Levi

Nascimento Luiz

23 anos como funcionário, e outros 21 como prestador de serviços. Sua empresa, a JDL, atua na Dana prestando serviços de construção e manutenção civil, e Levi trabalha com a mesma dedicação de sempre, tratando a Dana como se fosse “sua”. Filho de um veterano, Caubi Manoel Luiz, sua maior alegria é fazer o que gosta.

A trajetória de Levi na Albarus/Dana iniciou em 1969, quando estagiava pelo SENAI, na parte de eletricidade. Seu pai, Caubi, tinha entrado em 1962, e Levi se lembra do pai indo de bicicleta para a empresa, e toda a família sabia que o pai adorava trabalhar lá. Levi, por sua vez, sempre quis trabalhar com eletricidade, e encontrou na Albarus a oportunidade perfeita. “Comecei em 14 de março de 1969, como estagiário, aluno do SENAI, com 14 anos. Lembro que no primeiro dia, em uma porta de acesso à fabrica, ouvi um barulhão das máquinas da linha de cruzeta (Ecomats), onde fui apresentada ao meu Encarregado, o Ataíde (in memoriam), relata.

Levi diz que a fábrica, naquela época, era muito diferente do que é hoje. “Mas as relações permanecem afetivas. Não quero esquecer ninguém! Tenho amigos daquele tempo até hoje, como o Chico Costa, por exemplo”, afirma. Levi lembra, também, que já no início da sua carreira albariana, seria supervisionado por Luiz Carlos Alves de Oliveira, a quem tem uma gratidão imensa – “uma pessoa de uma retidão sem igual”, diz ele.
Ele ressalta que nunca teve chefes, e sim professores. “Parecia que eu tinha saído de um ambiente escolar, o SENAI, e caído em outro – a única diferença é que, ali, eu tinha que dar resultado”, explica. E a maior realização de sua carreira foi a mesma, do início até os dias de hoje: resolver problemas. Levi diz sempre ter sido uma pessoa ambiciosa no sentido de querer aprender e conhecer mais, justamente por gostar do que faz. “Trabalhei sempre com manutenção, lidando com os problemas dos meus clientes internos – e é uma satisfação ouvi-los e encontrar soluções criativas para cada um deles”, afirma.

No inicio começou como ajudante, realizando tarefas em luminárias da fábrica com o Eordálio Rodrigues (conhecido como “gaguinho”), e em busca de crescimento profissional solicitei ao Luiz Carlos oportunidade e treinamento. Os cursos de hidráulica e pneumática me possibilitaram trabalhar com os mecânicos e encarregados como Luiz Carlos Lauer e Irineu, além dos profissionais Gilberto Rodrigues (conhecido como Beto Careca ) e Jairo Ferrari Mello as quais sou muito grato pela dedicação.

Levi foi transferido para a Racine Hidráulica, empresa que em 1978 foi adquirida pela Dana. Ele foi convidado pelo engenheiro Geraldo Silveira Mendes, por seu conhecimento, dedicação e vontade de aprender outros tipos de trabalho, com comprometimento.

Ao iniciar na Racine, Levi sentiu necessidade de mais capacitação, especialmente na área técnica e administrativa, e foi prontamente atendido por seu gerente na época, Geraldo Silveira Mendes. A Racine já estava ampliando muito o tamanho da fábrica, e começou a investir em maquinário mais moderno, especialmente as máquinas que trabalhavam por controle numérico (NC). A Albarus, inclusive, já tinha algumas máquinas com comandos eletrônicos como retificas, e Levi ficou responsável pela manutenção elétrica delas.

Apesar de já saber que seria responsável pela manutenção elétrica / eletrônica, Levi não quis começar sua trajetória como encarregado – antes, quis desenvolver um trabalho tranquilo para se integrar na fábrica e exercer a liderança melhor. Não demorou a ser promovido – a empresa estava em crescimento muito rápido. “Acompanhei já participando de toda a obra da Racine – sendo que depois, em 2012, já atuando como fornecedor pela JDL, trabalhei também na reforma da fábrica”, conta. Levi viu a fábrica crescer, sempre em obras, e diz que foi um período muito enriquecedor para ele, profissionalmente.

Em 1978, a Racine foi comprada pela Dana, e uma nova adaptação foi feita. Levi conta que a precisão do processo produtivo das duas empresas era muito diferente – a Dana tinha precisão decimal para produzir peças, e a Racine, com produtos óleo-hidráulicos, trabalhava com precisão milésima. “A precisão do processo produtivo era muito diferente, e muita coisa na Racine dependia da mão de obra do operador, por isso a tecnologia precisou ser desenvolvida rapidamente”, explica.

“Ao todo, foram 23 anos de muito trabalho e dedicação. Se começo a lembrar, só sinto gratidão por tudo o que aprendi dentro da empresa, com meus chefes-professores”, conclui.

Hoje, ele é dono e trabalha na JDL, empresa que fundou em julho de 1990, e ainda atende a Dana com a mesma dedicação e alegria de sempre e ao lado dos filhos.

Levi é casado com Doraci desde 1975 e é pai de Jorge, Daniel e Lucas – cujas iniciais formam o nome da sua empresa. Sua maior alegria é ser avô da pequena Manuela, de dois anos. “Eu sempre fiz o que gosto, sou uma pessoa muito autêntica. Continuo “sendo” Dana, e passei essa paixão para os meus filhos, que gostam tanto quanto eu de ver um projeto executado”, finaliza.

Levi ressalta a sua gratidão a todos que de uma maneira ou outra colaboraram para seu crescimento pessoal, profissional e possibilitou também a formação da família em casa e de seus irmãos que também passara pela Albarus. “Meu pai Caubi, meus irmãos David, Edem, Neide, entre outros parentes… A história da minha família se cruza com a da Dana. Só tenho a agradecer, de coração, por tudo”, conclui.

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“Eu sempre fiz o que gosto, sou uma pessoa muito autêntica. Continuo sendo Dana, e passei essa paixão para os meus filhos, que gostam tanto quanto eu de ver um projeto executado”.

Levi Nascimento Luiz