Osmar

Maia da Silva Filho

Muito aprendizado, crescimento profissional, trabalho e conquistas em quase 37 anos de carreira na Dana.

Em 27 de julho de 1981, Osmar Maia (ou “Maia”, como era conhecido pelos colegas) foi contratado pela Dana. Ele tinha uma boa bagagem profissional depois de trabalhar na Indústria Micheletto, que fabricava parafusos e tornos mecânicos, e também era formado como Técnico Mecânico na Escola Parobé, uma das mais conceituadas de todo o Estado. Depois de sair da Micheletto, que fechou naquele ano, passou 1 mês e meio buscando uma nova oportunidade e resolveu fazer ficha na Albarus. “Eu tinha 20 anos nessa época e já era casado com a Cátia e, inclusive, era pai da Caroline, minha primeira filha. Eu saía de casa de manhã como se fosse trabalhar, pra não preocupar minha esposa e isso me emociona muito ao relembrar como foi difícil essa época… Fiz a ficha na Albarus mas não fui chamado de primeira, mas não desisti. Fiquei de olho no jornal e, quando apareceu vaga pra Engenharia de Produto Divisão de Cardans, me candidatei e fui entrevistado pelo Santoro e fui contratado como Projetista – o resto é história”, diz ele, sorrindo.

Motivado por desafios durante toda sua carreira, Osmar encontrou muitos deles dentro da Albarus. Na Engenharia de Produto da Divisão de Juntas Universais (a Divisão de Cardans de hoje em dia), Osmar se adaptou rapidamente. “Foi tranquilo esse início, eu já dominava essa parte porque tinha tido uma excelente formação na escola técnica e os colegas me receberam de braços abertos, o que ajudou muito – existia uma família ali dentro”, afirma.

Ele ficou trabalhando até 1988 como Projetista. Em 1986, foi criado o Departamento de Engenharia Avançada (na época mais conhecido como DEA), num investimento da empresa em algo novo e inédito – ideia capitaneada pelo engenheiro Paulo Nelson Regner. “Na época o pessoal brincava que era o Departamento dos Engenheiros Aposentados, mas era todo mundo muito jovem ali e foi uma época fascinante e de muito aprendizado, de conseguir olhar os processos como um todo com um time muito bacana”, lembra.

Iniciava assim, em 1986, a era do CAD/CAM, um sistema de manufatura assistida por computador extremamente avançado que revolucionou a indústria. “Acabou a prancheta e fomos trabalhar somente nesse sistema e, depois que aprendi, tive que ensinar mais de 100 pessoas a trabalharem com isso. Passei quase 2 anos escrevendo um manual em português para o sistema, dando suporte aos novatos e projetando os produtos, até 1988, trabalhei nisso”, diz.

Depois disso, em 1988, Osmar foi para Gravataí trabalhar em outro departamento, a Engenharia de Exportação, mais voltada para o lado comercial da empresa, fazendo cotações para as nossas plantas ao redor do mundo. Osmar também trabalhou na Programação de Produção – “nessa época também iniciou-se o que hoje seria os desenhos de processo, quando começamos a mapear com a engenharia de processos como os departamentos funcionavam…(mapeamento de processos) Muita coisa nasceu ali”, afirma.

Em 1990, Osmar foi transferido para Cachoeirinha, para a Racine Albarus Sistemas Hidráulicos, que mais tarde seria a Albarus Sistemas Hidráulicos, onde permaneceu por 7 anos de sua carreira como responsável pela área de sistemas CAD/CAM. “Compramos um novo sistema para a fábrica de Cachoeirinha e também assumi como Chefe de Sistemas Hidráulicos, cargo que ocupei até 1997 junto com o CAD. Uma época de muitas responsabilidades e aprendizados imensos”, disse. Outra grande conquista da época foi a certificação ISO9001, que começou a ser trabalhada dentro da Dana como um todo – e rendeu muito trabalho às lideranças de cada uma das fábricas. “Esse sistema de qualificação foi uma grande conquista, assim como a implantação de sistemas internos da empresa, como o Sistema Toyota de Produção, outra novidade destes tempos de empresa”, conta. Osmar fala também de uma grande onda de modernização na empresa a partir de 1995. “Essa época iniciou alguns anos antes mas se consolidou com força a partir desse ano e não parou mais, até a chegada do Sistema Dana, algo complexo e muito mais completo”.

Osmar destaca o grande incentivo que recebia da empresa no que diz respeito à treinamentos. “Todos os cursos que fiz na empresa me ajudaram nas transições da carreira, a chefiar pessoas, orientá-las da melhor forma… A Dana University era fantástica também e um baita diferencial da empresa. Fiquei 1 mês nos Estados Unidos em 2000 e aproveitei muito pra adquirir todo o conhecimento ao meu alcance”, afirma. E não pense que ele parou de estudar também fora da empresa: Osmar se formou em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e também é Pós-Graduado pela mesma universidade em Engenharia de Produção. Ele também tem MBA em Gestão Empresarial pela ESPM.

