José

Ceccon de Barros

27 anos de sorrisos, aprendizado e amizade. A carreira de José Ceccon de Barros na Albarus e Dana poderia ser resumida nestas três palavras. De riso largo e fácil relacionamento, Ceccon fez muitos amigos em sua carreira.

In Memoriam ✩ 23/9/1944 ✝17/4/2018

O segredo de tanta alegria? Ceccon diz que tentou aplicar a filosofia que diz: “Se não quer nunca trabalhar, arranje uma coisa para fazer de que mais gosta; assim não trabalhará e sim colherá os frutos do prazer e da satisfação”. Essa jornada profissional iniciou quando Ceccon decidiu se transferir da Companhia de Processamentos de Dados do Estado do Rio Grande do Sul (PROCERGS) para a Albarus. E engana-se quem pensa que a transição foi fácil: “esta decisão foi muito difícil, pois há um ano eu havia passado num concurso para trabalhar na Procergs. Medindo os prós e contras e depois de muita reflexão, decidi aceitar o convite do Gilberto Rodrigues, então Gerente de Sistemas, e abraçar esta oportunidade”, relata.

Deixando a vida de concursado para trás, Ceccon foi contratado na Albarus em 31 de maio de 1979 como Analista de Organização e Métodos. Ele já tinha 35 anos e uma boa bagagem profissional – inclusive, Organização & Métodos foi a especialização que adquiriu durante seus estudos na Universidade do Rio de Janeiro, e também durante os estágios e empregos que teve na cidade maravilhosa.

Ceccon conta que esta era uma área muito nova para as empresas, e a ideia era reorganizar os fluxos de trabalho e rever a forma como os colaboradores atuavam dentro da companhia. “Nessa época, junto com Gilberto Rodrigues, Tito Lívio Goron, Dr. Luiz Manoel Rodrigues e Marcelino Perlott ajudamos a racionalizar as rotinas administrativas e implantar novos processos; sempre visando a racionalização e eliminação do desperdício”, relata. Ceccon participava, então, como um “coringa”, nas áreas Administrativas (Recursos Humanos, Finanças, Diretoria, e outros setores), observando como os colegas trabalhavam e revendo os processos, com foco na melhoria.

Tanta dedicação para inovar lhe rendeu a primeira promoção, seis meses depois da contratação: Ceccon agora era Chefe do Departamento de Organizações & Métodos (O&M). Nessa época, ele e seu time implantaram na Albarus de Porto Alegre o Plano de Sugestões, com o incentivo de Dr. Luiz Manoel Rodrigues. O resultado? “Um verdadeiro sucesso – tanto que logo após, ele foi estendido a Gravataí e São Paulo”, conta ele.

Data também desta época o Programa Objetivo de Desburocratização (PODE), que até hoje é considerado um marco dentro da empresa, que vivia numa época em que a simplificação dos processos era considerada prioridade. “Conseguimos eliminar toneladas de papéis, burocracias e desperdícios em toda Albarus Brasil, incluindo a Pellegrino – cuja empresa a Dana havia assumido o controle acionário da empresa anos antes”, relata Ceccon.

Em 1983, uma viagem do colega Jorge Schertel aos Estados Unidos definiria o novo desafio profissional de Ceccon: a informática. “Jorge voltou com todo gás sobre assuntos de informática, e logo decidiu-se importar essa ideia para a empresa, claro! Então, foi criada a Gerência de Sistemas, com o intuito de se implantar o COPICS (precursor da informática na Albarus) e eu fui transferido de O&M para a Gerência do Schertel”, recorda Ceccon. Com esta decisão, ele tornou-se o responsável pela implantação da área de Microinformática e também pela ajuda aos Analistas do Copics no que se referia a racionalização dos processos que seriam informatizados. Na época, Ceccon diz que ainda se trabalhava com RPG, Cobol, Dbase… Linguagens de informática que, hoje, fazem todas parte da história mas que, na época, foram extremamente inovadoras. Ele ainda ressalta que a informatização da empresa só aconteceu porque houve grande incentivo da Direção da empresa, na época. “O Tito Lívio Goron era o grande incentivador e a mola propulsora para que a informática tivesse sucesso, sem dúvida alguma”, afirma.

Depois desta grande implantação, Ceccon foi transferido para a Auditoria, gerenciada pelo americano Jim Petty e pelos auditores, Renato Plass, Plachi e Denir Gasparotto. Mas esta fase não durou muito e antecedeu o que ele chama de “anos dourados” de sua carreira na Dana: todos os anos promovendo treinamentos dentro da empresa foram seus favoritos.

