Wolf Zwick

Wolf

Zwick

Wolf Zwick marcou a trajetória da Albarus de uma maneira difícil de quantificar e precisar em palavras. Ao todo, foram 50 anos de dedicação à empresa e, apesar de não estar mais entre nós, difícil é encontrar algum albariano que não mencione seu nome como referência.

In memoriam ✩ 29/11/21 ✝ 20-07-2011

Wolf iniciou sua parceria com Ricardo Bruno Albarus em 27 de janeiro de 1940, quando tinha apenas 18 anos. Ele recordou este início em entrevista ao jornal O Pinhão, informativo da Dana, na década de 90: “comecei a trabalhar com o Bruno Albarus na Lindau, que fazia munição para pistolas e metralhadoras para o Exército”, relatou. Wolf permaneceu por 10 anos trabalhando lá, até os dois sócios se separarem e seguirem rumos diferentes.

Wolf, então, seguiu Ricardo Bruno Albarus e começou a trabalhar na sua recém-fundada empresa em 8 de maio de 1950, como torneiro mecânico, função que exerceu até 1955. Sua responsabilidade e comprometimento fizeram Wolf crescer rapidamente dentro da empresa – em 1955 já seria nomeado Chefe de Fábrica.

Daquele início de Albarus, Wolf se lembrava com precisão. “Começamos fazendo fechaduras, dobradiças, consertos de motores. Depois veio a ideia de fazermos cruzetas. Foi uma briga. Não tínhamos experiência, máquinas, tecnologia nenhuma”, disse ao informativo da Dana, O Pinhão. Para ele, a história da Albarus começou a mudar após a associação com a Dana, que aconteceu por intermédio da Ford.

O crescimento da empresa começou a acelerar de tal forma que a sede na Av. Paraíba começou a ficar pequena, então a empresa alugou um prédio na Câncio Gomes, depois outro na Benjamin Constant, até adquirir um terreno na Joaquim Silveira. “Nessa época eu era responsável pela Forjaria. O problema era que a Forjaria só podia funcionar 16 horas por dia e não tinha permissão para trabalhar à noite por causa do barulho, então tivemos que levá-la para Gravataí”, contou.

Até 1961, Wolf ocupou o cargo de chefe de fábrica – foi quando a companhia decidiu que tinha planos maiores ainda para ele. “A pedido da Albarus, fui trabalhar como superintendente de fabricação em uma empresa que foi fundada para fazer embreagens, a Samesul. Fiquei lá até 1966”, relatou.

Em 18 de julho de 1966, Wolf retornaria para a Albarus como supervisor, ficando nesta função até 31 de agosto de 1971. Foi então que ele foi promovido a chefe de departamento, permanecendo até 1981. De 81 até 91, ele trabalhou como chefe do Departamento de Assistência Técnica.

Após a aposentadoria, Wolf mudou-se para Taquara, onde morou por muitos anos junto da companheira de toda uma vida, Hella, e da filha, Ellen. Vivia uma vida simples, cuidando de sua chácara, horta e tudo o que dizia respeito à vida do campo. “Há mais de 10 anos, viajei para o Japão para comprar máquinas para a fábrica e fiquei dois meses por lá. Seis dias depois da minha partida, o chacreiro que cuidava daqui pediu demissão e minha esposa não encontrava alguém para continuar tomando conta de tudo. Resultado: quando eu voltei minha esposa e a minha filha já estavam morando aqui. Desde então moro aqui com a minha esposa e acredito que este local é um prolongamento da vida. Cultivamos frutas, verduras, legumes, mel, peixes, temos água de poço, ovos e também temos uma criação de cabras. A criação começou com seis e agora já estamos com 17 cabeças”, disse ao jornal O Pinhão.

Mas sua experiência de muitos anos na indústria automotiva seguia impulsionando-o adiante: Wolf, após se aposentar, abriu uma empresa que prestava assistência técnica para outras empresas. Nessa época, desenvolveu trabalhos para Micheletto, Jackwal, Zivi e GKN. “Indico soluções para problemas que podem ser tanto na parte técnica como na parte organizacional. Estou vivendo várias realidades diferentes com objetivos e desafios diferentes”, afirmou, na época.

Hoje em dia, é muito difícil um profissional permanecer por 10 anos numa empresa – o que dirá mais de quarenta, como foi o caso deste pioneiro. Perguntado sobre qual mensagem deixaria àqueles que estão construindo o presente e o futuro da Dana, Wolf foi enfático para O Pinhão: “Tenham persistência, modéstia e amor à profissão”.

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Perguntado sobre qual mensagem deixaria àqueles que estão construindo o presente e o futuro da Dana, Wolf foi enfático para O Pinhão: “Tenham persistência, modéstia e amor à profissão”.

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