Vilso

De Souza e Silva

Mais de 15 anos de trabalho árduo, muita amizade e uma “fama” interessante entre os colegas! 

Natural de São Jerônimo, cidade que fica a 70 quilômetros da capital Porto Alegre, Vilso mudou-se do interior para um centro maior com o intuito de buscar uma vida melhor. Mesmo morando perto de Charqueadas, sabia que as melhores oportunidades estariam perto da capital dos gaúchos e foi para esses lados que rumou ainda jovem.

Em 1994, Vilso inscreveu-se em uma agência que buscava empregos temporários – e, quando veio a oportunidade de fazer uma ficha na Albarus, não pensou duas vezes. “Meus irmãos e outros familiares já haviam feito este tipo de transição para trabalhar em fábrica e abracei a oportunidade com muita garra”, diz. A vaga era na Divisão de Anéis, mais especificamente dentro da Fundição, onde atuou por 2 meses. O que ele jamais imaginaria, na época, é que a “experiência” de apenas 2 meses tornaria-se uma carreira de 15 anos!

Depois disso, em 1995, Vilso foi designado para trabalhar na Usinagem, departamento em que atuou durante cerca de 6 meses, até a divisão ser vendida para a Argentina. “Mais tarde, o pessoal da fábrica, sempre muito brincalhão, me dizia que, onde eu ia trabalhar, a fábrica ou se mudava ou era vendida”, conta ele, aos risos.

Seu próximo desafio profissional dentro da Dana foi na Embreagem da Divisão de Cardans, onde trabalhou como Operador de Máquina, Operador de Fresa e Operador de Prensa durante 3 anos de sua carreira. “Aprendi muito nessa época e atuei em funções até então desconhecidas pra mim, o que foi muito enriquecedor profissionalmente”, afirma. Vilso trabalhou ali até este departamento ser transferido para a Unidade da Dana em Sorocaba – “lá ia eu com a minha fama de fazer isso com as fábricas onde trabalhava de novo”, ri ele.

Foi então que, a convite do também Jubilado da Dana Valmir Nunes, Vilso começou um novo desafio: dessa vez, iria trabalhar na fábrica da Dana de Eixos Fora-de-Estrada em Cachoeirinha junto de Valmir – acabou ficando lá por 2 anos e 3 meses. Em 2001, a Dana vendeu a fábrica de Cachoeirinha para a Parks e Vilso teria um novo desafio. “O que não comentei é que, durante todos esses anos, fui fazendo cursos e mais cursos e aprendendo e me especializando bastante – além da experiência prática que fui adquirindo em todos estes anos trocando de função e de processo produtivo”, diz.

Outra coisa que ele foi colecionando ao longo de seus anos de Dana foram fortes amizades. “Sempre joguei futebol, então, era uma boa forma de ter um bom relacionamento com os colegas, participando dos campeonatos e partidas internas. Sempre tive muito interesse no Departamento de Tradições Gaúchas também, outra excelente forma de confraternizar e manter nossa cultura viva”, afirma.

Depois que a fábrica foi vendida em Cachoeirinha, Vilso voltou a Gravataí para trabalhar na fábrica de Transmissões até a hora de completar seu tempo de trabalho para a aposentadoria vindoura, que já estava em seus planos. “Eu gostei de todos os departamentos e fábricas, tive excelente integração com meus colegas e também com a chefia e aprendi muito com todos. Ás vezes, ainda sonho que estou trabalhando enquanto durmo – tudo valeu a pena, foi um aprendizado muito grande e eu sou muito grato à Dana por tudo”, conclui.

Em 2009, ele deu entrada na aposentadoria e assim, conseguiu curtir a vida e a família depois de tantos anos trabalhando – antes da Dana, ele esteve em outras grandes empresas como a Gerdau e a MIneração Copel, onde somou mais de 16 anos de manufatura, trabalhando de sol a sol. Agora, seria a hora de aproveitar a família.

Casado com Ângela Maria Leal Silva há 34 anos, ele é pai de Anderson, de 30 anos e de Nicolas, de 27. Hoje, gosta muito de pescar e de viajar com a esposa – já esteve no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Uruguai, Argentina e Chile – e está aguardando a pandemia passar para retormar seus planos de viagem! Enquanto isso não acontece, ele pesca com seu barco na Ilha da Pintada – e ele é pescador profissional com barco inclusive registrado na Marinha!

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“Eu gostei de todos os departamentos e fábricas, tive excelente integração com meus colegas e também com a chefia e aprendi muito com todos. Ás vezes, ainda sonho que estou trabalhando enquanto durmo – tudo valeu a pena, foi um aprendizado muito grande e eu sou muito grato à Dana por tudo”.

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