Rosalino

Olavo Alves

Na Dana, ele teve uma carreira de quase 33 anos e diz que, se pudesse, faria tudo exatamente igual. Como muitos albarianos, nasceu no interior e veio para a capital do Estado em busca de uma vida melhor. Em seu primeiro e único emprego, encontrou mais do que isso: a Dana, pra ele, é um referencial.

Rosalino nasceu na pequena Santana da Boa Vista, distrito hoje emancipado de Caçapava do Sul e trabalhava com os pais, na lavoura. Aos 21 anos, depois de servir ao Exército, seguiu o caminho de 2 primos que já moravam em Porto Alegre e veio pra cá. “Todos estávamos procurando emprego naquela época, e passamos em frente à fábrica que havia na rua Joaquim Silveira e nos impressionamos – entramos e fizemos ficha para trabalhar ali”, lembra.

Por incrível que pareça, no mesmo dia eles fizeram entrevista e Rosalino foi contratado como Auxiliar de Fábrica. “Quem me entrevistou foi o meu encarregado, que se chamava José, mas lembro também do Gastão Bangel e do Helmuth Baumgarten, já que comecei minha carreira na Forjaria”, diz. Rosalino foi contratado em 21 de setembro de 1976 e não demorou para ser promovido. “Eu nunca tive dificuldade de me adaptar à novos ambientes e tarefas, e logo fui trabalhar nos fornos a óleo”, afirma.

Rosalino diz que a fábrica era totalmente diferente do que é hoje, “muito mais rústica”, mas que uma coisa compensava tudo: o relacionamento com os colegas de trabalho. “Nunca houve diferenças entre nós, mesmo que tivéssemos cargos hierarquicamente diferentes: o relacionamento entre todos era de extrema união. Não éramos somente colegas de trabalho, éramos amigos”, afirma. Rosalino diz que esse é um dos ‘segredos’ do sucesso da Albarus e da Dana: “com um clima bom entre chefia e colaboradores, se produz muito mais e melhor!”.

Quando Rosalino foi promovido a Operador Multifuncional, ficou feliz demais com o reconhecimento. “Passei 2 anos observando os outros operadores e, no fim, acabei operando 80% das máquinas do meu setor. Isso garantiu a minha promoção”, diz. Rosalino ainda trabalhou como prenseiro, forjador e marteleiro – nesta época, a Forjaria ainda usava esta tecnologia, que foi abolida na década de 80.

No começo dos anos 80, ele conta que a fábrica foi transferida de Porto Alegre para Gravataí e ele ficou muito feliz – já morava em Cachoeirinha e demoraria menos tempo para chegar até o trabalho. “A fábrica recém tinha sido construída e tudo era novidade, foi um bom recomeço para todos nós”.

E, com os recomeços, vêm os desafios: Rosalino tinha estudado até a oitava série do Ensino Fundamental. Um dia, ele soube de uma promoção iminente na fábrica. Conversando o Harro Burmann, que era gerente da Forjaria nessa época, ouviu “mas tu precisas estudar para conseguir a vaga, que requer mais escolaridade”. Foi o incentivo que faltava: Rosalino trabalhava no segundo turno e, durante a manhã, ia para a escola todos os dias para concluir o Ensino Médio.

Quando se formou no Ensino Médio, veio a promoção: tornou-se Inspetor de Qualidade. “Sempre digo que a Dana é uma das melhores empresas pra se trabalhar – esse tipo de incentivo faz a diferença e te motiva a galgar posições melhores de uma forma muito bacana. Cresci eu, cresceu a empresa”, afirma.

No final de 1999, Rosalino conseguiu se aposentar pela empresa – a Dana foi seu primeiro e único emprego de carteira assinada – e seguiu trabalhando até 20 de março de 2009, quando saiu da empresa. Hoje, ele faz trabalho voluntário num grupo da igreja que frequenta, promovendo atividades para crianças em estado de risco em Cachoeirinha. É casado com Gertrudes há 35 anos e é pai de Angélica, Anderson e Ângela e avô de Ester e José Davi.

Rosalino Olavo Alves

“Sempre digo que a Dana é uma das melhores empresas pra se trabalhar – esse tipo de incentivo faz a diferença e te motiva a galgar posições melhores de uma forma muito bacana. Cresci eu, cresceu a empresa”.