João Pedro

Arbelo Elguy

Foram quase 23 anos de dedicação à empresa, muito trabalho e memórias boas. Nascido no interior, João Pedro se orgulha de uma bela trajetória profissional e se considera albariano até hoje.

Nascido em Santana do Livramento, mudou-se para a capital em 1968, aos 19 anos, para buscar uma vida melhor. Antes disso, só conhecia a vida do campo, do duro trabalho de sol a sol. Assim, em julho de 1975, começou a procurar trabalho nas fábricas da região. Teve algumas experiências na manufatura antes de entrar na Albarus – na Renner e na Zivi Hércules, mas a maior parte de sua trajetória profissional atuou na Albarus.

Foi então que, um dia, sua esposa Eva, com quem é casado há 43 anos, lhe disse que estava gostando do local onde trabalhava e que era uma boa empresa. Ela estava na Albarus Transmissões Homocinéticas e João Pedro decidiu, então, fazer uma entrevista por lá. “Minha esposa falava muito bem da empresa e, antes da Albarus, eu trabalhava na Zivi Hércules com cutelaria de tesouras… Um ambiente totalmente diferente daquele que encontraria na fábrica da retífica de capas, por isso, estranhei bastante o começo”, lembra. João disse que foi recebido por Nadir Krás, que hoje também é um dos Veteranos Dana, já na Retífica de Capas, setor em que atuou toda sua carreira na Dana.

João lembra que o processo para entrar na empresa era bem mais simples – a entrevista foi rápida e a triagem com a psicóloga Dora foi tranquila. “Em seguida, já fui recebido pelo Diogo Haro, hoje já falecido, ele me disse o seguinte: ‘hoje eu tenho 15 anos de empresa e eu espero que vocês cheguem lá um dia’ – isso me marcou muito, porque fiquei quase 23 anos na Albarus”, diz.

Uma das coisas que marcou o jubilado foi a grande preocupação com a qualidade que começou na época em que começou a trabalhar lá. “Notava-se uma preocupação e aperfeiçoamento em relação à qualidade dos processos e produtos, a forma como as peças eram calibradas foi mudando, então, lembro bastante desse período de transição que foi muito bom pra empresa e pros colaboradores também”, conta.

João começou trabalhando no primeiro turno, mas na maioria de sua carreira ficou no segundo turno, o horário que era o grande vilão entre os operadores. “O pessoal não gostava por causa do sábado, e como o horário era das 15h às 23h, muitos fugiam desse horário de trabalho. Depois, começou o rodízio de horários, mas eu nunca me queixei de nada disso na empresa. Pra mim, tudo estava bom”, resume, com sua humildade e tranquilidade característica.

A transferência da fábrica de Porto Alegre para Gravataí também o marcou – a Retífica de Capas mudou-se para fábrica nova em fevereiro de 1979. “Fiquei trabalhando em Porto Alegre e lembro de vir só quando as máquinas estavam em Gravataí porque a produção não podia parar. Sem dúvida, a mudança para Gravataí representou uma grande melhoria pra gente – a fábrica era toda nova e tinha diversos aperfeiçoamentos, além de ser muito mais bonita e organizada. Foi uma decisão muito boa da empresa mudar-se para Gravataí. Hoje em dia, tu entras na fábrica e ela parece um espelho de tão limpa, dá muito orgulho”, afirma.

Em sua carreira na empresa, trilhou todos os cargos dentro da fábrica: iniciou como Ajudante, passou a Operador de Máquina, Preparador, Chefia e chegou até a ser Mestre de Produção. Nessa última função, além da Retífica de Capas, João Pedro era responsável também pela produção da Cruzeta no Terceiro Turno. “Quando fui promovido a Chefia, achei que não estava preparado para esta função – mesmo que eu já fizesse muitas coisas do cargo, intuitivamente. Nunca esperava pelas promoções para agir em prol da empresa – se eu era promovido, era sinal de que alguém estava olhando o que eu fazia e fiquei feliz”.

João Pedro diz que sempre teve uma ótima relação com os colegas, de amizade e companheirismo. “Nosso setor não era de brincadeira, levávamos o trabalho muito a sério, mas tínhamos uma ótima relação entre nós. Tenho amigos que eram de outros setores até hoje. Penso muito na Dana, até hoje, tive uma bela história ali e uma convivência muito boa com os colegas”, conta.

João se aposentou em 1997 e seguiu trabalhando na empresa durante mais 1 ano. Para ele, ser lembrado para fazer parte do grupo de Veteranos Dana foi muito especial. “Acho que a Dana é a única empresa que faz isso, me senti honrado. Lembro de muitas coisas boas que vivi lá, é muito bom encontrar os amigos. Quando entrei lá, eu não tinha nada – tudo que tenho na vida eu consegui ali. E o que eu adquiri ali simplesmente não tem preço”, conta.

Casado com Eva há 43 anos, é pai de Fabiane e Carina, que lhe deram dois netinhos, João Miguel e Valentina.

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“Acho que a Dana é a única empresa que faz esse resgate das histórias dos Veteranos, me senti honrado. Lembro de muitas coisas boas que vivi lá, é muito bom encontrar os amigos. Quando entrei lá, eu não tinha nada – tudo que tenho na vida eu consegui ali. E o que eu adquiri ali simplesmente não tem preço”.

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