E o que ficou de todos estes anos de Dana? \u201cMuita gratid\u00e3o. Vivi uma vida inteira dentro da Dana, constru\u00ed muitas coisas, tive um imenso aprendizado e uma troca rec\u00edproca! N\u00e3o me arrependo de nada do que fiz e tive a sensa\u00e7\u00e3o de que cada um ali dava o seu melhor pela empresa\u201d, conclui.<\/p>\n<p>Hoje, Borba e sua esposa Nara curtem a companhia dos filhos e o xod\u00f3 Vitt\u00f3rio, o netinho de 3 anos, adoram viajar e curtir as praias de Santa Catarina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma hist\u00f3ria de 43 anos de muito trabalho marca a trajet\u00f3ria profissional de Borba na Dana, que come\u00e7ou essa longa carreira na empresa trabalhando como office-boy na Unidade de Cachoeirinha.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":53750,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"class_list":["post-53746","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-veteranos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53746"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53746\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54818,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53746\/revisions\/54818"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53750"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}