Zeno Vladimir

das Chagas Silva

Foi uma vida toda dedicada a trabalhar no chão de fábrica – só na Dana, Zeno ficou 27 anos – e o sentimento é um só: de gratidão. “É emocionante saber que a empresa ainda lembra de mim”.

Zeno nasceu em Alegrete, cidade que fica a 492 km de Porto Alegre e é famosa por ser o berço do tradicionalismo gaúcho. Depois de servir o Exército, o jovem Zeno mudou-se para Porto Alegre a fim de perseguir uma vida melhor. Trabalhou em produção em outras empresas antes de entrar na Dana – a Zivi e a Taurus – mas tem um carinho especial pela empresa de Gravataí onde se aposentaria.

Mesmo morando em Porto Alegre, Zeno se interessou por um anúncio da Albarus – depois de 8 meses desempregado e com filhos, ele resolveu abrir as possibilidades para trabalhar na Região Metropolitana. “Trabalhei toda a vida como lubrificador e, quando li o anúncio no jornal, não pensei duas vezes e fui participar do processo seletivo – quem me entrevistou foi a Maria Cida Fortes, lembro até hoje”, diz. Zeno foi aprovado e começou a trabalhar na empresa em 1992.

Zeno começou sua carreira na lubrificação da Manutenção do Cardan, setor onde permaneceria por 12 anos, até a terceirização deste serviço. O começo não foi fácil e o trabalho era totalmente diferente do que ele já tinha feito em outras empresas. “Era tudo muito diferente, mas a Dana foi uma grande escola pra mim, e foi me dando muitas oportunidades para crescer e aprender cada vez mais – sou muito grato porque a empresa sempre se preocupou com o fator humano, o operador que estava por trás da máquina”, afirma. Zeno já fez amigos dentro da linha e diz que isso foi indispensável para sua história dentro da empresa. Ele sempre jogou futebol e também frequentava  os eventos do Departamento de Tradições Gaúchas da empresa – além de ser o assador oficial dos churrascos do Cardan.

Depois da terceirização da Manutenção, Zeno foi realocado para trabalhar diretamente na Produção, mais precisamente nos Terminais. “Foi outro grande aprendizado pra mim, tive que aprender a operar as máquinas e estar diretamente no chão de fábrica me fez ter uma outra visão sobre os processos, mais abrangente e global. Trabalhei um bom tempo operando a brochadeira 711, onde o processo de manufatura começa depois que a peça chega forjada para receber o semi-furo”, diz.

Zeno lembra que fazia muita hora extra nos feriados e finais de semana, sempre com a motivação de dar uma vida confortável aos filhos Hudson e Rodrigo (os 2 trabalharam na Dana e Hudson está lá até hoje, na Linha de Terminais). “Para o bom operador, não tem essa de ‘tempo ruim’, nós trabalhamos onde a empresa precisa de nós e com alegria e um ambiente bom ao redor, todos os desafios ficam mais fáceis de superar”, ensina. Aos mais novos, Zeno dá um conselho: “sejam solidários, sejam empáticos – quando olhamos pro lado, vemos que não temos problemas e que ajudar os outros é a melhor coisa da vida. Tenho muita gratidão ao Antônio Carlos Santarém e ao Paulo César Aguiar, pessoas que sempre nos incentivaram a ajudar os colegas que precisavam e organizar ações solidárias para o Dia das Crianças, por exemplo”, afirma.

Depois de trabalhar nos Terminais, Zeno foi realocado na área de Preset, onde ficou por 8 anos. “Essa é uma área de muita pressão, a fábrica nunca pode parar e era uma época em que estávamos produzindo muito no Cardan. Éramos responsáveis pelo plano de trabalho dos operadores e também por sua distribuição pelas linhas – além da calibragem. Foi outra época de grande aprendizado”, explica.

Em 2015, Zeno se aposentou e, em maio de 2018, saiu da empresa “quando já estava na hora de parar pra aproveitar um pouco a vida”. Com os dois filhos já criados, Zeno se sentiu pronto para descansar um pouco – mas faz questão de ir à academia todos os dias. Zeno gosta de reunir a família em casa para churrascos e samba, adora viajar para o Rio de Janeiro ou Santa Catarina e também ir aos jogos do seu time do coração, o Internacional. O xodó de Zeno são seus dois netos, Theo, de 4 anos e Laura, de 1.

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“A Dana foi uma grande escola pra mim, e foi me dando muitas oportunidades para crescer e aprender cada vez mais – sou muito grato porque a empresa sempre se preocupou com o fator humano, o operador que estava por trás da máquina”.

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