{"id":53726,"date":"2022-10-26T18:23:17","date_gmt":"2022-10-26T21:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/?p=53726"},"modified":"2024-01-31T19:09:31","modified_gmt":"2024-01-31T22:09:31","slug":"jorge-cerveira-schertel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/jorge-cerveira-schertel\/","title":{"rendered":"Jorge Cerveira Schertel"},"content":{"rendered":"<h2>Jorge Schertel<\/h2>\n<blockquote><p><strong>Fez hist\u00f3ria no mercado de reposi\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou na Dana, passou por diversas \u00e1reas at\u00e9 chegar na antiga DVR e foi muito al\u00e9m.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Sua carreira de mais de 30 anos dentro da Dana iniciou em 23 de agosto de 1971 depois de uma conex\u00e3o feita no tradicional Clube Jangadeiros de Porto Alegre. \u201cEu era velejador do Jangadeiros e entrei na PUC para estudar Administra\u00e7\u00e3o de Empresas. Na \u00e9poca, Jos\u00e9 Carlos Bohrer e Ennio Moura Valle, executivos da Albarus, tamb\u00e9m ocupavam posi\u00e7\u00f5es de destaque no clube e fui conversar com eles,\u201d nos conta. A iniciativa do jovem rendeu a oportunidade de um est\u00e1gio na Albarus em Porto Alegre, na rua Joaquim Silveira, regi\u00e3o norte da cidade.<\/p>\n<p>Jorge come\u00e7ou no Departamento de Acionistas no in\u00edcio de sua carreira na Albarus e 2 anos depois, foi promovido \u00e0 posi\u00e7\u00e3o de gerente do Departamento de Custos. \u201cFoi um in\u00edcio de muito trabalho e dedica\u00e7\u00e3o at\u00e9 que, em 1979, fui promovido a Controller. Eu convertia os resultados da empresa para d\u00f3lar e isso era feito \u00e0 m\u00e3o\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Cerca de 1 ano depois, Jorge foi fazer um programa de est\u00e1gio em v\u00e1rias unidades da empresa nos Estados Unidos. \u201cMorei em Fort Wayne (Indiana), onde faz\u00edamos os Eixos Diferenciais, e em Toledo (Ohio) onde era a sede da Dana\u201d.<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, estavam aparecendo nos Estados Unidos, os primeiros \u201cmicrocomputadores pessoais\u201d. Jorge se interessou pelo assunto e comprou um rec\u00e9m-lan\u00e7ado computador pessoal: o Osborne 1, que tinha uma tela de 5 polegadas! Usava disquetes e a capacidade de c\u00e1lculos e mem\u00f3ria eram limitados quando comparado com os dias de hoje, mas naquela \u00e9poca foi um marco tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Jorge retornou ao Brasil como Gerente de Sistemas para liderar a implementa\u00e7\u00e3o do novo sistema de gest\u00e3o de manufatura da IBM na empresa. \u201cImplantamos o COPICS, um sistema de MRP, uma tecnologia que trouxe um momento disruptivo na empresa\u201d, diz. O MRP \u00e9 um sistema de planejamento e c\u00e1lculos utilizados para controlar as quantidades de todos os componentes necess\u00e1rios para manufatura. \u201cHoje, existem sistemas muito mais modernos, como o SAP, Oracle etc., mas o COPICS foi o in\u00edcio e foi implantado gra\u00e7as ao envolvimento e dedica\u00e7\u00e3o de uma equipe multidisciplinar de colaboradores fant\u00e1stica (vendas, manufatura, engenharia, contabilidade, recursos humanos\u2026)\u201d, lembra.<\/p>\n<p>Em 1985 Jorge foi convidado para trabalhar no Mercado de Reposi\u00e7\u00e3o por Victor Pinto Vieira, que liderava o time de Vendas deste mercado. Tivemos que mudar para S\u00e3o Paulo, onde estava a maioria dos clientes. \u201cLembro de pegar um mapa da cidade e come\u00e7ar a pesquisar um lugar para morar e, por sugest\u00e3o do Paulo Regner, o ideal seria pr\u00f3ximo ao aeroporto de Congonhas\u201d, trazendo mobilidade para os deslocamentos \u2013 sempre uma quest\u00e3o importante em S\u00e3o Paulo. A adapta\u00e7\u00e3o \u2013 como toda mudan\u00e7a de cidade \u2013 para S\u00e3o Paulo foi complicada no in\u00edcio \u2013 Jorge e sua esposa Sagi j\u00e1 tinham seus 2 filhos nessa \u00e9poca \u2013 Andr\u00e9 tinha 5 anos e Felipe tinha 2.<\/p>\n<p>Como parte do seu desenvolvimento profissional e pessoal e para ter experi\u00eancia no mercado da Reposi\u00e7\u00e3o, passou a trabalhar na Pellegrino, tradicional distribuidora de autope\u00e7as do mercado, grande cliente e que tamb\u00e9m era uma empresa da Dana-Albarus. Chegou a posi\u00e7\u00e3o de Vice-presidente. \u201cAcabei ficando por 7 anos na Pelegrino, antes de retornar para a Dana\u201d.\u201cFoi uma \u00e9poca maravilhosa, de muito aprendizado e, em que fiz bastante amizade no mercado, distribuidores (futuros clientes) e fabricantes de autope\u00e7as. Fa\u00e7o quest\u00e3o de lembrar que meu per\u00edodo na Pellegrino foi uma grande escola, onde aprendi muito sobre Reposi\u00e7\u00e3o\u201d afirma.