Joelson

Moro

Para quem acredita que tudo na vida tem o tempo certo, a aposentadoria chegou na hora exata para Joelson Moro. Com 42 anos de serviços prestados na Dana, atuando nestes últimos anos na área de logística como coordenador, deseja reduzir o ritmo, mas nem pensa em parar de trabalhar.

O gaúcho recém-aposentado Joelson Moro não gosta de fazer planos. Prefere viver um dia por vez e deixar as coisas acontecerem naturalmente, afinal, como costuma dizer, “o amanhã a gente nunca sabe”. É um estilo bem livre, leve e solto, e de certa forma controverso se imaginarmos que ele passou sua vida profissional fazendo cálculos e debruçado sobre dados e planilhas. O fato é que este homem de exatas, formado em contabilidade e administração de empresas, tem uma grande disposição para enxergar além dos números. Onde alguns só veem notas fiscais para pagamento e peças em estoque, ele enxerga produtividade, empregos, lucratividade e a máquina econômica do país girando. O olhar fora do comum o fez construir uma sólida carreira e uma longa teia de amizades ao longo dos 42 anos que passou dentro da Dana.

Joelson entrou na empresa em 1977, na época Albarus, aos 22 anos, para trabalhar como operador de máquina de contabilidade, em Porto Alegre. Após dois anos, foi transferido para a unidade de Gravataí com a missão de ajudar na implantação de um novo sistema contábil. A possibilidade de colaborar em um projeto inovador e ver o impacto dessas ações nos resultados da empresa, despertou em Joelson uma busca constante por desafios, fazendo com que jamais parasse de buscar conhecimentos e oportunidades de crescimento, mesmo que isso envolvesse passar alguns períodos longe da família.

Foi o que aconteceu em 2004. Depois de passar pelas áreas de contabilidade, faturamento, almoxarifado, recebimento e expedição, Joelson foi convidado a implantar um sistema unificado de recebimento em todas unidades da empresa do país. Isso significava que a estrada seria parte dos seus dias. Domingo à noite, Joelson saia de Porto Alegre rumo a Campo Largo, no Paraná. Depois de um dia de trabalho, viajava para São Paulo, onde passava a terça-feira nas unidades de Osasco e da Lapa, a quarta, em Sorocaba; e a quinta e a sexta, ficava em Diadema. “Foram cinco anos nessa vida. O trabalho era ótimo, aprendi muito vendo as diferentes operações da empresa, conheci muita gente. O difícil era ficar tanto tempo distante da família”, recorda. Apesar da saudade, Joelson sente muito orgulho do trabalho que desenvolveu nesse período. “O processo ainda está ativo. Se hoje temos um sistema unificado é porque fizemos isso lá atrás”, reforça.

Com a filha Thaís estudando e morando em São Paulo, a oportunidade de trabalhar em Sorocaba, em 2011, para organizar a área de almoxarifado caiu como uma luva. E novamente Joelson contou com o apoio da esposa Laura para mudar de cidade e deixar parte da família em Porto Alegre. “É uma companheira de verdade. Nos conhecemos dentro da Dana, em 1981, e dois anos depois já estávamos casados. São 36 anos de uma união muito feliz”, conta.

A relação com a Dana também deu muito certo. Foram várias promoções recebidas desde o cargo de operador de máquina de contabilidade. A primeira delas foi para auxiliar de faturamento, depois encarregado de faturamento, chefe de departamento fiscal e faturamento até chegar ao cargo de coordenador de materiais e almoxarifado. “Não fiz nada “planejado”. Você vai mostrando seu trabalho e recebe a promoção. Essa é a parte boa da Dana, eles reconhecem o seu valor, não precisa ir lá pedir. É uma empresa que te dá segurança e um ótimo ambiente de trabalho”, conta. Para ele, o importante para crescer na empresa é acompanhar a evolução do mercado. “A tecnologia e a informática dominaram a minha área e para garantir o emprego é preciso estar atualizado. Também é importante entender o objetivo da empresa independentemente do momento pelo qual ela está passando porque o mercado não é estático, tem hora que a lucratividade é maior, tem hora que preciso economizar”, explica.

Joelson recorda das inúmeras mudanças que passou dentro da empresa, como a aquisição de novas unidades e a chegada de novas culturas empresariais. “Em vez de criticar a mudança é preciso compreender porque aquilo está sendo feito. Sempre enxerguei essas fusões como algo bom. Se a empresa está crescendo, eu também estou.”

Das boas lembranças que traz, Joelson recorda de uma passagem em 1981, quando o setor automotivo e industrial passou por uma grave crise. Para não demitir os funcionários, eram buscadas tarefas mesmo fora da área original de atuação, para preservar os empregos. “Não é uma atitude que você vê em qualquer lugar. Depois o mercado retomou o rumo e os funcionários já estavam ali para fazer a empresa voltar a crescer”. Outro momento que deixou saudades foram as apresentações dos concertos Dana. “A gente ficava ansioso esperando ser sorteado. Um espetáculo maravilhoso”. Além da vida cultural, Joelson também participava ativamente dos eventos sociais e esportivos da empresa como presidente da associação dos funcionários, tanto em Gravataí como em Sorocaba.

Recém-aposentado, ele pretende passar um tempo em casa, organizar as coisas, mas não pensa em parar. “deixo de ser funcionário da Dana, mas sabem que podem contar com a minha ajuda quando necessário. A gente ali é igual escoteiro: uma vez trabalhando na Dana, vai ser sempre um cara da Dana. Tá no sangue”, brinca. E como não gosta de fazer planos, diz que vai deixar as coisas seguirem seu rumo natural, sempre ao estilo de “deixa a vida me levar, vida leva eu”.

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“Não fiz nada planejado. Você vai mostrando seu trabalho e recebe a promoção. Essa é a parte boa da Dana, eles reconhecem o seu valor, não precisa ir lá pedir. É uma empresa que te dá segurança e um ótimo ambiente de trabalho”

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