Marcelino

Perlott

42 anos de dedicação e trabalho duro que passaram num piscar de olhos. Até parece que foi outro dia que ele iniciou sua trajetória como estagiário, em 1965. Ele era recém-formado pela Faculdade de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e, de lá, conhecia Tito Livio Goron, que o convidou para trabalhar na Albarus. Assim, tudo começou.

Perlott iniciou sua carreira como chefe da manutenção mecânica, elétrica e predial – “tudo que quebrava, era mandado pra mim”, relembra sorrindo. A Albarus já tinha se associado à Dana nesta época, e era de lá que vinham algumas máquinas que preenchiam o pavilhão fabril. A maioria das máquinas, porém, era construída dentro da Albarus, cheia de grandes talentos na engenharia e boa mão-de-obra. O processo de seleção daquela época era, no mínimo, peculiar. “Lembro que o chefe da manutenção predial contratava os operários depois de ver como se comportavam em cima da escada que levava ao teto da fábrica. Se ficavam firmes, sem tremer, estavam contratados”, ri Perlott, que ficou 9 anos como líder da manutenção da Albarus.

Uma nova etapa começou quando foi realocado como chefe da produção, substituindo Levi Brum, que havia sido transferido para a nova unidade de Gravataí da Albarus. Perlott assumiu, então, a Divisão de Juntas Universais. Uma fase com muito mais pessoas no time e novos desafios. Neste período, começou a viajar profissionalmente – uma das constantes em qualquer pessoa que teve cargo de chefia na empresa. fez parte do primeiro grupo de brasileiros que foi trabalhar nos Estados Unidos em 1969, com Hugo Ferreira e Slavko Rossman – sendo que ao longo de sua carreira viajou a trabalho para muitos outros países, como México, Argentina, Inglaterra, Alemanha, África do Sul, Japão e muitos outros.

Em 1978, uma nova mudança na carreira: foi designado para trabalhar na Divisão de Embreagens – uma divisão efêmera dentro da Albarus. Com apenas um cliente grande, a Mercedes Benz, e o mercado de reposição, o produto ainda não tinha tradição alguma dentro da empresa, era difícil de trabalhar com ele. “E ainda fui designado para fazer viagens de vendas – foi bem complicado, porque não tenho este tino para vendas que outros profissionais têm”, recorda.

Depois desta fase, chegou a hora de mudar o foco de atuação e o local também – foi transferido para Gravataí. Ele seria responsável pela Divisão de Juntas Universais e teria bastante contato com os clientes nesta fase, mas sem atuar na parte de vendas.

Em Gravataí, naquela época, havia as operações de Cardans, Elastômeros e o prédio que abrigaria a Forjaria que recém havia sido construído e ainda não estava ocupado. O ano? 1982. Tratava a dedicar-se exclusivamente à gestão de pessoas, e o desafio o fez crescer muito. Gostou tanto que ficou até 1994 nesta mesma função, quando se aposentou.

Mas a aposentadoria seria apenas o começo de outra fase na Dana – e deixou um dos legados de que ele mais se orgulha: a previdência privada DanaPrev, um plano de aposentadoria complementar. A organização concebida por Perlott, José Carlos Bohrer, Tito Livio Goron e Dr. Luiz Manoel Rodrigues, permite que os colaboradores acumulem uma contribuição mensal para que, num futuro, possam se aposentar com mais tranquilidade e comodidade. Durante os 9 anos que atuou como consultor, ajudou a consolidar o benefício, até se desligar totalmente da empresa.

Hoje, ele curte a companhia da esposa, Helena, com quem completou 50 anos de casado, e das filhas Adriana e Carolina. Ouve muita música – “mas só a música dos anos 60 pra trás”, diz ele – faz aulas de alemão e italiano, e se diverte por aí com a neta Carina, de 12 anos. Gosta, também, de viajar em família – agora, pra curtir e conhecer novas culturas, não mais a trabalho. Depois de todo esse legado, é hora de aproveitar – mantendo acesa a chama do Grupo de Jubiliados que se reúne a cada 3 meses no Galpão Crioulo em Gravataí.

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Tenho muita gratidão pelos meus anos de trabalho na empresa e uma bela coleção de lembranças para compartilhar sempre.