Joésio

Gonçalves Ferreira

Ele construiu uma carreira de 20 anos sempre trabalhando na Manutenção e tem muito orgulho de sua trajetória na Albarus/Dana.

Joésio nasceu na Vila Jardim, em Porto Alegre, e começou a trabalhar com 13 anos de idade – os tempos eram diferentes, e ele já começou carreira trabalhando na Pirelli. Lá, fez muitos cursos e passou para a Taurus. “Desde o início da minha carreira me interessei a trabalhar com manutenção, fiz vários cursos nesta área depois de trabalhar alguns anos na fábrica”, lembra.

Em 1995, ele começou sua carreira na Dana – o que não imaginaria é que ficaria durante 20 anos dentro da empresa. “Acabei chegando na empresa meio por acaso – eu trabalhava na DHB e me colocaram a cobrir o trabalho de um colega no terceiro turno. Eu não gostava de trabalhar naquele horário e, depois de 1 ano, comecei a procurar emprego em outro lugar. Foi quando vi o anúncio na Zero Hora – a Albarus buscava um mecânico de manutenção”, afirma.

Sem pensar duas vezes, Joésio decidiu encarar a seleção para a vaga. “Quando cheguei na empresa, tinha uma fila imensa de gente buscando a mesma posição. Fui entrevistado pela Maria Fortes, mais conhecida como Cida, e fiquei na torcida”, conta.

Durante 2 semanas, Joésio não teve notícias da empresa mas, quando Cida entrou em contato, ficou otimista. “Chegou uma carta da Dana lá em casa, me chamando para fazer entrevista com o Ronaldo, que já era o responsável pela Manutenção. Ele gostou de mim, e avisei de cara que não queria trabalhar no terceiro turno por causa da minha saúde frágil – ele concordou e comecei imediatamente’, relembra.

Joésio começou a trabalhar na Manutenção da Forjaria. “Eu sempre trabalhei com mecânica leve e, na Forjaria, a mecânica é pesada. Eu estranhei bastante no início – a primeira manutenção que fui fazer lá era no forno. Ele ia a 1.300 graus, tive que desligar ele no dia anterior para esfriar em tempo hábil de fazer o trabalho – me apavorei”, ri, “e confesso que pensei que não ia ficar no emprego muito tempo”.

Todavia, acabou se apaixonando pelo trabalho, pela empresa e, depois deste breve período de adaptação, nunca mais pensou em sair da Dana. “O pessoal da Forjaria era fantástico, conheci pessoas maravilhosas dentro da empresa que sempre me motivaram a valorizar tudo de bom que a companhia fazia por mim”, diz.

Joésio se orgulha de ter feito muitos amigos na empresa – “desde o pessoal que trabalhava na higienização até o Harro, que era o presidente da companhia. Sinto muita falta dos colegas, que logo me deram um apelido: Coelho. Se perguntar pelo Joésio, na Forjaria, ninguém sabe quem é”, conta, aos risos. O apelido é tão marcante que o filho de Joésio, quando entrou na Dana, ganhou o apelido de “Coelhinho”.

Ele se orgulha também de ter se envolvido nos concursos de SOPE – os grupos de melhoria contínua de dentro da empresa – durante 10 anos e conquistado o primeiro lugar junto dos seus colegas. “O SOPE é uma iniciativa fantástica que nos fazia sentir parte da solução dos eventuais problemas da empresa. Sabíamos que a gente podia fazer a diferença e ser ouvido, e isso faz toda a diferença dentro do ambiente de fábrica”, explica.

Durante toda sua carreira na Dana, Joésio trabalhou na Forjaria e diz que, hoje, sente saudades até dos momentos de pressão para não deixar a fábrica parar. “A manutenção trabalha com pressa para que a empresa não perca dinheiro com máquina e colaborador parados e, na minha visão, é uma área importantíssima dentro da empresa. Tenho orgulho de ter trabalhado 20 anos na Dana contribuindo nesta área e, de quebra, fazendo muitos amigos”, diz.

Em 1998, Joésio se aposentou – mas nem pensou em parar de trabalhar. Seguiu até 2015 na empresa, quando completou 20 anos de Dana. “Eu já tinha uma certa idade e queria parar de trabalhar – eu não tinha mais o mesmo pique que tinha quando era mais novo… Não é que eu não gostasse mais de trabalhar, mas a mecânica pesada exige um preparo inclusive físico e eu não tinha mais essa disposição de guri”, diz.

Hoje, Joésio está aguardando sua esposa Maria Inês, com quem é casado há 32 anos, se aposentar para passear e viajar bastante. Joésio segue trabalhando com pequenas manutenções residenciais e sente falta da empresa todos os dias. “Sinto falta dos colegas, da rotina, de tudo! Passei a maior parte da vida dentro da Dana e posso afirmar com certeza que é uma empresa cheia de pessoas fantásticas”, conclui.

Joésio Gonçalves Ferreira

“Sinto falta dos colegas, da rotina, de tudo! Passei a maior parte da vida dentro da Dana e posso afirmar com certeza que é uma empresa cheia de pessoas fantásticas”.