Oscar Fernando

Schmidt

Vinte e cinco anos de dedicação que, segundo ele, passaram num piscar de olhos. Oscar Fernando Schmidt atuou como contador na Albarus e na Dana no Sul e em São Paulo, lugares onde fez muitos amigos e construiu uma trajetória de sucesso.

Quando chegou à Albarus, Oscar já tinha experiência com indústria: havia trabalhado no Almoxarifado da João Hoppe Industrial. Quando estava lá, soube que seu primo, Sérgio Luis Ludmann, conseguira trabalho como contador na Albarus. “Eu já havia trabalhado em outras empresas junto com ele, então pareceu natural que ele me convidasse para ir para lá também”, conta Oscar.

O ano em que iniciou sua carreira na empresa foi 1980, no antigo Centro de Processamento de Dados (CPD), hoje conhecido como Departamento de Tecnologia da Informação – mas já atuando como Contador, para “colocar a casa em ordem”, como ele mesmo explica. Mas não foi um início fácil. “Naquele tempo, era muito difícil trabalhar com computadores, tínhamos máquinas enormes, com disquetes barulhentos”, recorda. Ele trabalhou durante um ano no terceiro turno, das seis da tarde até as seis da manhã.

Oscar ficou dois anos trabalhando nesta área, até começar a trabalhar realocado em outro setor, mas ainda atuando na Contabilidade da empresa. Naquela época, este serviço era feito na Sispro, empresa de Canoas que tinha um birô de serviços de contabilidade. “Todos os meses, quando tinha que fazer o fechamento, ficava lá sábado, domingo, feriado… Até os números fecharem perfeitamente”, relata. Nessa época, seu gerente era Flávio Möller.

Oscar conta que a empresa o incentivou a voltar a estudar, e ele fez isso – acabaria se formando pela Faculdade São Judas Tadeu no curso de Ciências Contábeis. Trabalhava durante todo o dia e ia para a faculdade à noite, mas seu esforço foi recompensado: aos 42 anos, estava formado. Sua vida, então, estava prestes a dar uma guinada definitiva.

Formado, Oscar foi realocado dentro da empresa, para atuar como Chefe da Contabilidade da Albarus. Cada um dos colegas era responsável pela contabilidade de cada uma das empresas: um pela Albarus, outro pela Racine, outro da Nakata…

Oscar trabalhou na Albarus em Porto Alegre até 1995, quando foi para Sorocaba. “O pessoal todo do administrativo ia ir para Gravataí e a diretoria pediu para que eu fosse para Sorocaba, para fazer o começo da transição de Albarus para a Dana, que iniciaria por lá. Era preciso unir as razões sociais e essa foi minha nova missão dentro da empresa”, relata.

A transição não foi simples como parece. “Eu passei a ser contador da Dana, então tudo o que precisava de assinatura de contador, eu assinava. Os computadores da empresa seguiam em Porto Alegre, então, eu fechava toda a movimentação do mês, pegava um avião e vinha para cá com os dados, para fechar a contabilidade”, relata. Oscar diz que, naquele tempo, tudo que era enviado aos Estados Unidos era feito à parte, porque os dados financeiros eram exigidos de forma diferenciada.

Oscar lembra que estas dificuldades foram minimizadas com a popularização da internet e dos computadores, com uma transmissão de dados que torna suas viagens de Sorocaba à Porto Alegre impensáveis nos dias de hoje.

Ele mudou-se para Sorocaba com toda a família – a esposa Telma e os dois filhos, Oscar Júnior e Sheila, foram alguns meses depois das primeiras viagens de Oscar à cidade paulista. “Durante três meses, fiquei me hospedando em hotel. Ia na segunda de manhã cedo, ficava lá a semana toda, e na sexta, voltava para casa. Mas, logo, fomos todos para lá. Na primeira noite em Sorocaba com a minha esposa, não esqueço que não havia móvel nenhum no apartamento e tivemos que comprar um colchão para dormir”, relata, aos risos. “Mas tudo valeu à pena, foi uma época boa”.

Oscar trabalhou do início de 1996 até 2000 em Sorocaba. “Obviamente, nesta época, o processo já era informatizado e muito melhor – todos os dados estavam interligados e fechar a contabilidade passou a ser mais simples”, diz. Nesse tempo, Oscar reportava para Maria Garcia e para Paulo Born que, um dia, apareceu em Sorocaba e perguntou: “Mas, Oscar, tu és gaúcho, o que estás fazendo aqui ainda?”. Paulo, então, questionou se Oscar não poderia seguir fazendo seu trabalho de contabilidade no Sul, agora que todo o processo era mais moderno e informatizado. “Ele me disse, então, que ia tentar minha transferência de volta – mas eu pensei que ele tinha esquecido… Um dia, a Maria Garcia me avisou que a empresa estava fazendo os trâmites para me trazer pro Sul de novo”, diz, lembrando que ficou surpreso com a novidade. A esposa concordou imediatamente, mas a filha mais nova, Sheila, tinha ficado noiva em Sorocaba e foi bem mais relutante.

Oscar voltou em 20 de outubro de 2000 – mas sem a filha. “Meu genro disse que a gente poderia vir embora, mas eles iam casar – e assim o fez”, ri Oscar. Dois dias depois do casamento de Sheila, o restante da família voltou ao Rio Grande do Sul. Oscar ficou trabalhando com Maria Garcia durante mais cinco anos – já em Gravataí, não mais em Porto Alegre.

Prestes a completar 35 anos de trabalho, Oscar deu entrada na papelada da aposentadoria – e começou a ensinar seu trabalho para os mais novos. Oscar aposentou-se em 10 de janeiro de 2005 – “no mesmo dia que saiu o Hugo Ferreira, nunca esqueço” – e os colegas fizeram um churrasco de despedida para ele, que contou com a presença de Paulo Born e Hugo Ferreira. “Foi muito bonito, inesquecível”. No dia seguinte, Oscar partiu de mudança para Sorocaba, a fim de morar perto da filha. Ela tinha um escritório de Contabilidade, e Oscar continuou trabalhando – mas junto da filha e do genro.

Em dezembro de 2009, Oscar e Telma voltaram ao Rio Grande do Sul para ficar perto do filho Oscar Júnior, que adoeceu nesta época. Eles moram em Gravataí, e tem quatro netos: Jenifer, 18 anos, William, 11 anos, Matheus, 10 e Júlia, que está para nascer em julho. “Me sinto feliz ao relembrar toda esta trajetória, vivo tranquilamente hoje graças à Dana. Sou muito grato à empresa, tudo o que consegui na vida veio de lá: criei meus filhos, estudei, tudo graças à empresa. Sou grato demais, ainda tenho meu crachá e ninguém pergunta quem eu sou – isso é bom demais”, conclui.

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“Me sinto feliz ao relembrar toda esta trajetória, vivo tranquilamente hoje graças à Dana. Sou muito grato à empresa, tudo o que consegui na vida veio de lá: criei meus filhos, estudei, tudo graças à empresa. Sou grato demais, ainda tenho meu crachá e ninguém pergunta quem eu sou – isso é bom demais”.

Oscar Fernando Schmidt