Isso aconteceu nos anos 90, quando Flávio Möller retornava dos Estados Unidos, com a responsabilidade de implantar o programa de treinamento, Certificado Supervisor Albarus. Ceccon foi então, transferido para trabalhar na recém criada Dana University Brasil (conhecida pela sigla DUB dentro da empresa). “Então, aprendi com meu grande mestre Flávio os cursos de Fundamentos de Supervisão I e II, Cost Control e Asset Management – cursos esses que faziam parte do Programa Certificado Supervisor Albarus, o qual era obrigatório para todos executivos da empresa”, relembra. “Com certeza foi com o Flávio Möller e Hélia Cadore na Secretaria da DUB que tive meus melhores momentos na Albarus. Trabalhávamos duro, nos divertíamos muito, fazendo o que mais gostávamos”, resume. Ceccon tornou-se Instrutor dos cursos oferecidos pela Dana U Brasil, e treinou gerentes de todo o Brasil, num esforço da companhia de melhor capacitar todas as suas lideranças.

Em 2000, a Dana University Brasil se transformou em Dana University, sob o comando do Ivo Noll, e com uma nova missão: expandir o programa global para as operações no Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela. Ceccon foi chamado para participar desta grande mudança – os cursos, agora, não seriam apenas para as lideranças, e sim, abertos para todos os colaboradores da empresa. “Ivo, eu e Paulo Stein ficamos 45 dias nos Estados Unidos aprendendo os cursos do atual programa Supervisor Certificado Dana. Nessa ocasião participei dos novos cursos de Cost Control e Asset Management nos estados americanos de Carolina do Norte, Michigan, Missouri, Oklahoma Ohio, Tenesse e Wisconsin e Minesota”, relata Ceccon.

Do ano de 2000 até sua aposentadoria em 2006, Ceccon viveu outro período de que também caracteriza como os “anos dourados” da sua carreira na Dana, ministrando os cursos de Cost (Custos) e Asset (Ativos). Nesse período, ele realizou incontáveis viagens a quase todos os estados brasileiros por causa dos cursos na Pellegrino Autopeças. “Nessas viagens fiz muitas amizades que perduram até hoje; principalmente na Pellegrino. Essas viagens também me proporcionaram muito conhecimento de culturas locais, excelentes gastronomias e amizades eternas, entre elas os Gerentes das Unidades, pessoal de vendas, armazéns e administração. Destaco uma amizade especial com a Diretoria, Fábio Dabur e principalmente o amigo Odair Garcia, hoje aposentado e residente em Campo Grande”, diz Ceccon. Também durante estes seis anos, ele ministrou muitos treinamentos na Argentina (Buenos Aires e Rosário), Uruguai (Montevideo) e Venezuela (Valencia) – “todos, confesso, em portunhol”, diverte-se ele.

Em 23 de junho de 2006, ele aposentou-se – mas, como era esperado, seguiu trabalhando: virou profissional credenciado no SEBRAE e começou a viajar para a região onde nasceu, a Fronteira, o que levou a mudar-se para sua cidade natal, Uruguaiana. “Após minha aposentadoria eu e Eliane, minha companheira de 22 anos e o Felipe, nosso filho do coração (hoje com 13 anos), decidimos ir morar em Uruguaiana, minha terra natal. Por lá ficamos 4 anos, mas a saudade e a distância dos filhos levou-nos a morar em Torres”, relata. Ali, Ceccon e a esposa, Eliane, vivem com Felipe, cercados pela natureza e mais perto dos filhos e netos de Ceccon – ele é pai de André e Patrícia, e avô de Matheus, Natália e Bento.

Os hobbys de Ceccon são cuidar do pomar e jardim, cuidadosamente organizados, ler romances policiais, ver filmes, ir à academia e pedalar na orla da praia de Torres. “Eventualmente, ministro alguns cursos e faço palestras, em parceria com o Senac, nessa região. E ajudo a Eliane a tocar o negócio dela de pães, cucas e quitutes”, diz.

Sobre todos estes anos de carreira na Dana, ele é taxativo: faria tudo de novo. “Nos meus 27 anos de empresa, fui muito feliz, jamais trabalhei por obrigação, sempre fui para a empresa motivado e com entusiasmo pelo que fazia; e jamais me arrependi de ter trocado a Procergs pela Albarus. … Pena que acabou! Mas a vida continua”, resume, com o otimismo costumeiro.

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“Nos meus 27 anos de empresa, fui muito feliz, jamais  trabalhei por obrigação, sempre fui para a empresa motivado e com entusiasmo pelo que fazia; e jamais me arrependi de ter trocado a Procergs pela Albarus.”

José Ceccon de Barros