Sílvio

da Silva Bernardes

32 de trabalho que lhe renderam “uns duzentos apelidos” e muitas boas histórias para contar. Desde 1984 até 2015, Sílvio da Silva Bernardes trabalhou em vários setores diferentes da Dana, e encerrou sua carreira como Analista de Expedição sênior.

Antes da Albarus, Sílvio trabalhou por 10 anos na Companhia Geral das Indústrias- depois de uma grande crise, a unidade do Partenon foi transferida para Guaíba, e ele resolveu sair. Após um breve período na Aprel, em Cachoeirinha, ele percebeu que não conseguia se adaptar à empresa. “Um dia, precisávamos de operador de empilhadeira e contratei um novo, que disse que havia vindo da Albarus. Perguntei como era a companhia – naquela época, todo mundo queria trabalhar na Albarus – e ele me disse que era muito boa e que estavam precisando de alguém para o Almoxarifado”, relata. Sílvio não perdeu tempo: foi até a empresa e fez a ficha para a vaga. De volta à sua empresa, seguiu trabalhando normalmente.

Cerca de um mês depois, recebeu um telegrama da Albarus. “Já tinha até desistido, nem lembrava mais”, conta, aos risos. No dia seguinte, passou na empresa e falou com Sérgio Oliveira que, já de primeira, perguntou quando Sílvio começaria na Albarus. Ele, então, pediu uma semana para sair da Aprel e, na outra semana, começou a trabalhar. Sílvio iniciou sua carreira na empresa no dia 9 de julho de 1984.

Ele foi contratado para trabalhar no Almoxarifado, para atender às demandas da produção – mais especificamente, da montagem de semieixos. Seu chefe era o Sérgio Oliveira, e ele lembra que este início foi cheio de trabalho. “O que mais me chamou a atenção na Albarus é que nunca enfrentei escassez de recursos, ao contrário de outras empresas onde havia trabalhado. Tudo era organizado, planejado”, explica. Sílvio fazia de tudo no Almoxarifado – montar, separar, organizar material… “Lembro que minha esposa dizia que, mesmo no começo da minha carreira na Dana, que eu tinha me casado com a empresa – e assim foi”, lembra, sorrindo.

Sílvio ficou 10 anos trabalhando no Almoxarifado. “Fizemos o Almoxarifado verticalizado, em 1988, foi um baita projeto, é uma das coisas que eu mais me orgulho da minha história na empresa”, diz. Dentro do Almoxarifado, trabalhou como Encarregado, cuidando de logística, das empilhadeiras, do pagamento de materiais e também das solicitações de compras do material geral não-produtivo. Sílvio lembra que eram outros tempos – as notas eram escritas manualmente no recebimento – e, todos os dias, escrevia-se cerca de 200 notas à mão. “Todas as notas de entrada eram feitas ‘na caneta’, e o nosso grupo de PROMECON desenvolveu a emissão da nota de entrada de materiais via sistema (na época os IBM), chamada de NESM, para facilitar bastante o processo”, esclarece.

Sílvio conta que, naquela época, a Expedição não tinha um controle tão específico do que era produzido em cada turno e também do que entrava dentro da Expedição. “Ás vezes, os chefes de produção não conseguiam entregar a produção que prometiam para um dia e ficavam até mais tarde trabalhando – isso nos prejudicava pois montávamos os caminhões que saíam da fábrica de acordo com a produção prevista”, explica. Nessa época, começou a surgir a necessidade de melhorar este sistema de controles. “Fui, então, convidado a trabalhar na Expedição para informatizar a NEP – a Nota de Entrega de Material – e foi uma melhoria bem importante pro setor”, relata.

Sílvio permaneceu por mais quatro anos neste setor e, depois, foi chamado para trabalhar no Planejamento e Controle de Produção, para cuidar do recebimento dos pedidos eletrônicos, e também verificar se a fábrica tinha capacidade, material e tempo hábil para executá-los. Ele também analisava tudo o que tinha que ser embarcado e montava as cargas de caminhão para que saíssem para os clientes. “Hoje é diferente, é muito mais fácil, mas na época, a carga era fechada, por isso, tínhamos que otimizar a maior quantidade de pedidos para economizar no frete”, afirma. No PCP, Sílvio ficou mais 5 anos.

Logo chegaria a época da divisão entre GKN e Dana, e Sílvio diz que não sentiu a transição de maneira violenta. “Eu sempre trabalhei em Porto Alegre, então, pra mim foi tranquilo porque as pessoas eram as mesmas”, ri. Na continuação de sua carreira na GKN, ainda trabalharia na área de Embalagens e Logística e também na Expedição. Aposentou-se em fevereiro de 2015, e ainda está em fase de adaptação depois de tanto trabalho. “Mas semana que vem estou indo pro Atacama, no Chile, de moto – adoro estes passeios e dirigir 7000 quilômetros sozinho é uma coisa que me faz muito bem”. Sílvio é casado com Eny há 30 anos, que sempre entendeu sua “paixão” pela Dana.

Sílvio se diz agradecido por todos estes anos de empresa. “Não tenho nada a reclamar, sempre tive ótimo relacionamento com meus colegas e chefes, fiz muito mais que amigos dentro da empresa. E ganhei uns duzentos apelidos: Gibão, Cachorro, cada coisa!”, ri. “Agradeço demais à Dana – foi um caminho que deu muito certo e tudo o que tenho, devo a esta grande empresa, e os amigos que fiz ali valem mais do que ouro”, conclui.

Sílvio da Silva Bernardes

“Agradeço demais à Dana – foi um caminho que deu muito certo e tudo o que tenho, devo a esta grande empresa, e os amigos que fiz ali valem mais do que ouro”.