José Jair

Araújo Duarte

27 anos de dedicação à Dana e uma carreira marcada por desafios e oportunidades – Jair Duarte deixou sua marca na empresa e, apesar de trabalhar num setor bastante rígido, conseguia levar sua trajetória com leveza e bom humor.

Tudo começou quando Jair estava procurando emprego e decidiu, junto com o amigo que o acompanhava, entrar na Albarus. “Falei com o pessoal da Segurança Patrimonial que estava na portaria e eles me aconselharam a voltar no dia seguinte para preencher uma ficha”, lembra. No outro dia, ele voltou à empresa e se inscreveu para atuar na empresa – a posição não importava. O ano era 1986.

15 dias depois, Jair foi chamado para uma entrevista com Erno Pilz (hoje, falecido). “Cheguei pra entrevista usando um macacão jeans, um tênis vermelho e com cabelo comprido – eu era motoqueiro na época. A única coisa que ele disse pra mim era que eu precisava cortar o cabelo”, conta, aos risos. Assim começava a longa trajetória de Jair na Dana, trabalhando na Segurança Patrimonial, no dia 1 de setembro de 1986.

Ele atuava como Vigilante na empresa num esquema de rodízio de turno – uma semana em cada horário. “Confesso que o começo foi difícil – eu nunca tinha pegado uma arma na mão e tudo nessa área era novidade pra mim. Fiz uma série puxada de treinamentos que foram muito necessários para meu aprendizado ao trabalhar numa área tão importante pra empresa”, diz.

Durante 4 anos, Jair trabalhou na portaria da Dana com toda a dedicação e, logo, foi promovido a Líder de Segurança Patrimonial. Cada turno de trabalho tinha um líder, também em esquema de rodízio de horários, e Jair assumiu o cargo novo com orgulho e alegria pelo novo desafio. “Nestes anos, fiz nada menos do que 8 plantões no final de ano da empresa, mas tudo valeu a pena”, ri.

Jair ocupou este cargo até 1991, até a empresa decidir pela terceirização da Segurança Patrimonal. “Aconteceu, então, uma reunião e decidiram que eu iria trabalhar ajudando o pessoal da Segurança Industrial, que estava precisando de pessoal, e ali fiquei um bom tempo”, relata. Ele assumiu a parte de treinamentos e integração das empreiteiras que atendiam a Dana na época, e disse que desempenhou tranquilamente a nova função por uma razão bastante simples: sempre adorou pessoas.

Aos poucos, Jair começou a trabalhar muito em parceria com o departamento de Recursos Humanos, envolvido com análises de documentação e o resultado disso foi que, 7 anos depois de entrar na Segurança Industrial, Roberto Borba (gerente de Recursos Humanos) convenceu-o a trocar de setor. “Eu adorava trabalhar na Segurança Industrial e tinha receio de trocar de setor, mas ele venceu no cansaço”, conta, aos risos.

Jair ficou mais 5 anos no departamento de Recursos Humanos, mas lembra que o começo foi difícil. “Nunca fui um cara de escritório, detesto computador… Mas o Gilnei Silva começou a me ajudar bastante e deu tudo certo, me adaptei rapidinho”, conta. Jair diz que era um trabalho bastante corrido e que, logo, ele começou a ajudar o pessoal da Segurança Industrial no que diz respeito à documentação.

Em 2012, Jair saiu da empresa depois de uma tragédia que aconteceu na sua vida (ele perdeu um filho de forma repentina) e diz que recebeu bastante apoio dos colegas. “Sobre as amizades que fiz na Dana, eu só tenho a agradecer – isso tanto dos colegas quanto dos prestadores de serviço. Sou muito grato às pessoas que conheci lá, tanto que sempre faço questão de ir aos eventos dos jubilados. E morro de rir porque encontro o Erni Koppe e ele sempre me fala a mesma coisa: que eu sou guri, não devia estar entre os veteranos – eu fico bem feliz”, diz. Brincadeiras à parte, Jair diz que sente saudades da empresa e que tudo valeu a pena. “Só tenho lembranças boas e gratidão da empresa, que era como uma família pra mim”, finaliza.

Jair é casado com Denise há 23 anos e pai de Michel, que trabalha também na Dana, e Bruno, de 16 anos. Sua grande paixão é viajar: já esteve no Peru, Chile, Argentina, Uruguai, Chile e muitas cidades do Brasil.

José Jair Araújo Duarte

“Sobre as amizades que fiz na Dana, eu só tenho a agradecer – isso tanto dos colegas quanto dos prestadores de serviço. Sou muito grato às pessoas que conheci lá, tanto que sempre faço questão de ir aos eventos dos jubilados.”