Sérgio Augusto

Machado Soares

“Serjão”, como era mais conhecido na Dana, ficou por 37 anos na empresa e diz que a Dana “é a melhor empresa que existe, fiz toda a minha vida lá e aprendi demais”.

De origem humilde, Sérgio entrou na Albarus no dia 16 de março de 1972 por indicação de conhecidos. Tinha apenas 18 anos e começou na Usinagem de Cruzetas. “Eu nunca tinha visto fábrica, não tinha nem ideia do que era um Torno nem cruzeta, mas claro que abracei a oportunidade com todas as forças pois era de família muito humilde e minha mãe sempre me ensinou a trabalhar sem negar nada”, relata. Até hoje, ele lembra do número da cruzeta com que começou a trabalhar na Albarus: 0541. Durante 1 ano e meio, permaneceu nesta função, até ser chamado por Cláudio “Coxinha” Vasconcellos para atuar no Tratamento Térmico.

Sérgio lembra que foi uma época de muito trabalho e que o Tratamento Térmico ficava ao lado da Forjaria. Ali, ele começou operando a máquina Flux (onde se examina trincas e existe até hoje na Forjaria de Gravataí). “O Milton Olson Pinto era o Supervisor deste setor e era bastante exigente conosco – hoje, tenho muito respeito e amizade com ele”, diz. Durante 1 ano e meio, ele permaneceu nessa função.

Logo, foi trabalhar no Controle da Qualidade do Tratamento Térmico à convite do engenheiro Ritter. “Eu fazia o controle de temperaturas de forno, todas as análises… Que é o meu chão, é a única coisa que sei fazer”, brinca. “Tinha ali uma turma de pessoas mais velhas e entre elas, estava o Nelson Tegel, que tem 600 anos de Tratamento Térmico e me ensinou muita coisa, eram todos pessoas maravilhosas”, ri. O resultado? Sérgio se encontrou nesta área e trabalhou durante o restante da sua carreira no Controle de Qualidade do Tratamento Térmico.

Em 1988, Sérgio foi para o Departamento de Qualidade, onde trabalhou “emprestado” por uma necessidade de Alceu Albuquerque, gerente da fábrica nesta época. Ali, permaneceu por 3 anos, até que a empresa entrou numa crise e ele foi demitido, em 1991. Mas não durou muito. “Fui demitido em março porque a empresa estava num período difícil e readmitido em outubro, quando se recuperou. Fiquei muito feliz porque sempre fui apaixonado pela empresa”, relata. Sérgio diz que a sensação era de estar de volta para sua casa.

Ele voltou para o Tratamento Térmico, dentro do Controle de Qualidade. “Fiquei até 2000 na Divisão de Aneis trabalhando com o Jair Reis; depois trabalhei com Análises Químicas nesta fábrica, aprendi bastante nessa época”, relata. Sérgio atuava, então, na análise metalúrgica, no tratamento térmico e na análise química.

Em 2000, Sérgio foi chamado para trabalhar com José Losada na Divisão de Cardans. “Sempre digo que só não conheço na Dana é a Divisão de Eixos Fora-de-Estrada, a única fábrica em que não trabalhei. De resto, chego até hoje a sonhar com as análises metalúrgicas da Dana”, afirma.

Um pouco antes disso, Sérgio aposentou-se pela empresa, mas seguiu trabalhando até fevereiro de 2009, quando saiu da Dana de vez. “Eu já estava há 12 anos aposentado, tava na hora de parar. Os últimos 14 anos de empresa eu fiquei no Terceiro Turno, de noite, e chegou uma hora que tinha que descansar”, diz. Ele se emociona ao falar do grande amor que sente pela empresa onde trabalhou tantos anos de sua vida. “Pra mim, a Dana é única empresa que existe, sou muito grato a ela porque tudo o que tenho veio pra minha vida por causa do meu trabalho lá”, conclui.

Sérgio é pai de Fabiana, Rafael e Priscila – os dois primeiros já trabalharam na Dana – e avô de Natália, Júlia e Marcos Vinícius. Ele ainda trabalha: fez um curso de elétrica e nem pensa em parar tão cedo. “Sou um apaixonado pelo trabalho”, resume.

Sérgio Augusto Machado Soares

“Pra mim, a Dana é única empresa que existe, sou muito grato a ela porque tudo o que tenho veio pra minha vida por causa do meu trabalho lá”.