<\/p>\n<p>Em 1992, Jorge retorna \u00e0 Dana onde assume lideran\u00e7a da Area de Reposi\u00e7\u00e3o. Nesse per\u00edodo, a Dana global come\u00e7ou a dar mais foco ao mercado de Reposi\u00e7\u00e3o (Aftermarket). A partir da\u00ed, \u201co meu sonho passou a ser, ajudar a Dana Brasil a crescer e se tornar um l\u00edder no mercado de Aftermarket brasileiro\u201d, explica.<\/p>\n<p>Jorge conta que, quando ainda estava na Pellegrino, \u201cse apaixonou\u201d pela Nakata, uma fabricante de autope\u00e7as para o mercado de Reposi\u00e7\u00e3o. No final dos anos 1990, como parte dos movimentos de crescimento da Dana, a tradicional empresa familiar foi comprada. Jorge conta que participou das primeiras conversas com os representantes da fam\u00edlia, especialmente o sr. Hitiro Nakata. \u201cLembro tamb\u00e9m da aquisi\u00e7\u00e3o da Echlin em 1998, e, nessa \u00e9poca devido a import\u00e2ncia e ao crescimento da \u00e1rea, a Reposi\u00e7\u00e3o da Dana Brasil passou a reportar diretamente aos Estados Unidos\u201d, relata.<\/p>\n<p>Outro movimento marcante aconteceu em 2004, quando a Dana mudou seu posicionamento em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de Reposi\u00e7\u00e3o e vendeu estas opera\u00e7\u00f5es globais de Aftermaket para um fundo de investimentos. Uma nova empresa independente foi estabelecida e a venda, promo\u00e7\u00e3o e suporte dos produtos da marca Spicer passou a ser feita por essa empresa, tendo Jorge como l\u00edder de um grande time, tanto em n\u00famero de pessoas, como em conhecimento de produto e mercado. Como parte deste movimento, foram vendidas a f\u00e1brica de amortecedores em Diadema e a marca Nakata. \u201cContinuamos vendendo os produtos de reposi\u00e7\u00e3o da Dana \u2013 mas, dessa vez, como clientes\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em 2015, como parte de um movimento global dos acionistas acontece um novo movimento de venda da empresa. Jorge, em conjunto com 5 grandes clientes (distribuidores), compraram as opera\u00e7\u00f5es no Brasil. \u201cAdotamos a marca Nakata tamb\u00e9m para o nome da empresa, iniciando um novo ciclo de crescimento, sedimentando a marca e empresa como uma das for\u00e7as no mercado de Reposi\u00e7\u00e3o brasileiro.\u201d Esta posi\u00e7\u00e3o de destaque rendeu uma nova e importante p\u00e1gina na hist\u00f3ria da empresa em 2020, quando a Fras-le, tradicional fabricante de freios do grupo Randon, compra a empresa, coroando o trabalho de todos e iniciando um novo cap\u00edtulo. Jorge seguiu na empresa at\u00e9 a transi\u00e7\u00e3o ser conclu\u00edda em dezembro de 2021.<\/p>\n<p>Jorge e a esposa Sagi, com quem \u00e9 casado h\u00e1 44 anos, moram em S\u00e3o Paulo e ele trabalha no escrit\u00f3rio que montou perto de casa. Conta que adora visitar os netos Helena, de 5 anos, Laurinha, de 1, que moram em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e Gabriel, de 11 anos, e Daniel, de 6, que moram em Melbourne, na Austr\u00e1lia. Al\u00e9m de visitar os netos, viajar, velejar e pescar na regi\u00e3o do Pantanal, sempre que pode, s\u00e3o seus prazeres.<\/p>\n<p>Dos seus 33 anos de Dana, fica a sensa\u00e7\u00e3o de ter constru\u00eddo com os colegas um verdadeiro legado. \u201cA empresa sempre teve princ\u00edpios e valores muito s\u00f3lidos, moral e boas pr\u00e1ticas \u2013 unidos, estes fatores fazem diferen\u00e7a na companhia como um todo. Sempre falo que cheguei aonde cheguei em minha carreira, devido a colabora\u00e7\u00e3o das pessoas com que trabalhei. Ao longo dos anos, a Dana se tornou uma das empresas mais cobi\u00e7adas do mercado para se trabalhar e tenho orgulho por tantos anos de carreira, fomentando esses valores e solidificando-os atrav\u00e9s de dedica\u00e7\u00e3o, humildade e muito trabalho\u201d, diz.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conversar com Jorge Schertel sobre sua carreira nos d\u00e1 a oportunidade de revisitar alguns dos grandes acontecimentos na ind\u00fastria de reposi\u00e7\u00e3o automotiva brasileira nos \u00faltimos 50 anos, conhecendo mais sobre os movimentos da Albarus e depois da Dana.<\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":53728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"class_list":["post-53726","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-veteranos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53726","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53726"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53726\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54791,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53726\/revisions\/54791"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/media\/53728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53726"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/veteranos\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53726"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}