Depois dessa época em Cachoeirinha, ele foi realocado para o Departamento de Exportação, em Gravataí, onde posteriormente assumiria toda a Exportação daquela Divisão da empresa numa fase que durou de 2000 a 2003. “Trabalhávamos de forma diferente do que é hoje, com um outro processo. Meu chefe no começo desta etapa era o Erni Koppe, que estava morando na Alemanha nessa época”, relata. Mas logo um novo desafio esperava Osmar: ser Gerente de Programas, cargo que ocupou durante 4 anos e começou com o cliente Hillux, onde ele capitaneava equipes multifuncionais para trabalharem em projetos grandes e importantes da empresa. “Foi um imenso desafio, era uma área nova da empresa e quem me convidou a assumir o cargo foi o Júlio Oliveira. E também era muita responsabilidade, investimentos gigantescos e viagens para o Japão, Coréia do Sul, Alemanha, Itália, França, Inglaterra e África do Sul, além das viagens quase que semanais para Argentina”.

Depois do gerenciamento de projeto da Hillux, Osmar trabalhou também como gerente do programa da Amarok, a primeira pickup produzida pela Volkswagen, trabalho este que iniciou em 2008, rendeu 4 viagens à Alemanha, onde ficava a Volkswagen, e também à Argentina constantemente. “Nessa época, o Jader Hilzendeger na empresa, ele era o responsável pela Dana Brasil, me deu uma missão, ou seja, que eu fosse aprender sobre uma nova ferramenta de gerenciamento de processos chamado “Stage Gate” nos Estados Unidos e, posteriormente, para disseminar este conhecimento não somente para as engenharias de Gravataí, Diadema e Sorocaba, mas para Dana como um todo. A ideia era disseminar o uso deste novo processo de gerenciamento de programas em todas as áreas”, esclarece.

Em 2011, Osmar conta que houve a unificação de todas as Engenharias, seguindo uma diretriz da Dana e ele foi trabalhar na Qualidade de Processos de Engenharia, onde foi criado o sistema SSD (Solicitação de Serviço em Desenvolvimento), que rege o processo de produto de todas as engenharias e é utilizado até hoje na empresa. “A ideia era uniformizar todos os processos e isso tinha que casar com as certificações que já tínhamos, os procedimentos escritos… Ficamos praticamente 2 anos só trabalhando nisso. Foi algo de uma complexidade enorme”, conta.

Logo em seguida, Osmar foi trabalhar com planejamento de produto no Mercado de Reposição. Tínhamos uma parceria com a Affinia na época. “Marc Boadas era meu chefe nessa época e começamos a retomar a Reposição para a Dana. Após quase 2 anos, com uma nova chefia iniciamos um longo trabalho de planejamento estratégico que culminou com ida para a reposição de forma independente, assim houve um grande trabalho na criação da nova fase da reposição para Dana, definição de local, estrutura física e humana, logística, entrega, distribuidores, representantes…”. Terminado a criação da nova reposição, o Osmar começou a trabalhar como responsável por vendas do mercado OES (reposição montadoras), reposição do mercado Off-Highway, reposição para Dana Colômbia, assim como reposição para exportação, ou seja, com nossos representantes na Bolívia, Paraguai, Uruguai, México. “Esta nova reposição saiu praticamente do zero pois definimos detalhe a detalhe, passo a passo de tudo como iria funcionar, e virou um case de sucesso graças à uma equipe fantástica que trabalhou junto pra conquistar os melhores resultados neste mercado”, diz. “Tenha certeza que este é um pequeníssimo resumo deste longo período que estive a frente desta companhia, muitas outras coisas poderiam ter sido contadas, mas o que fica é a alegria pelas inúmeras vitórias, as quais eu vou sempre ter comigo. Sinto-me parte e responsável por diversas conquistas pra empresa – sinto saudades dos tempos antigos de Albarus e me sinto orgulhoso ao olhar pra essa potência que é a Dana hoje, que passou por tantas mudanças”.

Osmar saiu da Dana em julho de 2018, quando faltavam alguns dias para completar 37 anos de serviço. Hoje, dedica-se muito a ajudar a Igreja de Discípulos de Jesus, da qual faz parte com a família, pregar o evangelho e aproveita para curtir a vida junto dos seus. Casado há 40 anos com Cátia Usevicius Maia da Silva, tem 3 filhas Caroline, Gabriela e Manuela e 4 netos, João Gabriel, Fabiana, Ana Júlia e Elisa.

“Tenha certeza que este é um pequeníssimo resumo deste longo período que estive a frente desta companhia, muitas outras coisas poderiam ter sido contadas, mas o que fica é a alegria pelas inúmeras vitórias, as quais eu vou sempre ter comigo. Sinto-me parte e responsável por diversas conquistas pra empresa – sinto saudades dos tempos antigos de Albarus e me sinto orgulhoso ao olhar pra essa potência que é a Dana hoje, que passou por tantas mudanças”.

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