Oscar Luiz

Mattos Aranha

Foram 40 anos de dedicação e muito aprendizado e uma só certeza: tudo valeu a pena.

Oscar é Engenheiro Mecânico e viveu 40 anos de sua vida dentro da Dana. Recorda-se como se fosse hoje da forma inusitada como conheceu a empresa: através de uma visita conduzida pela Escola Técnica Federal de Pelotas fazendo parte da turma de formandos do curso Técnicos em Mecânica. O ano era 1978 e os alunos visitaram 3 empresas diferentes: Albarus, Geral e Aços Finos Piratini. “Já nesta ocasião, despertou-me o interesse em trabalhar na Albarus, atualmente Dana. Nos últimos dias do curso Técnico, em meados de 1978, fomos informados que teríamos a oportunidade de participar de um processo seletivo para estágio em 2 empresas (Albarus e Furnas Centrais Elétricas) – fui selecionado para ambas, mas o interesse na Albarus prevaleceu”, afirma.

O estágio da Albarus era de 3 meses com possibilidade de efetivação – para efeito de diplomação do curso de Mecânica, havia a necessidade de completar 1 ano de experiência. “No dia 6 de Julho de 1978, iniciei a minha carreira profissional na Albarus. Éramos 20 estagiários, 10 do curso Técnico de Mecânica e 10 do curso Técnico de Eletrônica. Entre os colegas do curso de Mecânica, 3 não completaram o estágio optando por outra oportunidade, 4 não tiveram aproveitamento e 3 foram selecionados – entre estes estava eu”, recorda.

Oscar começou o estágio no setor de Reforma de Máquina – o responsável pela área era Valmir Alexandre. Como sempre teve afinidade com a área de projetos, buscou uma oportunidade na Engenharia de Produtos para concluir o estágio profissional e assim completar o período necessário para o recebimento da titulação oficial de Técnico em Mecânica. E logo veio a oportunidade para trabalhar na Engenharia de Produtos Agrícola, que encontrava-se em expansão com novas tecnologias de cardans para implementos agrícolas, know-how Waltersheid, cujo gerente era Erni Koppe.

Em julho de 1979, Oscar foi efetivado como desenhista projetista, após ter passado pelas classificações de desenhista copista e detalhista. “Nessa época, passei também a atuar em atividades de Assistência Técnica de Cardans Agrícola. Considerei este meu primeiro grande desafio na empresa”, relata. Esse desafio acabou implicando na mudança temporária de Oscar para Ribeirão Preto (SP), quando precisou prestar assistência técnica aos clientes – especialmente para os produtos novos lançados pela empresa no mercado como o Limitador de torque e Roda livre.

Em meados de 1980, após uma reestruturação, Oscar foi transferido para a Divisão de Cruzetas em Gravataí, atuando inicialmente como projetista de processo sob a gerência de Gilberto Wanderley. “Por uma necessidade de mercado passamos a engenheirar projetos de conjuntos de cruzetas para o mercado de reposição, produtos estes que não faziam parte das séries Spicer. Lembro que, com a experiência de programação do Gilberto, desenvolvemos o primeiro programa informatizado de cálculo de cruzetas valendo-se de uma calculadora programável da época”, diz.

Em 1983, considerando a experiência que desenvolveu com projetos de cruzetas, Oscar foi transferido novamente para Porto Alegre, onde integrou a equipe de Engenharia Automotiva da antiga Divisão de Juntas Universais. No ano seguinte, foi treinado no  sistema CAD/CAM – a Albarus foi pioneira no Estado a adquirir e desenvolver a metodologia de projeto auxiliado por computador. “Participei de boa parte do processo de redesenho dos produtos da Divisão de Juntas Universais passando do papel vegetal para CAD”, conta.

