Jorge Alberto

Ramalho Monteiro

Engenharia Mecânica sempre foi a sua paixão. Desde os 17 anos, quando entrou na empresa como desenhista projetista, soube que teria uma sólida carreira na Dana, onde trabalhou até sua aposentadoria.

Jorge Alberto Ramalho Monteiro tinha 15 anos quando se mudou com os pais para Porto Alegre, buscando novas oportunidades de trabalho. “Morávamos na Joaquim Silveira, onde hoje é a caixa d’água da GKN hoje e, lá de cima, eu via o pessoal trabalhando na Albarus e pensava que um dia, eu iria trabalhar lá”, lembra. O tempo passou, e ele entrou na faculdade de Engenharia Mecânica da PUC/RS e foi tentar um estágio na Albarus, mas não havia vaga. “Meu pai era parente do Édison Serres, que já era albariano me incentivava a entrar numa grande empresa e conseguiu um estágio pra mim na Racine Hidráulica. Fiz entrevista com o Wilson Andrade e, em 1976, comecei a estagiar como desenhista projetista”, conta.

Ele diz que aprendeu bastante sobre desenho técnico nessa época e, 6 meses depois do período de estágio, foi contratado. “Fiquei 4 anos, então, trabalhando na Engenharia do grupo, onde cheguei a ocupar um cargo de liderança. Mas, como vivíamos uma crise econômica grande no Brasil nessa época, acabei sendo demitido pelos critérios – era jovem, solteiro, sem filhos, tinha mais chance de me recolocar no mercado”, relata.

Trabalhou em outros lugares, mas ele mesmo diz que “a Albarus não saía do meu pensamento”. Foi fazer um teste na empresa em 1984, já com experiências profissionais diversas na bagagem, e, na hora da entrevista com a psicóloga, contou que era um sonho antigo entrar na Albarus – a história do começo do texto. Deu certo. “Fui contratado para atuar em Porto Alegre como Projetista e acabei ficando 27 anos na empresa”, ri.

Depois de 1 ano como Projetista, Jorge foi promovido a Analista de Produto e começou a ter responsabilidades junto aos clientes da Albarus. “Eu comecei cuidando da linha industrial e cerca de 2 anos depois comecei a atender Scania, Volvo, Ford… Eu atuava como responsável técnico e lidava diretamente com as montadoras”, explica. Entre os clientes atendidos por ele, estava a Mercedes-Benz.

Tanto trabalho rendeu uma promoção: em 1994, Jorge assumiria o comando do grupo de trabalho de Analistas de Produto que atendia as montadoras clientes da Dana. “Nas reuniões mais importantes eu ainda ia, mas deixava a cargo de outros engenheiros a comunicação do dia-a-dia e desenvolvimento de projetos”, afirma. Ele diz que a Dana o incentivou muito a estudar mais, e ele chegou a ficar um mês nos Estados Unidos estudando na Dana University, em 1996.

De volta ao Brasil, Jorge seguiu trabalhando na Engenharia de Produto da Divisão de Cardans, mas logo foi convidado a atuar como responsável técnico num projeto novo da empresa, capitaneado por Luis Tessaro. “A Dana queria investir em Aftermarket e precisava de um responsável técnico aqui no Sul. No começo, fiquei relutante porque sempre fui um cara muito de projetos, pesquisas, testes de durabilidade em campo, mas topei o desafio mesmo assim”, conta. Jorge trabalhava desenvolvendo novos clientes com Fernando Bohrer, que atuava como profissional de vendas enquanto Jorge ficava com a parte técnica deste trabalho. “Abrimos bastante o mercado aqui no Sul, apresentando nossos produtos”, resume.

Jorge lembra que, depois disso, começou a desenvolver catálogos para os clientes. “Naquele tempo, tínhamos catálogos somente para os clientes pesados – Scania, Volvo e Mercedes – então assumi essa tarefa de entrar em contato com as concessionárias e montadoras, porque ali havia uma história de fornecimento da Albarus para estas empresas, algumas nossas clientes desde a década de 60”, esclarece. Ele diz que montou um verdadeiro quebra-cabeças de peças fornecidas inclusive para veículos mais antigos e ficou muito orgulhoso deste trabalho de registro histórico que durou cerca de 1 ano.

Em 1995, Jorge voltou a trabalhar coordenando os grupos de trabalho da Engenharia de Produto do Cardan – a Dana começava a estudar a venda do Aftermarket. “Em 2003, a Mercedes resolveu substituir todos os veículos que fabricava no Brasil por modelos já prontos trazidos montados da Alemanha. O Julio Oliveira era Plant Manager de Gravataí nessa época e ficou preocupado com a possível queda que isso causaria no nosso faturamento”, diz. Jorge foi designado para encarar este desafio de convencer o cliente de que seria melhor manter as coisas como estavam. “Eu, então, fui praticamente morar dentro da fábrica da Mercedes durante 4 meses, mostrando que nosso cardan tinha mais qualidade e ainda ia sair mais barato do que o similar alemão. Com muito esforço, deu tudo certo, mantivemos o cliente e considero esta uma das grandes vitórias da minha carreira”, emociona-se.

Na última etapa de sua carreira na Dana, ele trabalhava mais como um consultor dentro da Engenharia de Produto do Cardan, fazendo a integração entre fornecedores, produção e desenvolvimento de novos parceiros para a empresa, ainda trabalhando como Coordenador de Projetos. Jorge trabalhou nessa função na empresa até 2011, quando decidiu aposentar-se para ficar mais perto da família e curtir um merecido descanso depois de 27 anos de Dana e mais 4 de Racine Hidráulica. “A Albarus era tudo aquilo que eu esperava desde os meus 15 anos, quando ainda só sonhava em trabalhar na empresa. Na Dana, só quem é especial fica lá dentro, quem é honesto e, por isso, deixei muito amigos lá, pessoas maravilhosas. Foram 27 anos da minha vida lá dentro, e muito bem vividos”, conclui.

Casado com Ângela desde 1980, Jorge tem dois filhos (Fabiano e Rodrigo) e, hoje, gosta de viajar para a praia, pintar quadros e de pescar.

Jorge Alberto Ramalho Monteiro

“A Albarus era tudo aquilo que eu esperava desde os meus 15 anos, quando ainda só sonhava em trabalhar na empresa. Na Dana, só quem é especial fica lá dentro, quem é honesto e, por isso, deixei muito amigos lá, pessoas maravilhosas. Foram 27 anos da minha vida lá dentro, e muito bem vividos”.

Jorge Alberto Ramalho Monteiro