Valmir José

Alexandre

Ele trabalhou como mecânico durante 41 anos na Dana e acompanhou diversos momentos da história da empresa e grandes mudanças tecnológicas. Hoje, se sente agradecido e realizado com tudo o que viveu.

Valmir começou sua carreira de 41 anos na antiga Albarus como mecânico em 1962. “Eu entrei na empresa através de um colega que morava na mesma rua que eu, no bairro Sarandi, e me avisou que a Albarus estava precisando de um mecânico”, afirma. Como Valmir era formado em Mecânica pelo SENAI, foi contratado logo mas trabalhou durante apenas 3 anos na empresa. Nessa época, o país uma crise que prejudicou a Albarus e ele foi demitido.

A boa nova é que, apenas 3 anos depois, foi contratado novamente. “O pessoal da Manutenção me chamou de volta quando precisou de mecânico – eu conhecia o serviço e adorava a Albarus. Eu estava trabalhando no Staiger há 2 meses e fui chamado na Albarus no mesmo dia em que meus chefes da Staiger queriam me dar um aumento. Eles ficaram surpresos porque, em vez de falar comigo sobre meu aumento, eu estava indo pedir as contas”, conta, aos risos.

Em 1965, quando voltou, foi contratado para trabalhar novamente como mecânico. “Eu trabalhava com o Luis Carlos Oliveira, o José Nobre, o João Carlos Esquivel, o Telmo Oliveira e, logo, desenvolvemos uma grande amizade – periodicamente, fazíamos jantares com as esposas e até hoje permanecemos muito amigos”, diz. Valmir conta que, depois desse período inicial como mecânico, foi chamado a trabalhar na Reforma de Máquinas com o engenheiro José Domingos Miotti.

Valmir diz que foi uma época muito boa em sua carreira – o setor era novo na empresa e ele dedicou-se ao máximo para que a iniciativa fosse um sucesso. “Quando meu chefe, o engenheiro Miotti, foi promovido a outro cargo, quem assumiu foi o Paulo Matzenbacher. Nesse tempo, eu já era Encarregado”, diz.

Quando foi trabalhar em Gravataí, em 1979, Valmir voltou a atuar como mecânico – Paulo Matzenbacher precisava de alguém que trabalhasse nessa posição para ajudá-lo na Reforma de Máquinas recém-transferida para a novíssima fábrica da Albarus. “Fiquei um bom tempo nisso e, depois, passei a trabalhar na Manutenção da Divisão de Cardans, também como mecânico”, diz.

Na década de 80, Valmir lembra que a empresa começou a colocar em prática algumas mudanças estruturais dentro da fábrica, como a divisão de células e da manutenção. “Decidiu-se que seria melhor a Linha Leve ter uma equipe de manutenção dedicada somente a ela, assim como a Linha Pesada – dessa forma, os mecânicos ficavam experts naquelas máquinas em que atuavam”, explica. Valmir foi, então, encarregado da Manutenção da Linha Leve, junto com Constantino Papadopoulos.

Ele diz que essa foi uma época de muito trabalho e também de experiências recompensadoras. “Eu sempre chegava mais cedo, todos os dias, e percorria as máquinas do setor que eu tomava conta. Quando chegava na reunião matinal dos líderes de produção, já tinha uma noção do que eles iam me pedir de manutenção e reforma, então era bastante respeitado pelos colegas de empresa”, diz. Outra época de muito trabalho para Valmir era o período de férias da fábrica, quando ele tinha que ‘fazer chover’ para consertar o maquinário num prazo muito pequeno para que a fábrica não parasse. “Minha mãe, Dona Fernandina, dizia que eu devia levar uma cama pra Albarus e dormir lá, pra não perder tempo”, conta, aos risos.

Ele diz que tem saudades de tudo na empresa, especialmente das amizades, da união entre os colegas e das brincadeiras. “O pessoal do chão de fábrica é fogo, a rádio peão é a melhor ferramenta de comunicação da empresa”, brinca. “É muito respeito, muita dedicação, muito amor pela empresa – na Albarus, vivi coisas inesquecíveis. Ficou uma coisa boa no meu coração em função de todas as amizades que fiz lá dentro e tudo o que tenho agora conquistei trabalhando na empresa”.

Valmir saiu da empresa em 2003, quando aposentou-se. “Achei que era hora de descansar e, logo depois, precisei fazer uma cirurgia, então hoje levo uma vida bastante tranquila e procuro conviver muito com minha família”, diz. Casado com Eulália há 45 anos, ele tem 2 filhas, Fernanda e Marcela e diz que elas “só deram alegrias”, e 3 netos: Lorenzo, Pedro e Vitor. “Agora, minha vida é em torno deles: busco no colégio, levo nas atividades deles, adoramos tê-los aqui em casa”, conta.

Valmir José Alexandre

“É muito respeito, muita dedicação, muito amor pela empresa – na Albarus, vivi coisas inesquecíveis. Ficou uma coisa boa no meu coração em função de todas as amizades que fiz lá dentro e tudo o que tenho agora conquistei trabalhando na empresa”.