Em meados de 1985, aconteceu a mudança da fábrica de Porto Alegre para Gravataí, para onde Oscar foi transferido. Ali, passou a exercer funções de Analista de Produtos, cargo que ocupou até 1998. Na sua trajetória como analista de produto, entre outras atividades, atuou como especialista em conjunto de cruzeta – “por um bom tempo eu era conhecido na divisão como mister cross”, recorda – e, no auge do ciclo dos canaviais, ele fez muitas viagens para o interior de São Paulo, muitas delas acompanhado por representantes das áreas comerciais e assistência técnica da empresa, antiga DVR, prestando treinamentos e assistência técnica de juntas universais, bem como alavancando melhorias de produtos face a agressividade da aplicação.

Em meados de 1998, Oscar teve o que considera seu segundo grande desafio na empresa”: foi convidado a coordenar tecnicamente um programa Global da Dana chamado “Wing Bearing Program”, que envolvia desde o desenvolvimento do conceito do produto até a sua aplicação final em equipamentos de construção. O projeto levou Oscar a fazer muitas viagens e participar de reuniões internacionais nos EUA, Canadá e Itália, mas acabou arquivado após a aquisição pela Dana da empresa concorrente que detinha a maior fatia de mercado do segmento na Europa, IC/Italcardano. “Durante o período de integração da nova empresa participei de algumas atividades na SIC/Spicer Italcardano visando a equiparação de produtos SIC versus Wing Bearing Program. Também, durante este período, tive a oportunidade de participar por um mês na Dana USA da última turma do curso de produto ministrado pela Spicer University”, disse.

A partir de 2001, Oscar passou a trabalhar como Coordenador de Projetos de aplicações de cardans para o segmento de veículos leves. “Considero este meu terceiro grande desafio na Dana, já que a minha experiência era mais voltada à aplicação em veículos pesados e fora de estrada”. Em 2008, mais um grande desafio: gerenciar interinamente a engenharia de Produto por um período de 6 meses após a saída do então gerente Paulo Loureiro e reportando diretamente ao gerente de Divisão, que na época era o Paulo Granja.

“Esta etapa profissional foi muito importante na minha trajetória na empresa pois me fez refletir sobre os meus objetivos profissionais – abri mão de participar do processo de seleção do novo gerente depois de perceber que minha satisfação profissional era mais voltada às atividades de coordenação do que de gerenciamento”, afirma. Oscar então foi nomeado coordenador de Engenharia de aplicação e cuidando, além da coordenação técnica, de algumas atividades administrativas e de gestão interna como o sistema de gestação da qualidade do produto, respondendo auditorias internas e externas. “Em 2011, com a aposentadoria e saída da empresa do colega Jorge Monteiro, com quem dividia algumas atividades de Engenharia, acumulei todas as atividades de coordenação da Engenharia, Produto e Aplicação”, lembra.

Em 2015, Oscar se aposentou, mas seguiu trabalhando até 2018, quando encerrou sua carreira profissional na Dana após 40 anos de atividades na mesma empresa. “Hoje posso dizer que sou uma pessoa realizada, meus desejos familiares, profissionais e materiais foram alcançados e com qualidade de vida para aproveitar. Tenho uma esposa exemplar, 2 filhos que só me dão alegrias e orgulho e, talvez por força do destino, ambos são Engenheiros Mecânicos (colegas de profissão) um trabalha na Engenharia da PT da Dana e outro na Engenharia da AGCO”, conclui, orgulhoso. Oscar é casado com Cely pai de Luiz Guilherme e Ricardo e avô de Guilherme e Maria Eduarda, as maiores alegrias de sua vida.
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“Hoje posso dizer que sou uma pessoa realizada, meus desejos familiares, profissionais e materiais foram alcançados e com qualidade de vida para aproveitar. Tenho uma esposa exemplar, 2 filhos que só me dão alegrias e orgulho e, talvez por força do destino, ambos são Engenheiros Mecânicos (colegas de profissão) um trabalha na Engenharia da PT da Dana e outro na Engenharia da AGCO”.

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