Jorge Luiz

Scherer

Jorge começou a trabalhar na Albarus em 14 de janeiro de 1974 na recém-adquirida unidade de São Leopoldo, que antes era a Artefatos de Borracha Sul-Brasileira, que agora era parte da Albarus. Mais tarde, a Unidade se tornaria a Divisão de Elastômeros, então dirigida pelo engenheiro químico Walter Rodrigues de Almeida.

Ele foi contratado por Gilberto Lindner Rodrigues, que era o Gerente Administrativo, com a missão de estruturar todo o departamento de pessoal e também a folha de pagamento executada pela Contabilidade. “Não existia Departamento de Pessoal nesta época e, atendendo à pedidos da Albarus, criamos os subsistemas da área de RH e respondíamos ao Dr. Luiz Manoel Rodrigues, Diretor de RH Corporativo”, conta.

Jorge recorda desse começo como uma época de grandes desafios profissionais, já que a fábrica havia acabado de ser adquirida pela Albarus e seus colaboradores viviam um momento de incerteza e dúvida quanto aos seus rumos – a sede da Albarus era, então, em Porto Alegre. “Sempre fui um apaixonado por Recursos Humanos e adorei o desafio de criar um departamento do início ali. Foi extenuante o trabalho, mas o clima entre as pessoas era muito bom desde aquele começo”, afirma.

Já naquele mesmo ano, Jorge orgulha-se de ter criado o primeiro restaurante industrial de São Leopoldo que atendia, diariamente, os 500 colaboradores da Albarus. “Ele foi criado ‘no susto’, mas foi muito celebrado pelos albarianos que trabalhavam ali – mesmo que não fosse luxuoso, era uma grande vitória para todos nós e também para a empresa”.

Outro fato deste início de carreira marcou Jorge – este, na esfera pessoal. “Eu estava há 2 anos na Albarus e nasceu meu segundo filho, o Cristiano. O bebê teve sepcemia generalizada (uma infecção gravíssima) e ficou 103 dias na UTI do hospital. O Dr. Luiz Manoel Rodrigues, que eu só conhecia por telefone, interveio nessa história de forma fantástica junto com o filho dele, que era pediatra também, que vinha até Novo Hamburgo acompanhar o meu filho. Esse tipo de envolvimento era só na Albarus, me marcou demais. Meu filho recuperou-se totalmente devido a esta ajuda, tenho certeza”, diz.

Em 1980, a Divisão de Elastômeros foi transferida para Gravataí e Jorge foi, então, convidado a trabalhar na Albarus de Porto Alegre. A partir de abril de 1980, assumiu o setor de Relações Internas e ocupou este cargo até outubro de 1984. “Nessa época, trabalhei com o Liberto Hope, que era gerente de Recursos Humanos na matriz da Albarus, e foi um período de aprendizado maravilhoso”, resume. Jorge vinha de uma divisão que tinha 500 colaboradores e, agora, começava uma nova jornada em uma unidade com 2.500 colaboradores, ocupando o cargo de Édison Serres, que havia sido transferido para Gravataí. “Era uma imensa responsabilidade substituir um cara tão carismático e querido como o Édison, mas logo me ambientei e fizemos coisas muito bacanas em Porto Alegre – particularmente, gosto de relembrar do primeiro Open House da empresa, que foi um sucesso”.

Em novembro de 1984, Jorge teve um novo desafio em sua carreira na Albarus: trabalhar na Albarus de Gravataí como gerente de Recursos Humanos das fábricas Forjaria, de Juntas Universais e de Elastômeros também. “E lá me fui eu, com toda a família, morar em Gravataí – eu já havia feito isso quando o Dr. Luiz me pediu para assumir o cargo em Porto Alegre, dessa vez não seria diferente”, ri.

Ele quis manter as tradições instituídas pelo gerente de Recursos Humanos anterior, Édison Serres, que fazia festas de final de ano, encontros no Galpão Crioulo e campeonatos de bocha entre os colaboradores. “Criamos também o primeiro grupo de gerentes de RH de Gravataí e, nos encontros, trocávamos ideias sobre o que havia dado certo e errado nas diferentes fábricas da Albarus… Era muito enriquecedor para todos nós – ao todo, 15 gerentes participavam da iniciativa”, enumera.

Outro fato marcante da época de gerente de Recursos Humanos em Gravataí foi a construção do refeitório. “Inicialmente, as refeições dos colaboradores eram elaboradas em Porto Alegre e, depois, iam para Gravataí. Com o tempo, conseguimos montar 2 cozinhas em Gravataí e, posteriormente, os refeitórios”, diz. Mas o maior orgulho de Jorge foi coordenar o maior Open House da história, que aconteceu em 1986 – a empresa recebeu mais de 8 mil pessoas num domingo à tarde na Albarus. “Contratamos 60 linhas de ônibus para transportar os familiares, além de providenciar toda a alimentação e bebidas… Foi um desafio imenso e trouxe um retorno inesquecível para todos os envolvidos”, afirma.

Jorge trabalhou incansavelmente pela Albarus, até decidir buscar outros rumos profissionais, em 30 de setembro de 1988. Mas a companhia ficou marcada na sua trajetória como nenhuma outra. “Eu me sinto como se a Albarus fosse minha. É diferente de apenas dizer: ‘eu trabalhei na Albarus’. Eu digo que ‘eu sou da Albarus’. E, de todos os ex albarianos que conheci, nunca ouvi alguém dizer que não gostou de trabalhar lá – é um vínculo afetivo sem explicação. E a direção que nós tínhamos na época era fenomenal – Hugo Ferreira, Zeca Bohrer, Dr. Luiz Manoel Rodrigues, Enio Moura Valle – só podia resultar numa empresa dessas”, diz, emocionado.

Casado com Sara Scherer, que também é albariana, tem 3 filhos: Thales, Cristiano e Milena e 3 netos: Bruna, de 6 anos, e os gêmeos de 5 anos, Artur e Mateus. A alegria da família é se reunir na casa do avô e ficar juntos o maior tempo possível.

Jorge Luiz Scherer

“Eu me sinto como se a Albarus fosse minha. É diferente de apenas dizer: ‘eu trabalhei na Albarus’. Eu digo que ‘eu sou da Albarus’. E, de todos os ex albarianos que conheci, nunca ouvi alguém dizer que não gostou de trabalhar lá – é um vínculo afetivo sem explicação. E a direção que nós tínhamos na época era fenomenal – Hugo Ferreira, Zeca Bohrer, Dr. Luiz Manoel Rodrigues, Enio Moura Valle – só podia resultar numa empresa dessas”.